Depois da última sessão da Mostra muita coisa mudou na casa dos Barrillari. Zico comprou uma camiseta da Mostra, e usou ela para ir ao cinema assistir... Transformers. MaFê ultimamente só tem ido ao Cinematerna levar a cria para aprender a desde cedo ser cinéfila como os pais. Mas com os avós e a 42ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, podemos juntos novamente ver filmes legais que só não estão no circuito porque não tem estrela nascendo nem gente correndo atrás da estrela. Marina ficou com os avós, mas quando for maiorzinha irá assistir com a gente.
Como Zico assistiu Transformers com a camiseta da Mostra, ele resolveu assistir à Mostra com uma camiseta dos Vingadores. E juntos fomos ver "Aqui e Agora", de Jakob Lass. É um filme alemão que conta a história de Oskar, um dono de uma boate que depois de pagar uma dívida a um agiota e ainda assim ficar devendo pra ele, resolve encerrar as atividades de sua boate numa festa de ano-novo onde tudo pôde acontecer.
Alguns detalhes da sessão (júri popular):
- Filme da Mostra sem dar pau no som, filme ou legenda não é filme da Mostra. A premiada desta vez foi a legenda eletrônica. Era um filme alemão que veio à Mostra sem legendas, e na hora que pifou, lá vou eu desenterrar meu alemão de dez anos atrás para tentar entender as falas. Enquanto penso nas falas, meu marido, que só fala Chucrute, Volkswagen, Eisenbahn e Ich liebe dich, entendendo tudo o que se passava na cena.
- Um filme tão louco que o personagem principal se droga e você parece entrar na noia junto.
- A cena mais poética foi no meio de uma noia do Oskar, ele "tira" o tumor do cérebro de uma amiga, os dois pegam um taco de golfe e o tumor vira purpurina.
- O homem que sentou no meu outro lado não aguentou e saiu antes de terminar.
Alguns detalhes da sessão (júri técnico):
- Trata-se de um filme bem diferente do habitual isso falando da linguagem cinematográfica. O diretor abusou de efeitos, utilizou enquadramentos e cortes rápidos levando o espectador em certos momentos adentrar no universo dos personagens e passar a sentir os efeitos da confusão formada nas cenas. Porém as cenas eram longas e de certa maneiras um pouco confusas, ao atingir o clímax permanece muito tempo neste e demora muito para a resolução. No geral o filme agrada, mas poderia ser um pouco mais dinâmico.
Rânquim júri popular: ***
Rânquim júri técnico: ***
O que faz Maria Barrillari? Na realidade, eu não sei, mas entre aqui que te conto!
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sábado, 20 de outubro de 2018
sexta-feira, 28 de outubro de 2016
OS BARRILLARI MOSTRAM UMA AMOSTRA DA MOSTRA
Casar com um cinéfilo/cineasta tem suas vantagens. Um de nossos passeios favoritos é ir ao cinema. Mas, fora o Oscar em que a gente vai assistir para poder ser capaz de opinar sobre os indicados, ultimamente só temos visto filmes de heróis. Super-homem pra lá, X-men pra cá, Capitão América... oh, e agora quem poderá nos defender de tantas explosões em 3D? A 40ª Mostra Internacional de Cinema, com filmes bacanas que só não estão no circuito porque não tem youtuber nem Porta dos Fundos no elenco.
E o filme que assistimos foi O sol, o sol me cegou, de Anka Sasnal e Wilhelm Sasnal. Conta a história de um cara meio psicopata que está sempre correndo. Um dia, a mãe dele morre, mas ele não sente nada. Depois do funeral vai pra praia com uma garota e encontra um cara refugiado caído na praia. E o que acontece depois do filme, a gente não sabe se é ilusão da cabeça do psico ou realidade, pois o outro refugiado também era meio psico e corria atrás dele e não deixava ele escapar.
Alguns detalhes da sessão (MF):
- No começo do filme, apareceu somente som, e a imagem em preto. Eu até achei que era do filme, porque "o sol, o sol me cegou", mas quando apareceram as legendas eletrônicas, o pessoal começou a vaiar. O cara do cinema disse que o filme tinha travado e iria começar de novo. E o pessoal ficou apreensivo até quando escureceu de transição do letreiro para o filme mesmo.
- A senhora que estava do meu outro lado estava se divertindo. Toda hora escutava risadas dela.
- Perguntamos para um casal que estava saindo agoniado do cinema se eles gostaram, e eles falaram que precisavam sentar para absorver, porque era um filme diferente.
Algumas observações da sessão (ZB)
Então vamos lá : Trata-se de um filme um tanto complexo, mas ao mesmo tempo envolvente e provocativo. Utiliza -se de uma linguagem cinematográfica diferente tipo: Câmera parada enquanto a cena rola solta, ou seja, personagens saem do quadro e retornam e a câmera não acompanha e nem troca de plano. Em outros momentos o diretor abusa da câmera subjetiva lembrando "Bruxa de Blair". Quanto a sonoplastia é bem feita e envolvente cumpre seu papel,Enfim o filme não é ruim, particularmente achei que leva o expectador a um experiência de cinema paralelo e cumpre sua proposta de provocar. Afinal é a Sétima Arte!
Rânquim júri popular: **** (se eu visse este filme há dez anos, daria menos estrelas)
Rânquim júri técnico: ****
Depois saímos do cinema felizes cantando o mashup de "Fiz este reggae pra você" e "O nosso santo bateu"
E o filme que assistimos foi O sol, o sol me cegou, de Anka Sasnal e Wilhelm Sasnal. Conta a história de um cara meio psicopata que está sempre correndo. Um dia, a mãe dele morre, mas ele não sente nada. Depois do funeral vai pra praia com uma garota e encontra um cara refugiado caído na praia. E o que acontece depois do filme, a gente não sabe se é ilusão da cabeça do psico ou realidade, pois o outro refugiado também era meio psico e corria atrás dele e não deixava ele escapar.
Alguns detalhes da sessão (MF):
- No começo do filme, apareceu somente som, e a imagem em preto. Eu até achei que era do filme, porque "o sol, o sol me cegou", mas quando apareceram as legendas eletrônicas, o pessoal começou a vaiar. O cara do cinema disse que o filme tinha travado e iria começar de novo. E o pessoal ficou apreensivo até quando escureceu de transição do letreiro para o filme mesmo.
- A senhora que estava do meu outro lado estava se divertindo. Toda hora escutava risadas dela.
- Perguntamos para um casal que estava saindo agoniado do cinema se eles gostaram, e eles falaram que precisavam sentar para absorver, porque era um filme diferente.
Algumas observações da sessão (ZB)
Então vamos lá : Trata-se de um filme um tanto complexo, mas ao mesmo tempo envolvente e provocativo. Utiliza -se de uma linguagem cinematográfica diferente tipo: Câmera parada enquanto a cena rola solta, ou seja, personagens saem do quadro e retornam e a câmera não acompanha e nem troca de plano. Em outros momentos o diretor abusa da câmera subjetiva lembrando "Bruxa de Blair". Quanto a sonoplastia é bem feita e envolvente cumpre seu papel,Enfim o filme não é ruim, particularmente achei que leva o expectador a um experiência de cinema paralelo e cumpre sua proposta de provocar. Afinal é a Sétima Arte!
Rânquim júri popular: **** (se eu visse este filme há dez anos, daria menos estrelas)
Rânquim júri técnico: ****
Depois saímos do cinema felizes cantando o mashup de "Fiz este reggae pra você" e "O nosso santo bateu"
domingo, 28 de outubro de 2012
MAFÊ MOSTRA UMA AMOSTRA DA MOSTRA
Back to the roots!
Primeiro fim de semana desde 2010 que venho pra São Paulo sem culpa, sem peso na consciência e com muito amor no coração para aproveitar a 36ª Mostra de Cinema, que mostra os filmes que só não estão em cartaz por causa de Bond, James Bond.
E a escolha do filme foi o Não quero dormir sozinha, que conta a história de uma moça que recebe uma ligação de que a avó está passando mal. O pai é um ator que está muito ocupado, e ela teve que segurar a barra para cuidar dela. Contrariada no começo, ela aos poucos vai redescobrindo um laço afetivo com a avó. E a gente aqui vai percebendo que há muito mais semelhanças entre as duas do que diferenças.
Rânquim MMMM: *** (bom, teve aquele final sem final, mas agora estou achando bom porque a gente imagina o que houve depois)
LIKE A ROLLING STONE
Mas antes de ver o filme, estava andando pela Avenida Paulista (ê saudade...) e reparei que os orelhões daqui são agora todos coloridos, uns lisos, outros bem artísticos. Quando vou tirar foto, vejo o Índio Chiquinha dançando. Pois é, todo mundo se lembra dele no Pânico, ele teve relativo sucesso em 2006, 2007, sua dança inclusive foi usada durante a Festa das Nações daquele ano. Mas depois, apareceu o Zina e o Ronaldo e o Índio Chiquinha nunca mais apareceu. Até hoje quando o vi na Avenida Paulista como um completo desconhecido. As pessoas não dão mais valor aos artistas de rua como antigamente...
Mas você pode ver por aqui o vídeo que eu fiz do Índio Chiquinha dançando o Bob Dylan:
Primeiro fim de semana desde 2010 que venho pra São Paulo sem culpa, sem peso na consciência e com muito amor no coração para aproveitar a 36ª Mostra de Cinema, que mostra os filmes que só não estão em cartaz por causa de Bond, James Bond.
E a escolha do filme foi o Não quero dormir sozinha, que conta a história de uma moça que recebe uma ligação de que a avó está passando mal. O pai é um ator que está muito ocupado, e ela teve que segurar a barra para cuidar dela. Contrariada no começo, ela aos poucos vai redescobrindo um laço afetivo com a avó. E a gente aqui vai percebendo que há muito mais semelhanças entre as duas do que diferenças.
Rânquim MMMM: *** (bom, teve aquele final sem final, mas agora estou achando bom porque a gente imagina o que houve depois)
LIKE A ROLLING STONE
Mas antes de ver o filme, estava andando pela Avenida Paulista (ê saudade...) e reparei que os orelhões daqui são agora todos coloridos, uns lisos, outros bem artísticos. Quando vou tirar foto, vejo o Índio Chiquinha dançando. Pois é, todo mundo se lembra dele no Pânico, ele teve relativo sucesso em 2006, 2007, sua dança inclusive foi usada durante a Festa das Nações daquele ano. Mas depois, apareceu o Zina e o Ronaldo e o Índio Chiquinha nunca mais apareceu. Até hoje quando o vi na Avenida Paulista como um completo desconhecido. As pessoas não dão mais valor aos artistas de rua como antigamente...
Mas você pode ver por aqui o vídeo que eu fiz do Índio Chiquinha dançando o Bob Dylan:
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terça-feira, 17 de julho de 2012
MAFÊ MOSTRA UMA AMOSTRA DA OUTRA MOSTRA - edição DF
E o filme de ontem não teve Anna Karina. Foi um filme da Mostra Competitiva. É o fofo e triste "Habibi*", um filme palestino em árabe com legendas tanto em inglês quanto em português (tudo bem que as legendas em português pareciam ter saídas do Oráculo). Quem me conhece sabe que eu sempre quis assistir um filme assim em uma mostra de cinema. E não me arrependi.
O filme conta uma versão cisjordaniana de uma história de amor à Romeu e Julieta adaptada do livro "Layla o majnun", de onde as poesias saíram. O casal se conhece na Cisjordânia, e tem que voltar para sua casa. A moça é prometida pra casar com um cara que é militante, e o rapaz volta para o acampamento de refugiados que a família mora, e começa a escrever poesias em muros da cidade para seu amor.
Curiosidades sobre a sessão:
- Foi a sessão mais cheia do festival. As sessões gratuitas tinham bastante público, mas a de ontem estava praticamente lotada.
- No meio da sessão, um gaiato dormiu tão gostoso que até puxou um ronco que ecoou na sala de cinema. Tive que me segurar pra não rir.
Rânquim: não teve votação. O público não vota nas sessões competitivas. Saudades de São Paulo...
* Sim, me lembrei da música da novela. Quem nunca?
O filme conta uma versão cisjordaniana de uma história de amor à Romeu e Julieta adaptada do livro "Layla o majnun", de onde as poesias saíram. O casal se conhece na Cisjordânia, e tem que voltar para sua casa. A moça é prometida pra casar com um cara que é militante, e o rapaz volta para o acampamento de refugiados que a família mora, e começa a escrever poesias em muros da cidade para seu amor.
Curiosidades sobre a sessão:
- Foi a sessão mais cheia do festival. As sessões gratuitas tinham bastante público, mas a de ontem estava praticamente lotada.
- No meio da sessão, um gaiato dormiu tão gostoso que até puxou um ronco que ecoou na sala de cinema. Tive que me segurar pra não rir.
Rânquim: não teve votação. O público não vota nas sessões competitivas. Saudades de São Paulo...
* Sim, me lembrei da música da novela. Quem nunca?
domingo, 15 de julho de 2012
MAFÊ MOSTRA UMA AMOSTRA DA OUTRA MOSTRA - edição DF
E pela primeira vez em todos estes anos que a amostra da mostra será um Vale a Pena Ver de Novo. Tudo isto porque hoje eu assisti ao filme "A Religiosa", também da retrospectiva Anna Karina. Quando eu soube que ia ter este filme, eu me lembrava bem da cena final. Depois de assistir inteiro, descobri que eu me lembrava só da cena final. Explico por quê.
Eu lembro de ter assistido a este filme por causa de uma data: 11 de setembro de 2001. Este filme foi passado bem na aula de História da Cultura e Comunicação daquele dia. Lembro que demoramos para entrar e ainda mais por causa de um boato que a 3ª Guerra Mundial iria começar em 5, 4, 3... Acho que quando entrei no filme já tinha começado. E a única coisa que eu me lembrei foi da cena final.
O filme conta a história de Suzanne, uma moça que é forjada a entrar no convento. Tentando se adaptar, ela conhece uma madre superiora que a tratou carinhosamente. Esta morreu e entrou outra no lugar que a fazia sofrer. Depois de muito penar, ela foi pra outro convento cuja superiora dava em cima dela. Enfim, tudo isto levou àquela cena final que não conto aqui porque vocês tem que ver este filme.
Eu lembro de ter assistido a este filme por causa de uma data: 11 de setembro de 2001. Este filme foi passado bem na aula de História da Cultura e Comunicação daquele dia. Lembro que demoramos para entrar e ainda mais por causa de um boato que a 3ª Guerra Mundial iria começar em 5, 4, 3... Acho que quando entrei no filme já tinha começado. E a única coisa que eu me lembrei foi da cena final.
O filme conta a história de Suzanne, uma moça que é forjada a entrar no convento. Tentando se adaptar, ela conhece uma madre superiora que a tratou carinhosamente. Esta morreu e entrou outra no lugar que a fazia sofrer. Depois de muito penar, ela foi pra outro convento cuja superiora dava em cima dela. Enfim, tudo isto levou àquela cena final que não conto aqui porque vocês tem que ver este filme.
sábado, 14 de julho de 2012
MAFÊ MOSTRA UMA AMOSTRA DE OUTRA MOSTRA - edição DF
Já havia quase três anos que eu não fazia isto, e já estava dando saudades. Mas fiquei empolgada em ver os anúncios do retorno de Brasília aos grandes festivais de cinema, graças ao BIFF, o festival internacional de cinema de Brasília, que passa aqueles filmes que não estão nas grandes salas porque não falam de super-heróis nem de Branca de Neve. Diz a lenda que o festival está em sua primeira edição. Como assim?
O filme escolhido pra ver foi o "O bando à parte (Bande à part)", um filme do Godard que está na homenagem à atriz Anna Karina. O filme é em preto e branco e conta a história de dois trambiqueiros que planejam dar "gorpinho" em uma senhora que mora com a jovem que os dois seduzem. O filme foi aos poucos me conquistando, embora o som da sala, principalmente das cenas onde tem carros e metrôs passando parecia que estava era passando um avião (chupa, Dolby!)
Neste filme, como não era da mostra competitiva, não teve votação. Acho que a votação será somente nas mostras competitivas. Vamos ver se consigo assistir mais um. Agora eu tenho uma desvantagem em relação à Mostra de SP: não pago meia...
O filme escolhido pra ver foi o "O bando à parte (Bande à part)", um filme do Godard que está na homenagem à atriz Anna Karina. O filme é em preto e branco e conta a história de dois trambiqueiros que planejam dar "gorpinho" em uma senhora que mora com a jovem que os dois seduzem. O filme foi aos poucos me conquistando, embora o som da sala, principalmente das cenas onde tem carros e metrôs passando parecia que estava era passando um avião (chupa, Dolby!)
Neste filme, como não era da mostra competitiva, não teve votação. Acho que a votação será somente nas mostras competitivas. Vamos ver se consigo assistir mais um. Agora eu tenho uma desvantagem em relação à Mostra de SP: não pago meia...
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
FICBRASÍLIA, O FESTIVAL FEDERAL
Havia um tecladinho que me perseguia nos finais de semana aqui em Brasília, parecia reggae, parecia calypso, até que na quarta eu descobri: A música do tecladinho, que grudou no meu cérebro durante a quinta-feira inteira. Para esquecer, fui ao XI FICBrasília, o Festival de Cinema mais importante do Centro-Oeste, que passa todos aqueles filmes que estão fora de cartaz porque foram abatidos por um moonwalker ou um golpe de capoeira.
E o filme que fui ver se chama "I am happy", é um documentário feito pela japonesa Soraia Umewaka, nas favelas e subúrbios do Rio, para mostrar o conceito de felicidade. Então ela entrevista dançarinos, artistas, domésticas que moram no morro, e suas respectivas patroas, e se vê uma diferença no conceito de felicidade deles.
A sala da CCBB tinha apenas 10 pessoas, mas na Mostra também vi público assim.
Curiosidade: as sessões não são avaliadas pelo público, e só tem dois cinemas que passam: Cine Academia e CCBB, sendo que neste as sessões são gratuitas.
O Festival é bom, para quem gosta de cinema. Mas como já vim da Mostra Internacional de Cinema, a impressão que tive foi de ter conhecido primeiro a Disney para depois chegar no Beto Carrero, quando o certo para curtir os dois na mesma intensidade seria conhecer primeiro o Beto Carrero.
E o filme que fui ver se chama "I am happy", é um documentário feito pela japonesa Soraia Umewaka, nas favelas e subúrbios do Rio, para mostrar o conceito de felicidade. Então ela entrevista dançarinos, artistas, domésticas que moram no morro, e suas respectivas patroas, e se vê uma diferença no conceito de felicidade deles.
A sala da CCBB tinha apenas 10 pessoas, mas na Mostra também vi público assim.
Curiosidade: as sessões não são avaliadas pelo público, e só tem dois cinemas que passam: Cine Academia e CCBB, sendo que neste as sessões são gratuitas.
O Festival é bom, para quem gosta de cinema. Mas como já vim da Mostra Internacional de Cinema, a impressão que tive foi de ter conhecido primeiro a Disney para depois chegar no Beto Carrero, quando o certo para curtir os dois na mesma intensidade seria conhecer primeiro o Beto Carrero.
terça-feira, 27 de outubro de 2009
MAFÊ MOSTRA UMA AMOSTRA DA MOSTRA
Já estou de volta em Brasília, mas antes de voltar eu precisava fazer algo que sempre faço todo ano: assistir ao menos um filme da 33a Mostra Internacional de Cinema, que passa os filmes que não entram no circuito porque não são animação nem falam que o mundo acaba em 2012. Lembrando que esta Mostra tem muito mais variedade de filmes e salas de cinema que a FIC.
E o filme escolhido foi o Arte de Roubar, de Leonel Vieira. É um filme português falado em inglês. Conta a história de dois ladrões que sempre se dão mal e que pretendem executar o roubo perfeito. As legendas eram em português de Portugal, que tinham algumas gírias que eu só entendi em inglês. Fora que é bem Tarantino + Almodovar o estilão do filme.
Rânquim MMMM: *** (filme bacana até, mas eu estava com sono)
E o filme escolhido foi o Arte de Roubar, de Leonel Vieira. É um filme português falado em inglês. Conta a história de dois ladrões que sempre se dão mal e que pretendem executar o roubo perfeito. As legendas eram em português de Portugal, que tinham algumas gírias que eu só entendi em inglês. Fora que é bem Tarantino + Almodovar o estilão do filme.
Rânquim MMMM: *** (filme bacana até, mas eu estava com sono)
segunda-feira, 27 de outubro de 2008
MAFÊ MOSTRA UMA AMOSTRA DA MOSTRA
Ok, é difícil morar no meio do Brasil enquanto acontece a 32a Mostra Internacional de Cinema em São Paulo. Mas quando finalmente juntou feriado, casamento e eleições, eu pude sim ver pelo menos um filme da Mostra, que passa os filmes que não estão no circuito ou porque não estão em 3D ou porque não são mais um musical colegial.
E o filme da vez que eu vi ontem foi "Só dez por cento é mentira", de Pedro Cezar. Um documentário sobre o poeta Manoel de Barros, brasileiro e sul-matogrossense. Ele é o poeta mais vendido do Brasil e sua poesia é bem simples e direta (Aprenda, Bial!). Ele transforma palavras, frases e expressões. E além de mostrar ele, mostra em forma de entrevista, pessoas que se inspiraram nele, como atores, artistas plásticos e que o inspiraram, como seus filhos.
Rânquim MMMM: ***** (Excelente! Depois que saí do cinema fui procurar a primeira livraria para conhecer mais sua obra)
E o filme da vez que eu vi ontem foi "Só dez por cento é mentira", de Pedro Cezar. Um documentário sobre o poeta Manoel de Barros, brasileiro e sul-matogrossense. Ele é o poeta mais vendido do Brasil e sua poesia é bem simples e direta (Aprenda, Bial!). Ele transforma palavras, frases e expressões. E além de mostrar ele, mostra em forma de entrevista, pessoas que se inspiraram nele, como atores, artistas plásticos e que o inspiraram, como seus filhos.
Rânquim MMMM: ***** (Excelente! Depois que saí do cinema fui procurar a primeira livraria para conhecer mais sua obra)
sexta-feira, 2 de novembro de 2007
MAFÊ MOSTRA UMA AMOSTRA DA MOSTRA
A Mostra terminou ontem, mas ainda tem alguns chorinhos passando no Cine Bombril e no CineSesc.
Na quarta fui no Frei Caneca onde estava uma muvuca porque o cineasta chinês Jia Zhang-Ke estaria lá. Para quem não se lembra, ele fez o filme que em uma Mostra acabei saindo antes de terminar. Para evitar maiores constrangimentos, e até porque a sessão do seu filme "Inútil" já estava lotada, eu acabei indo era ver outro filme. Mas sem antes tentar adivinhar de que filme eram as falas em uma promoção. Ainda chutei legal o filme "O invasor", que eu chamei de tudo quanto era nome: "Aquele filme do Paulo Miklos e do Sabotage, er... 'o vingador', 'o atirador', 'o assassino', sei lá!"
E fui assistir "Dever cívico" (Civic duty, 2006), de Jeff Renfroe. A princípio, por se tratar de um filme estadunidense, eu já ia preparar o saquinho. Mas a história era bastante interessante. Conta sobre um sujeito que perdeu o emprego de contador e descobre que um moço de feições árabes se mudou no andar de baixo do seu prédio, aquelas cohabs novaiorquinas. E ele, que era um rato de informações e assistia o canal noticiário todo santo dia, começou a associá-lo como um terrorista em potencial, já que seu novo vizinho tinha o perfil de um "cara do Oriente Médio". E a partir daí, sua vida se transforma em uma paranóia delirante para descobrir se sua acusação é verdadeira. O filme mete o dedo na ferida estadunidense, pois o cidadão perde a casa, a mulher o abandona, e ele não consegue mais emprego, e por aí vai.
Alguns detalhes da sessão.
- O filme era em inglês e o mocinho vizinho às vezes falava em árabe (dava até a impressão que ele estava xingando o cidadão). O legendeiro não estava conseguindo acompanhar o filme. Fora que tinham muitas partes que não tinham legendas. E quando o moço falava em árabe, ninguém, nem a produção do filme, nem a produção da Mostra se propôs a legendar.
- Logo após a sessão, fui parar no lounge da Mostra, por culpa do sabotage e do atirador. Acabei vendo lá o final de uma entrevista com o cineasta israelense Amos Gittai. E, que lugar badalado aquele! Tinha até alguém que eu pensei que era o Tony Ramos, mas não era. Mas saí antes que o Jia Zhang-Ke chegasse, poxa, mó vergonha...
Rânquim MMMM: ****
Na quarta fui no Frei Caneca onde estava uma muvuca porque o cineasta chinês Jia Zhang-Ke estaria lá. Para quem não se lembra, ele fez o filme que em uma Mostra acabei saindo antes de terminar. Para evitar maiores constrangimentos, e até porque a sessão do seu filme "Inútil" já estava lotada, eu acabei indo era ver outro filme. Mas sem antes tentar adivinhar de que filme eram as falas em uma promoção. Ainda chutei legal o filme "O invasor", que eu chamei de tudo quanto era nome: "Aquele filme do Paulo Miklos e do Sabotage, er... 'o vingador', 'o atirador', 'o assassino', sei lá!"
E fui assistir "Dever cívico" (Civic duty, 2006), de Jeff Renfroe. A princípio, por se tratar de um filme estadunidense, eu já ia preparar o saquinho. Mas a história era bastante interessante. Conta sobre um sujeito que perdeu o emprego de contador e descobre que um moço de feições árabes se mudou no andar de baixo do seu prédio, aquelas cohabs novaiorquinas. E ele, que era um rato de informações e assistia o canal noticiário todo santo dia, começou a associá-lo como um terrorista em potencial, já que seu novo vizinho tinha o perfil de um "cara do Oriente Médio". E a partir daí, sua vida se transforma em uma paranóia delirante para descobrir se sua acusação é verdadeira. O filme mete o dedo na ferida estadunidense, pois o cidadão perde a casa, a mulher o abandona, e ele não consegue mais emprego, e por aí vai.
Alguns detalhes da sessão.
- O filme era em inglês e o mocinho vizinho às vezes falava em árabe (dava até a impressão que ele estava xingando o cidadão). O legendeiro não estava conseguindo acompanhar o filme. Fora que tinham muitas partes que não tinham legendas. E quando o moço falava em árabe, ninguém, nem a produção do filme, nem a produção da Mostra se propôs a legendar.
- Logo após a sessão, fui parar no lounge da Mostra, por culpa do sabotage e do atirador. Acabei vendo lá o final de uma entrevista com o cineasta israelense Amos Gittai. E, que lugar badalado aquele! Tinha até alguém que eu pensei que era o Tony Ramos, mas não era. Mas saí antes que o Jia Zhang-Ke chegasse, poxa, mó vergonha...
Rânquim MMMM: ****
domingo, 28 de outubro de 2007
MAFÊ MOSTRA UMA AMOSTRA DA MOSTRA
Se não bastasse assistir um filme da Mostra por dia disponível, ontem fui ver dois. Mas alto lá, porque não são dois longas. É a sessão "Programa duplo 1", que junta dois filmes, um média e um curta metragem.
E o primeiro filme é o "Escolha de Chichester" (Chichester's choice, 2006) de Simonee Chichester. Um documentário feito por ela mesma que depois de receber um telefonema das Relações Exteriores do Brasil no Canadá, seu país, descobre que seu pai, Edgar Chichester, um guiano que largou a família no Canadá e passou a viver como sem-teto nas ruas de São Paulo e Osasco, estava com tuberculose. Ela vai até o Brasil para localizá-lo.
Rânquim: *****
Depois de uma história densa, uma pequena comédia que poderia ser umas daquelas esquetes de youtube. "Eternamente seu", (Furochoju, 2006) de Atsushi Ogata. Um vendedor um-sete-um tenta dar o golpe em uma senhora aparentemente ingênua e desmemoriada que... ah, o filme é tão pequeno que eu vou acabar contando o resto da história. Então, procure este filme.
Alguns detalhas da sessão:
- O primeiro filme era falado em inglês e português. A própria Simonee arranhava o português para tentar procurar seu pai. Sua mãe é brasileira, e quando falavam em português, tinha legendas em inglês. Mas quando a mãe de Simonee falou "Só vem me dar patada", não teve tradução.
- Os dois diretores estavam presentes na sessão. Uma das moças falou que a Simonee era bonita e estava usando um sapato verde, que eu nem reparei depois. E quase passei despercebido pelo Atsushi porque estava jogando o saco da pipoca no lixo, até que ele falou "Hai!" (ou "Hi!", mesmo, sendo que não iria falar japonês para uma gaijin.
Rânquim: ****
E o primeiro filme é o "Escolha de Chichester" (Chichester's choice, 2006) de Simonee Chichester. Um documentário feito por ela mesma que depois de receber um telefonema das Relações Exteriores do Brasil no Canadá, seu país, descobre que seu pai, Edgar Chichester, um guiano que largou a família no Canadá e passou a viver como sem-teto nas ruas de São Paulo e Osasco, estava com tuberculose. Ela vai até o Brasil para localizá-lo.
Rânquim: *****
Depois de uma história densa, uma pequena comédia que poderia ser umas daquelas esquetes de youtube. "Eternamente seu", (Furochoju, 2006) de Atsushi Ogata. Um vendedor um-sete-um tenta dar o golpe em uma senhora aparentemente ingênua e desmemoriada que... ah, o filme é tão pequeno que eu vou acabar contando o resto da história. Então, procure este filme.
Alguns detalhas da sessão:
- O primeiro filme era falado em inglês e português. A própria Simonee arranhava o português para tentar procurar seu pai. Sua mãe é brasileira, e quando falavam em português, tinha legendas em inglês. Mas quando a mãe de Simonee falou "Só vem me dar patada", não teve tradução.
- Os dois diretores estavam presentes na sessão. Uma das moças falou que a Simonee era bonita e estava usando um sapato verde, que eu nem reparei depois. E quase passei despercebido pelo Atsushi porque estava jogando o saco da pipoca no lixo, até que ele falou "Hai!" (ou "Hi!", mesmo, sendo que não iria falar japonês para uma gaijin.
Rânquim: ****
segunda-feira, 22 de outubro de 2007
MAFÊ MOSTRA UMA AMOSTRA DA MOSTRA
E hoje, depois de ouvir um menino na rua zoando nossa cara: "Perderam? Palmeiras está em segundo! Eu torço pro São Paulo!", fui ver outro filme da 31a Mostra Internacional de Cinema.
E o filme desta vez foi "A praça do Salvador" (Plac Zbawiciela, 2006), de Joanna Kos-Krauze e Krzysztof Krauze. Este filme conta a história de uma senhora que vive em um apartamento junto à Praça do Salvador com o filho, a nora e duas crianças. Estes estavam comprando um apartamento no chão, mas a empreiteira faliu. A partir de então, começam a crescer os conflitos entre as famílias.
Alguns detalhes da sessão:
- O filme foi se desenrolando de um jeito que a pessoa mais sensata no final era o filho mais velho. Isso porque o filho mais novo usava mullets.
- O filme era em polonês, com legendas em inglês. O carinha do meu lado, entendido de cinema, acabou cochilando em algumas partes do filme.
Rânquim MMMM: ** (Nunca na história do MMMM, eu cheguei a cogitar a dar nota 1 para um filme)
E o filme desta vez foi "A praça do Salvador" (Plac Zbawiciela, 2006), de Joanna Kos-Krauze e Krzysztof Krauze. Este filme conta a história de uma senhora que vive em um apartamento junto à Praça do Salvador com o filho, a nora e duas crianças. Estes estavam comprando um apartamento no chão, mas a empreiteira faliu. A partir de então, começam a crescer os conflitos entre as famílias.
Alguns detalhes da sessão:
- O filme foi se desenrolando de um jeito que a pessoa mais sensata no final era o filho mais velho. Isso porque o filho mais novo usava mullets.
- O filme era em polonês, com legendas em inglês. O carinha do meu lado, entendido de cinema, acabou cochilando em algumas partes do filme.
Rânquim MMMM: ** (Nunca na história do MMMM, eu cheguei a cogitar a dar nota 1 para um filme)
domingo, 21 de outubro de 2007
MAFÊ MOSTRA UMA AMOSTRA DA MOSTRA
Ontem saí com o Valadão e liguei na Rádio Loteria (giro o dial e a primeira que pintar, pintou). E caí numa rádio na qual se ouvia sucessos como "Está chovendo estrelas, tempestade de paixão" e "Como um anjo, você apareceu na minha vida..." Estaria MaFê indo para o Distância do Alto da Serra? Não, eu estava é indo ver um filme da 31a Mostra Internacional de Cinema, aquela que passa os filmes que não estão no circuito porque... pediram pra sair. E jogue seu preconceito pela janela, pois é possível sim ouvir César Menotti e Fabiano e assistir a filmes cults da Mostra!
E o filme de ontem foi "Meu nome é Dindi" (2007), de Bruno Safadi, que conta a história de uma mulher que herdou uma quitanda em um bairro decadente do Rio e luta para mantê-la e se manter livre de dívidas.
Alguns detalhes da sessão:
- O diretor do filme Bruno Safadi (que aliás se pronuncia Safadi, e não Safadi como eu pensava) e a atriz principal Djin Sganzerla estavam na sessão. Aliás, era sábado ao meio dia e havia sete pessoas na sala: o diretor, a atriz, eu, e mais quatro.
- O filme tinha várias citações meio malucas, como alguém vestido de relógio andando na praia ou alguém fardado ao avesso. Mas a cena romântica da praia é sensacional: Gramofone, uvas, praia com uma tenda, e o cara dublando a música.
- Quando eu vi o diretor e a atriz, pensei nem fazer lobby lá, mas o filme foi tão bom que até fui cumprimentá-los.
Rânquim MMMM: ***** (Excelente! Nunca na história da Mostra eu vi um filme que fez rir, se emocionar, prender a atenção.)
E o filme de ontem foi "Meu nome é Dindi" (2007), de Bruno Safadi, que conta a história de uma mulher que herdou uma quitanda em um bairro decadente do Rio e luta para mantê-la e se manter livre de dívidas.
Alguns detalhes da sessão:
- O diretor do filme Bruno Safadi (que aliás se pronuncia Safadi, e não Safadi como eu pensava) e a atriz principal Djin Sganzerla estavam na sessão. Aliás, era sábado ao meio dia e havia sete pessoas na sala: o diretor, a atriz, eu, e mais quatro.
- O filme tinha várias citações meio malucas, como alguém vestido de relógio andando na praia ou alguém fardado ao avesso. Mas a cena romântica da praia é sensacional: Gramofone, uvas, praia com uma tenda, e o cara dublando a música.
- Quando eu vi o diretor e a atriz, pensei nem fazer lobby lá, mas o filme foi tão bom que até fui cumprimentá-los.
Rânquim MMMM: ***** (Excelente! Nunca na história da Mostra eu vi um filme que fez rir, se emocionar, prender a atenção.)
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quinta-feira, 2 de novembro de 2006
MAFÊ MOSTRA UMA AMOSTRA DA MOSTRA
Em todos estes anos de Mostra, eu sempre tive a experiência do cinema solitário, de ir e chegar sozinha, ter a impressão sozinha e vez ou outra trocar figurinhas com as pessoas de lá. Desta vez, a experiência foi diferente. Chamei alguém para ir comigo, e a "vítima" da vez foi a nossa querida cantora Bárbara, que assistiu à Mostra pela primeira vez. Juntas assistimos "Dia noite, dia noite", de Julia Lotkev. Este filme mostra a história de uma jovem que por uma decisão que não sabemos decide ser mulher-bomba e explodir a Times Square. Então o filme mostra, sem música e quase sem diálogos, todos os momentos de preparação dela para o tal feito. Alguns detalhes da sessão:
- O filme foi mostrado no Cine Bombril, onde a qualidade sonora é infinitamente melhor que os outros. Você ouvia com intensidade desde o barulho do embrulho de uns rolinhos primavera até o cortar de unhas. E com certeza isso deu mais intensidade ao filme.
- Agora no cinema, não tem mais lanterneiro, tem celuleiro. As pessoas usam as luzinhas dos celulares para identificar lugares vagos.
- No começo, o legendeiro tenta acompanhar o ritmo da mulher, que fala num inglês quase rápido, e meio que se perde. Depois, quase não precisa mais agir.
- O mais legal de tudo é mostrar todas as etnias, raças, línguas e nações da Times Square. Tanto que no meio daquela muvuca de sons aleatórios, enquanto a moça decide onde vai explodir, você escuta: "Não quer mais me ver", em sonoro e pleno português brasileiro.
Rânquim: *** (das duas. Tinha tudo para ser o melhor filme de todos que já assisti na Mostra, não fosse o final meio sem desfecho. Nós até chegamos a discutir quais outros finais seriam interessantes)
- O filme foi mostrado no Cine Bombril, onde a qualidade sonora é infinitamente melhor que os outros. Você ouvia com intensidade desde o barulho do embrulho de uns rolinhos primavera até o cortar de unhas. E com certeza isso deu mais intensidade ao filme.
- Agora no cinema, não tem mais lanterneiro, tem celuleiro. As pessoas usam as luzinhas dos celulares para identificar lugares vagos.
- No começo, o legendeiro tenta acompanhar o ritmo da mulher, que fala num inglês quase rápido, e meio que se perde. Depois, quase não precisa mais agir.
- O mais legal de tudo é mostrar todas as etnias, raças, línguas e nações da Times Square. Tanto que no meio daquela muvuca de sons aleatórios, enquanto a moça decide onde vai explodir, você escuta: "Não quer mais me ver", em sonoro e pleno português brasileiro.
Rânquim: *** (das duas. Tinha tudo para ser o melhor filme de todos que já assisti na Mostra, não fosse o final meio sem desfecho. Nós até chegamos a discutir quais outros finais seriam interessantes)
terça-feira, 31 de outubro de 2006
MAFÊ MOSTRA UMA AMOSTRA DA MOSTRA
E hoje fui assistir um classicão do cinema, ganhador do Cannes e tudo o mais: "A classe operária vai ao paraíso", um filme de Elio Petri, que conta a história de Lula, quer dizer, Lulu, torneiro mecânico exemplar de uma fábrica que perde o dedo em um acidente. Ele sempre reclamava dos colegas que não faziam o serviço e se matava de trabalhar, no entanto acabou sendo "defendido" pelos sindicalistas, que aproveitaram o ensejo para protestar na causa trabalhista e operária ("querem calar a voz..."). "Acolhido" pelo movimento, Lulu adere ao sindicalismo, e o final da história você já sabe... ou não. Agora, os detalhes da sessão:
- Como era no Cine Olido, centrão de São Paulo, o filme demorou para chegar. A platéia começa a assoviar, vaiar e gritar: "Começa! Começa!" E vira uma música de Rio Negro e Solimões, gente batendo a mão e batendo o pé. Depois de 20 minutos, começa a sessão. E o meu dinheiro de volta?
- No começo da fita, aparece em legendas: "Pela primeira vez na tela". Isto me lembrou Lombardi apresentando "A Lagoa Azul" no SBT.
- O filme é de 1971, época da ditadura braba no Brasil. A legenda do filme era bem interessante, porque um falava "Va fancullo!" e a legenda mostrava algo como "Vá tomar!"
- Em um determinado momento o filme tomba e não aparece mais a legenda (este, pelo fato da legenda ser em português, não tinha legendas eletrônicas). E quem não capisce e não parla o italiano começou a gritar por legenda, até arrumarem a tela.
Rânquim: Este filme não teve cédula de votação distribuída. Afinal, a organização da Mostra é da tese jardelista que "Clássico é clássico, e vice-versa".
- Como era no Cine Olido, centrão de São Paulo, o filme demorou para chegar. A platéia começa a assoviar, vaiar e gritar: "Começa! Começa!" E vira uma música de Rio Negro e Solimões, gente batendo a mão e batendo o pé. Depois de 20 minutos, começa a sessão. E o meu dinheiro de volta?
- No começo da fita, aparece em legendas: "Pela primeira vez na tela". Isto me lembrou Lombardi apresentando "A Lagoa Azul" no SBT.
- O filme é de 1971, época da ditadura braba no Brasil. A legenda do filme era bem interessante, porque um falava "Va fancullo!" e a legenda mostrava algo como "Vá tomar!"
- Em um determinado momento o filme tomba e não aparece mais a legenda (este, pelo fato da legenda ser em português, não tinha legendas eletrônicas). E quem não capisce e não parla o italiano começou a gritar por legenda, até arrumarem a tela.
Rânquim: Este filme não teve cédula de votação distribuída. Afinal, a organização da Mostra é da tese jardelista que "Clássico é clássico, e vice-versa".
quinta-feira, 26 de outubro de 2006
MAFÊ MOSTRA UMA AMOSTRA DA MOSTRA
Depois de tentarem me vender o "brinco da Leona", fui à Mostra novamente. Mas, devido a sérias restrições orçamentárias, fui assistir ao filme gratuito.
E o filme de ontem foi o Requiem para Billy The Kid, um filme de far-west americano dirigido por uma francesa. E se vocês acham que foi o samba do caubói doido, estão redondamente enganados. Para começar, a diretora Anne Feinsilber estava no recinto em ocasião, o Centro Cultural São Paulo. Ela explicou o filme para as pessoas e deixou a gente ver. Ele mostra um diálogo fictício nos moldes de Brás Cubas entre a diretora e o Billy The Kid, que morreu aos 21 anos pelo seu colega justiceiro que virou xerife Pat Garret. As filmagens mostram os lugares onde Billy viveu e morreu, paisagens bonitas e lugares pitorescos que em pleno 2004 não perderam o ar de "Velho Oeste" da região. Além do diálogo, a diretora entrou em contato com os atuais xerifes e moradores descendentes dos foras-da-lei... fora-das-leis... ah, dos justiceiros da região e registrou de cada um as suas versões referentes à vida, "obra" e morte de Billy The Kid. Ela ainda faz uma alusão ao poeta Arthur Rimbaud, quase contemporâneo a ele, que morreu de mesma idade.
Alguns detalhes da sessão:
- Apesar da diretora francófona, o filme é em inglês com legendas em francês. Além disso, tivemos a legenda eletrônica em português. No que prestar atenção? Ao olhar muito para as legendas em português, tinha a impressão de perder cenas bonitas e importantes do filme.
- Foi a primeira sessão que eu vejo que ficou quase lotada. Todas as outras tinham até 60% do público esperado.
- Tivemos problemas, porque a legenda eletrônica deu pau e tiveram que chamar outro laptop para colocar. Isto atrasou a sessão em 40 minutos, o que quase me fez pedir meu dinheiro de volta.
- O filme foi aplaudido no final. Não tanto quanto o "Atravessando a Ponte" do ano passado, mas principalmente por lobby pelo fato da diretora estar presente.
Rânquim: *** (Bom, não saiu o samba do caubói doido)
E o filme de hoje foi o Você disse que me amava, um filme alemão que retrata a solidão. A história de Johanna, uma nadadora que acabou de se aposentar. Morando sozinha, tem que lidar com a solidão para passar o tempo. Largou o marido e a filha dela morava fora. Ela resolveu atender um anúncio de correio sentimental e aí que a trama começa. Todos os encontros, desencontros, felicidades e angústias dela passam no filme. Alguns detalhes da sessão:
- O filme é em alemão, com legendas em inglês. Mas estou começando a desconfiar que as legendas eletrônicas em português são muito melhores que as impressas no filme. Por exemplo. A palavra "Freund" em alemão pode ser tanto "amigo" como "namorado". No sentido que ela foi empregada no filme, era de namorado. A legenda em inglês colocava "friend", e a em português colocava "namorado".
- O filme teve alguns errinhos. Como numa cena em que Johanna e Johannes estavam na cama e aparecia o microfone-costinha-maum.
- O legendeiro estava adiantadinho. No começo apareceu "Du hast mich gesagt, dass du mich liebst", e na legenda "You told that you love me" e na legenda eletrônica: "Um ano como outro qualquer". Depois em uma cena em que aparecia um muro pixado: "Laura ich liebe dich" e na legenda: "Pelin eu te amo". Logo depois aparece o muro "Pelin ich liebe dich".
- No final, também o aplaudiram, sem diretor nem nada.
Rânquim: ***
P.S.: Legal ver um filme em alemão, outro em inglês com legendas em francês, mas eu quero ver um daqueles filmes de países esdrúxulos com uma língua mais esdrúxula e uma história mais esdrúxula ainda, como aqueles que o Zé Simão diz. O mais diferente até agora foi "Atravessando a Ponte", que tinha partes em turco, mas era alemão.
E o filme de ontem foi o Requiem para Billy The Kid, um filme de far-west americano dirigido por uma francesa. E se vocês acham que foi o samba do caubói doido, estão redondamente enganados. Para começar, a diretora Anne Feinsilber estava no recinto em ocasião, o Centro Cultural São Paulo. Ela explicou o filme para as pessoas e deixou a gente ver. Ele mostra um diálogo fictício nos moldes de Brás Cubas entre a diretora e o Billy The Kid, que morreu aos 21 anos pelo seu colega justiceiro que virou xerife Pat Garret. As filmagens mostram os lugares onde Billy viveu e morreu, paisagens bonitas e lugares pitorescos que em pleno 2004 não perderam o ar de "Velho Oeste" da região. Além do diálogo, a diretora entrou em contato com os atuais xerifes e moradores descendentes dos foras-da-lei... fora-das-leis... ah, dos justiceiros da região e registrou de cada um as suas versões referentes à vida, "obra" e morte de Billy The Kid. Ela ainda faz uma alusão ao poeta Arthur Rimbaud, quase contemporâneo a ele, que morreu de mesma idade.
Alguns detalhes da sessão:
- Apesar da diretora francófona, o filme é em inglês com legendas em francês. Além disso, tivemos a legenda eletrônica em português. No que prestar atenção? Ao olhar muito para as legendas em português, tinha a impressão de perder cenas bonitas e importantes do filme.
- Foi a primeira sessão que eu vejo que ficou quase lotada. Todas as outras tinham até 60% do público esperado.
- Tivemos problemas, porque a legenda eletrônica deu pau e tiveram que chamar outro laptop para colocar. Isto atrasou a sessão em 40 minutos, o que quase me fez pedir meu dinheiro de volta.
- O filme foi aplaudido no final. Não tanto quanto o "Atravessando a Ponte" do ano passado, mas principalmente por lobby pelo fato da diretora estar presente.
Rânquim: *** (Bom, não saiu o samba do caubói doido)
E o filme de hoje foi o Você disse que me amava, um filme alemão que retrata a solidão. A história de Johanna, uma nadadora que acabou de se aposentar. Morando sozinha, tem que lidar com a solidão para passar o tempo. Largou o marido e a filha dela morava fora. Ela resolveu atender um anúncio de correio sentimental e aí que a trama começa. Todos os encontros, desencontros, felicidades e angústias dela passam no filme. Alguns detalhes da sessão:
- O filme é em alemão, com legendas em inglês. Mas estou começando a desconfiar que as legendas eletrônicas em português são muito melhores que as impressas no filme. Por exemplo. A palavra "Freund" em alemão pode ser tanto "amigo" como "namorado". No sentido que ela foi empregada no filme, era de namorado. A legenda em inglês colocava "friend", e a em português colocava "namorado".
- O filme teve alguns errinhos. Como numa cena em que Johanna e Johannes estavam na cama e aparecia o microfone-costinha-maum.
- O legendeiro estava adiantadinho. No começo apareceu "Du hast mich gesagt, dass du mich liebst", e na legenda "You told that you love me" e na legenda eletrônica: "Um ano como outro qualquer". Depois em uma cena em que aparecia um muro pixado: "Laura ich liebe dich" e na legenda: "Pelin eu te amo". Logo depois aparece o muro "Pelin ich liebe dich".
- No final, também o aplaudiram, sem diretor nem nada.
Rânquim: ***
P.S.: Legal ver um filme em alemão, outro em inglês com legendas em francês, mas eu quero ver um daqueles filmes de países esdrúxulos com uma língua mais esdrúxula e uma história mais esdrúxula ainda, como aqueles que o Zé Simão diz. O mais diferente até agora foi "Atravessando a Ponte", que tinha partes em turco, mas era alemão.
sexta-feira, 20 de outubro de 2006
MAFÊ MOSTRA UMA AMOSTRA DA MOSTRA
Hoje estava andando pela São João quando avistei um peru e um trio elétrico. O cara gritava: "Quero ver os braços pra cima, aquela energia!" e começou a cantar o meu axé preferido. Comecei a cantarolar junto: "Feche os olhos pra não ver passar o tempo, sinto falta de você... ops! Não vim aqui para isso!" Vim aqui assistir à primeira sessão da 30a Mostra Internacional de Cinema, que sempre mostra filmes legais que são escondidos e mergulhados em muito gelo, dois dedos de água, e quinhentos filmes sobre o onze-de-setembro.
E o filme de hoje foi o Caiçara, de Alfredo Celi, o primeiro filme longa-metragem feito pelos estúdios Vera Cruz. Conta a história de Marina, uma moça que se casa com Zé Amaro, um viúvo e vai morar em Ilhabela. Ela virou assunto principal daquela vila e a sua única companhia, já que o marido bebarrão ia para Santos para gandaiar, era o menino Chico, neto de uma velha metida a fazer vudus, e você sabe, vudu é pra jacu! A velha era a mãe da antiga mulher do Zé Amaro, e acha que ele foi o culpado pela morte dela.
Alguns detalhes da sessão:
- No começo do filme, o elenco mostrado é o convencional e no final dos letreiros aparece: "e os habitantes de Ilhabela". Eles sempre apareciam tocando violão e fazendo cantigas sobre os outros.
- O filme é tão antigo que no radinho que passa um jogo, o locutor grita: "Goooool do Juventus!!!!", o grande injustiçado pelo metrô.
- Na sala tinha apenas 13 pessoas, mais o legendeiro, que por ser um filme brasileiro, nada fez. Ou não vieram por causa da Peruada, ou não vieram porque estavam na Peruada.
Rânquim MMMM: ** (o filme parecia ter alguns cortes e fora o fato de ter terminado toscamente)
E o filme de hoje foi o Caiçara, de Alfredo Celi, o primeiro filme longa-metragem feito pelos estúdios Vera Cruz. Conta a história de Marina, uma moça que se casa com Zé Amaro, um viúvo e vai morar em Ilhabela. Ela virou assunto principal daquela vila e a sua única companhia, já que o marido bebarrão ia para Santos para gandaiar, era o menino Chico, neto de uma velha metida a fazer vudus, e você sabe, vudu é pra jacu! A velha era a mãe da antiga mulher do Zé Amaro, e acha que ele foi o culpado pela morte dela.
Alguns detalhes da sessão:
- No começo do filme, o elenco mostrado é o convencional e no final dos letreiros aparece: "e os habitantes de Ilhabela". Eles sempre apareciam tocando violão e fazendo cantigas sobre os outros.
- O filme é tão antigo que no radinho que passa um jogo, o locutor grita: "Goooool do Juventus!!!!", o grande injustiçado pelo metrô.
- Na sala tinha apenas 13 pessoas, mais o legendeiro, que por ser um filme brasileiro, nada fez. Ou não vieram por causa da Peruada, ou não vieram porque estavam na Peruada.
Rânquim MMMM: ** (o filme parecia ter alguns cortes e fora o fato de ter terminado toscamente)
quarta-feira, 2 de novembro de 2005
GRANDES FRASES DA MÚSICA POPULAR BRASILEIRA
Antes de mostrar a frase, falarei sobre a artista independente Noemia Duque. Cantora, compositora, professora de inglês, formada pela UFRJ e fã do Jorge Mautner Ela entrou no site dele um dia, deixou um recado, e grata pela retribuição, ela resolveu escrever uma música. Vocês sabem que Jorge Mautner é meio malucão. Responsável por "Maracatu atômico", "Todo errado", e até mesmo pela carnavalesca "Seu pipi no meu popô", então a música dela não seria uma música "normal". Entrei no site dela ontem e achei aqui a grande frase da MPB:
"Entrei no seu site ontem / como você me comove / eu sei que aquelas canções / você armazenou num Ipod / Ipod uma coisa dessas?" (Noemia Duque)
MAFÊ MOSTRA UMA AMOSTRA DA MOSTRA
E hoje fui ver o filme "Atravessando a ponte - O Som de Istambul" (2005), de Faith Akin. É um documentário de Alexander Hacke, baixista da banda Einstürzende Neubarten, que viaja para Istambul para conhecer toda a sonoridade da região, que fica bem no meio entre a Europa e a Ásia. Então a cidade recebe influências dos EEUU, Romênia, Bulgária, Curdistão e de música árabe (que é diferente de turco, gente, por favor!)
Destaques do filme (e da sessão):
- Uma senhora que foi assistir a uma pá de filmes da Mostra estava reclamando que no feriado vem muita gente que não tem espírito de Mostra, que atende celular, que namora, que etcétera. No final, ela deixou esta frase: "A Mostra é um jogo. Você aposta no 14 e pode dar 23".
- O Cine Bombril é novo, confortável, com um som bom, e o banco é alto que não pude colocar os pés no chão.
- O filme é quase todo em turco. A narração do baixista é em alemão, e tem legendas em inglês, sem contar as eletrônicas.
- Mostraram vários estilos de música turcos: Rock, rap, hip hop, pop, música tradicional, "arabesco" entre outros.
- No final, os créditos eram em formato de LPs turcos, e no fundo se ouvia uma versão turca em inglês de "Music", da Madonna.
- E este foi o primeiro filme que eu vi que foi aplaudido no final.
Rânquim MMM: ***** (Excelente!)
"Entrei no seu site ontem / como você me comove / eu sei que aquelas canções / você armazenou num Ipod / Ipod uma coisa dessas?" (Noemia Duque)
MAFÊ MOSTRA UMA AMOSTRA DA MOSTRA
E hoje fui ver o filme "Atravessando a ponte - O Som de Istambul" (2005), de Faith Akin. É um documentário de Alexander Hacke, baixista da banda Einstürzende Neubarten, que viaja para Istambul para conhecer toda a sonoridade da região, que fica bem no meio entre a Europa e a Ásia. Então a cidade recebe influências dos EEUU, Romênia, Bulgária, Curdistão e de música árabe (que é diferente de turco, gente, por favor!)
Destaques do filme (e da sessão):
- Uma senhora que foi assistir a uma pá de filmes da Mostra estava reclamando que no feriado vem muita gente que não tem espírito de Mostra, que atende celular, que namora, que etcétera. No final, ela deixou esta frase: "A Mostra é um jogo. Você aposta no 14 e pode dar 23".
- O Cine Bombril é novo, confortável, com um som bom, e o banco é alto que não pude colocar os pés no chão.
- O filme é quase todo em turco. A narração do baixista é em alemão, e tem legendas em inglês, sem contar as eletrônicas.
- Mostraram vários estilos de música turcos: Rock, rap, hip hop, pop, música tradicional, "arabesco" entre outros.
- No final, os créditos eram em formato de LPs turcos, e no fundo se ouvia uma versão turca em inglês de "Music", da Madonna.
- E este foi o primeiro filme que eu vi que foi aplaudido no final.
Rânquim MMM: ***** (Excelente!)
terça-feira, 1 de novembro de 2005
MAFÊ MOSTRA UMA AMOSTRA DA MOSTRA
E o filme que foi visto ontem se chama "O Mundo" (2004), de Jia Khang-ke, que está concorrendo na categoria "Perspectiva". O filme conta a história de Tao, dançarina do parque temático World Park, em Pequim, onde existem réplicas de monumentos mundiais famosos, como a Torre Eiffel, o Taj Mahal e até Manhattan, com um World Trade Center que foi atacado dia 11 de setembro de 2001 e "ainda continua aqui". O parque é a sensação dos chineses que não poderiam sair do país. Tao vive impasses com o seu relacionamento com o guardinha do parque Taisheng, e também por passar o dia inteiro no parque, vive querendo sair e conhecer a China que ela não conhece. Paralela à história principal, Wei se vê controlada pelo ciumento namorado Niu, e tenta furar o bloqueio.
Destaques do filme (e da sessão):
- Conheci outra cinéfila que diz que os títulos do filme não atraem as pessoas para assisti-los.
- O filme é em chinês (não me perguntem se é em mandarim) com legendas em inglês e legendas eletrônicas em português. Desde "Tartarugas viradas", eu estou começando a achar as legendas eletrônicas muito mais completas que as originais do filme.
- Em determinados momentos do filme, quando Tao, Taisheng e outros se comumunicam através de mensagens de celular com as pessoas, algumas cenas são transformadas em desenhos animados.
- Muito emocionantes as cenas com a russa Anna, que também foi trabalhar no parque. Tao fala em chinês e Anna responde em russo, ou ambas tentam se comunicar por mímica, mas as duas se entendem e iniciam um laço de amizade forte.
- No elevador da "Torre Eiffel", a música incidental é "No llores por mi Argentina".
- O filme é longo e denso, mas como tinha marcado de sair, tive que sair antes do final da sessão, causando um bafão em algumas pessoas.
Rânquim MMM: ***
Destaques do filme (e da sessão):
- Conheci outra cinéfila que diz que os títulos do filme não atraem as pessoas para assisti-los.
- O filme é em chinês (não me perguntem se é em mandarim) com legendas em inglês e legendas eletrônicas em português. Desde "Tartarugas viradas", eu estou começando a achar as legendas eletrônicas muito mais completas que as originais do filme.
- Em determinados momentos do filme, quando Tao, Taisheng e outros se comumunicam através de mensagens de celular com as pessoas, algumas cenas são transformadas em desenhos animados.
- Muito emocionantes as cenas com a russa Anna, que também foi trabalhar no parque. Tao fala em chinês e Anna responde em russo, ou ambas tentam se comunicar por mímica, mas as duas se entendem e iniciam um laço de amizade forte.
- No elevador da "Torre Eiffel", a música incidental é "No llores por mi Argentina".
- O filme é longo e denso, mas como tinha marcado de sair, tive que sair antes do final da sessão, causando um bafão em algumas pessoas.
Rânquim MMM: ***
quinta-feira, 27 de outubro de 2005
MAFÊ MOSTRA UMA AMOSTRA DA MOSTRA
Depois de passar a manhã inteira de ontem ouvindo o CD da Banda Calypso (desta vez, a vizinha tem culpa) e passar a tarde inteira tocando o solinho de "A lua me traiu", resolvi fazer algo útil na vida e voltar à vida cultural de cinema.
E por isso aproveitei que está passando a 29a Mostra BR de Cinema e resolvi ver os filmes que só não passam no cinema por causa do Zezé di Camargo e da Feiticeira (não a Joana Prado).
E o filme que vi hoje se chama "Tartarugas viradas", (Tartarughe sul dorso, 2004) de Stefano Pasetto, filme que está concorrendo na categoria "Novos diretores". Antes uma cinéfila veio puxar assunto comigo e eu cometi duas gafes. A primeira voi chamar este filme de "Tartarugas voadoras". Ela me respondeu:
- Tartarugas voadoras? É "Tartarugas viradas", não são as Tartarugas Ninja!
A segunda, foi chamar "Adeus Lênin", que EU assisti de "Adeus Berlin". Mas isso não vem ao caso.
Destaques do filme (e da sessão):
- Este filme conta a história de duas pessoas que tinham uma paixão platônica quando meninos, e o rapaz dá de presente a ela uma tartaruga. Anos depois eles se cruzam das mais diversas formas até se reencontrarem. Ele, como paciente. Ela, como médica cirurgiã. O desenrolar do filme conta a história de cada um neste meio termo. Ele é um ex-presidiário em recuperação. Ela, uma estudante de medicina.
- O filme é italiano, e tinha legendas originais em inglês e eletrônicas em português, mas às vezes nem era necessário. Graças à soma dos fatores família+Laura Pausini+Eros Ramazzotti+Terra Nostra eu sei que "Lei bisogna da pena" não quer dizer "Ela é bisonha, dá pena".
- Os personagens deste filme não tem nome. Tanto que nos créditos finais aparece somente "Lui", "Lei", e as profissões de cada um.
- Algumas cenas são repetidas propositalmente ou são interligadas umas nas outras, pra mostrar que os personagens têm uma certa ligação.
Rânquim MMM: **** (Muito bom!)
E por isso aproveitei que está passando a 29a Mostra BR de Cinema e resolvi ver os filmes que só não passam no cinema por causa do Zezé di Camargo e da Feiticeira (não a Joana Prado).
E o filme que vi hoje se chama "Tartarugas viradas", (Tartarughe sul dorso, 2004) de Stefano Pasetto, filme que está concorrendo na categoria "Novos diretores". Antes uma cinéfila veio puxar assunto comigo e eu cometi duas gafes. A primeira voi chamar este filme de "Tartarugas voadoras". Ela me respondeu:
- Tartarugas voadoras? É "Tartarugas viradas", não são as Tartarugas Ninja!
A segunda, foi chamar "Adeus Lênin", que EU assisti de "Adeus Berlin". Mas isso não vem ao caso.
Destaques do filme (e da sessão):
- Este filme conta a história de duas pessoas que tinham uma paixão platônica quando meninos, e o rapaz dá de presente a ela uma tartaruga. Anos depois eles se cruzam das mais diversas formas até se reencontrarem. Ele, como paciente. Ela, como médica cirurgiã. O desenrolar do filme conta a história de cada um neste meio termo. Ele é um ex-presidiário em recuperação. Ela, uma estudante de medicina.
- O filme é italiano, e tinha legendas originais em inglês e eletrônicas em português, mas às vezes nem era necessário. Graças à soma dos fatores família+Laura Pausini+Eros Ramazzotti+Terra Nostra eu sei que "Lei bisogna da pena" não quer dizer "Ela é bisonha, dá pena".
- Os personagens deste filme não tem nome. Tanto que nos créditos finais aparece somente "Lui", "Lei", e as profissões de cada um.
- Algumas cenas são repetidas propositalmente ou são interligadas umas nas outras, pra mostrar que os personagens têm uma certa ligação.
Rânquim MMM: **** (Muito bom!)
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