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quarta-feira, 21 de abril de 2010

MARATONA - 50 ANOS EM 5KM

E hoje no meio de todos os eventos de comemoração dos 50 anos de Brasília, muita gente comemorou correndo. Foi a 4a Maratona Brasília de Revezamento, minha primeira maratona (abafa que só corri 5,61km).
E chego na Esplanada e percebo que diferentemente das outras corridas, não foi perto da rodoviária, a largada foi no Ministério da Fazenda. Tive que passar por inúmeras tendas montadas para a comemoração de hoje. Passei pela arena do vôlei de praia onde Misty-May com a estrutura, e por tendas até da cultura racional. Uh, uh, uh, que beleza! Do outro lado, a passarela da parada Disney estava sendo montada. E mais pra frente, o palco onde haverá os shows da noite. Andei, andei, andei até encontrar a tenda da nossa equipe. Mudança de estratégia: eu largaria primeiro.
Por ser um evento oficial de abertura das comemorações dos 50 anos de Brasília o hino nacional foi tocado. E enquanto o hino tocava, eu tinha que arrumar meu número e chip para largar. Que desrespeito, depois falam da Vanusa risonha... e límpida!
Tocou a buzina e Carruagens de fogo e eu ainda não tinha me posicionado na largada, fui correndo até lá me arrumando ainda. O tapete onde tinha que pisar o chip estava mal posicionado, e todo mundo pôs o pé de qualquer jeito e eu também. MP3 player no ouvido para dar um gás, lá fui eu!
Meu trecho de corrida passou subindo a esplanada e virando na L2, com skates e camelos (vai, hoje é aniversário de Brasília, hoje pode!) querendo nos ultrapassar. Descemos pela L3 sentido UnB e pela madrugada, a rua está muito mal conservada. Mas não é nada mais gostoso do que correr vendo o lago Paranoá ao longe. Problema: o posto de água só apareceu depois dos 3km. Na L4, eu escuto barulho do locutor de onde o pessoal faz a transição, e pensei: pronto, cheguei. Nisso, entro em uma subidinha tosca no setor de embaixadas. Meu mp3 começa a tocar "'Cause I feel you tonight..." e cosaifiu meu baço. Pensando pelo lado bom, correndo este trajeto eu não precisaria subir a sempre tensa subidinha do Senado. Dei a volta pela Costa do Marfim (da qual tenho 4 figurinhas e o time), passei pela Tailândia, Egito e Coreia (não me pergunte qual), onde a descida era mais tranquila. Finalizei a prova e deixei para o seguinte arrematar.
Mas a maratona mesmo foi para esperar o ônibus que levava e trazia os corredores. Alguns falaram até que a organização fez 50 anos em 5 micro-ônibus, tão pouca a quantidade de ônibus. Esperei dois até o meu. Entrei e o ônibus seguia numa velocidade que até comentaram "Não estamos indo pro Campo da Esperança". O ônibus deixou a gente perto da Catedral onde em minutos iria começar a Parada Disney, com o Mickey e um monte de patetas. Dei uma volta e voltei à tenda onde me fizeram massagem esportiva. Enfim, não cheguei cansada e estou pronta pra outra. Calma, não agora também.
O caminho de volta foi uma muvuca só. Gente do Plano, das cidades satélites, do entorno chegavam da rodoviária para guardar lugar no show e nas atividades. Gente com as orelhinhas do Mickey, barraquinhas vendendo tapioca baiana, churrasco que matou Tancredo, batatas fritas com catchup ao sol, muita gente indo e só eu voltando. Confesso que me cansei mais andando até a rodoviária, onde como todo brasiliense, peguei um "baú" pra voltar pra casa.

domingo, 21 de março de 2010

AND I'M RUNNING SO HARD TO FIND IT, AND I'M RUNNING SO FAST

E hoje foi o Circuito das Estações Adidas, coincidentemente tanto aqui em Brasília quanto em São Paulo, onde tanto em uma quanto em outra, a antiga Guarda do Conde estava sendo representada.
Ontem mal cheguei de viagem já fui retirar meu kit. Hoje cheguei não tão cedo como de costume, mas num horário bom pra pegar meu chip. Chip amarrado, estava com sede porque o zíper da pochete emperrou e eu queria fechar logo, por isso saí sem tomar água (#FAIL). Resultado: achei somente um açaí.
A organização liberou o pódio para os corredores posarem de campeões. A princípio achei estranho que quando estavam mais de dois, nunca vi ninguém posar na segunda posição, sempre primeiro e terceiro. Depois percebi que a segunda posição estava só um pouco mais baixa que a primeira e não dava pra ver de onde eu estava.
Aproveitei para fazer uma quick massage antes da largada e eis que encontro Adriana, minha amiga e parceira de corrida. Fizemos o aquecimento, nos posicionamos na largada (ela me deu dicas ótimas para como largar sem atropelar ninguém nem ser atropelada). A partir daí, deixei Adriana correr na frente e segui. Lembrei que hoje seria aniversário do Senna e fui correndo mentalizando aquele "TAMTAMTAM, TAMTAMTAM". Fui surpreendida novamente ao perceber que completei o primeiro quilômetro com 06'30''. Sabia que daí em diante iria degringolar, mas fiquei muito contente.
A ideia do Circuito das Estações é mostrar a influência dos diferentes climas na corrida de cada um, o que não acontece em uma Brasília de aquecimento global e duas estações, a seca e a chuvosa. Resultado: nove horas da manhã e o sol já batia forte com muita claridade. Acontece que eu fiz há dois meses cirurgia de correção da miopia e não podia tomar sol, piscina, praia, etc, e não fiz quase nenhum treino ao ar livre. Se fazia, era 7 da manhã e o sol tava calminho. O sol me queimou e não consegui subir direito a subidinha do Senado e morguei (#FAIL). Nisso Adriana também já tinha morgado por conta de um cadarço do tênis quebrado. Mas prosseguimos. Eu já tinha olhado o polar tropical indicando 200 bpm (o que não seria normal, mas como foi o polar mais barato que comprei, ficou assim). Mas passada a subida, viria o retão de volta. Nisso Rihanna berrava no Ipod de um corredor "Please don't stop the please don't stop the please don't stop the..." Music, mas aquilo me serviu para incentivo, como também os índios acampados em frente ao Ministério da Justiça protestando contra a legislação. Comecei a puxar a corrida e nos últimos metros meu boné voa, meu elástico cai e mesmo desmontada e andada eu consegui completar a prova com 38'52''. Minha vontade era de berrar como Senna em Interlagos, mas segurei minha garganta. Nisso eu escuto o locutor falar que um ganhador era da equipe Grancursos, e eu pensei: "Concurseiro sofre..."
Depois que eu e Adriana chegamos, ganhamos medalha, toalhinha, água, isotônico, fruta e iogurte (mais rico que o café da manhã em minha casa. MINHA). Fomos checar que nossa pisada é neutra, e mais uma sessão de quick massage para rebater.
E parabéns ao Yuji, ao Miltinho e ao Felipe Beirão por concluírem em São Paulo a prova de 10km!

domingo, 8 de novembro de 2009

AND I RAN, I RAN SO FAR AWAY (Operação Bareguinha)

Hoje foi dia de corrida. Era a Mizuno 10 milhas. Mas eu não ia aguentar correr tudo sozinha, então fiz revezamento com minha amiga Adriana. Cada uma iria correr 5 milhas, o equivalente a 8,045km.
A corrida foi realizada no final da Asa Sul, entre a 08 e a 16. Cheguei cedo no local, porque não sabia onde poderia parar o carro. Ainda chovia um pouquinho no eixão, o suficiente para eu pensar em colocar pneu de chuva. Conheci um corredor, o Genésio, que estava voltando às pistas, mas que iria correr devagarinho porque estava com o joelho machucado. Imaginei: o devagarinho dele deve ser meu rapidinho. Depois chegou Adriana que tinha retirado meu material e me deu meu chip. Amarrei-o e fizemos um aquecimento, sem esquecer da tradicional sessão de fotos.
O legal da prova da Mizuno é que eles tem bem claro que o organismo da mulher é diferente do do homem, principalmente quando se trata de corrida. As mulheres recebiam camiseta baby look rosa e os homens (e as mulheres que não gostam de baby look) recebiam camiseta azul.
Aquecimento feito, Adriana iria largar primeiro. Os letra B (que era meu caso) teriam que aguardar receber a pulseira em um local específico, separado para evitar confusão com quem estava correndo as 10 milhas sozinho. Enquanto Adriana corria, encontrei uma colega de serviço que também corre, e acabou largando bem antes que eu (gente que corre com assessoria esportiva é que nem gente que presta concurso fazendo cursinho, tem já a vantagem de treinar sério).
A campeã do feminino estava cruzando a linha de chegada praticamente junto com Adriana, e foi a minha vez de correr. Ela tirou a pulseira de revezamento, me passou, coloquei, e a partir daí, VALENDO!
Eu preciso de uma assessoria esportiva, ou pelo menos algumas dicas decentes para treinar, porque eu, acostumada com as águas, não sei bem respirar fora delas (não que eu seja um peixe ou uma baleia, mas porque a respiração da natação é bem diferente da respiração da corrida). Um problema é na hora de distribuir água, que o corredor pega a água, bebe ou se molha, e taca o copo na pista. Quem vem atrás tem que além de correr, desviar dos copos jogados. Isso pode até causar acidentes.
Fiz o retorno indicado e comecei a subir, pois o Plano Piloto não é tão plano assim. Claro que não se compara à subida da Brigadeiro, mas é uma inclinação para se considerar. Vi a placa de 3km e fiquei toda felizinha, quando eu vi o tapete que indica o número de milhas... milha 2! Ainda? Mas vamo que vamo, como diria o locutor. Tinham algumas pipocas, mas é porque o trecho do Eixão é totalmente liberado para outras pessoas correrem, andarem, pedalarem, patinarem, ou até molequinhos andarem com aquele skate que não é bem um skate. Outra coisa é que no meio da corrida, você entra em um dilema quando surge uma vontade de tirar água do joelho. Ou corre mais rápido para chegar logo no banheiro, ou segura para evitar acidentes. Falando em joelho, meus joelhos estavam pedindo arrego, mas eu não ia desistir. O cara da frente parou, agachou, alongou e continuou. Eu dei uma pequena alongada e segui. Entre os 4 e 5km, estava no que eles chamam de reta oposta, pois a largada está do outro lado. Tiraram a minha tradicional foto de corredora, e ainda deu tempo para brincar com as criancinhas que estavam vendo: "Você não me pega!" Entre o km 6 e o 7, passou no sentido oposto já perto da linha de chegada uma mulher que começou a cantar: "Ei dor, eu não te escuto mais..." como forma de driblar a tensão que pode surgir na corrida. Na hora que eu iria fazer o retorno final, já tinha gente comum andando no eixão, a prova já estava nas 2h, e virei. Na milha final, apareceu um flamenguista segurando um rottweiler focinhado, o que me deu motivação para a arrancada final. Consegui concluir a prova (não, ainda não saiu o tempo real) 2:20 depois do pelotão "quênia" (que na prova não tinha este nome) ter dado a largada. Devo ter ficado da cor da camiseta, mas valeu, que conseguimos superar nossos limites e... tamo junto!
P.S.: Queria saber se o Genésio conseguiu terminar a prova.
P.P.S.: Recebi minha medalha junto com a campeã. Ela no pódio e eu nos isotônicos.

domingo, 26 de julho de 2009

RUN TO THE HILLS, RUN FOR YOUR LIVES

Hoje teve a Ecorun em Brasília. A Ecorun é uma corrida com causa, em que se defende e conscientiza o corredor da importância das ações sustentáveis no seu cotidiano. E eu fui lá participar, mais defensora do que corredora, pois foi a minha primeira prova e eu nunca corri com gosto (fora o episódio do cavalo)
Na arena de concentação, onde a gente retirava o chip (eu não sabia que o chip não tinha cara de chip, é um negócio redondo pra colocar no cadarço), haviam barracas com frutas, água, massagem e até vendendo assinaturas de revistas especializadas em corrida. Você poderia até tirar uma fotinho mostrando seu sorriso de vencedor (ou de pique porque ainda não começou a prova).
Tudo que foi feito na arena iria ser reciclado mais cedo ou mais tarde. Tinha até uma estrutura com desenhos e buracos redondos que você poderia encaixar uma garrafinha pet de água. A que eu trouxe era um pouco larga.
20 minutos antes de começar professores e assessores esportivos realizavam um aquecimento e um alongamento para evitar lesões. Depois, toca todo mundo para a largada. Curiosidade: o pelotão de elite se chamava "Pelotão Quênia". Por que será?
Tocou a buzina e começamos a andar até o grid (imagina o povo da São Silvestre). Foram quatro minutos da largada do pelotão de elite até a minha largada. A partir daí, CORRE NEGADA!
Corri muito de boa, apesar de antes do primeiro quilômetro (corri 5) sentir sede. O céu de Brasília estava limpo e sem nuvens. Tinha gente de todas as idades, desde crianças (umas corriam mais que eu) até idosos (outros corriam mais que eu) e até alguns cachorros (esses, nem se fala!).
O bom da corrida ser sustentável é que até o meu ato de correr foi sustentável. Durante a corrida, segurei a garrafinha de água que recebi como se fosse um pauzinho de revezamento, e só larguei porque um moça passou mal e ia precisar de água pra jogar nela. Não fosse o fato de eu quase acertar a testa da companheira, seria uma ação completa.
Aguentei bem a subidinha do Senado (a corrida foi na Esplanada), aparentemente mais íngreme e menor que a "subida da Brigadeiro". E na hora da chegada, quis comemorar que nem o Vanderlei, mas o meu ato de abrir os braços serviu de Cornelius para alguns corredores. No final, fui até entrevistada.
Valeu muito a pena ter corrido (completei a prova em 44min06s), e o bichinho da corrida me pegou agora. Quero mais!

sábado, 1 de janeiro de 2005

SÃO SILVESTRE - WE ARE THE CHAMPIONS

Para começar, vamos falar do último evento celebridade do ano: a São Silvestre.
Saí da minha casa, e já no metrô eu vejo uma família de corredores. Na próxima estação, entram mais dois com mais de 60 anos. Desço na próxima e espero Bárbara e sua mãe. Iríamos ver o baixista Victor Dariano estrear na São Silvestre. Chegando lá, a Paulista estava totalmente diferente. Quem anda por lá normalmente de carro ou ônibus, se espanta. Eu não imaginaria que iria ter tanta gente por lá, já que a maioria foi viajar. E tinha gente do Brasil e do mundo inteiro, todos esperando a largada da São Silvestre. A Paulista estava pronta para o Reveillon que teria mais tarde, com balões com contagem regressiva (acho que acenderiam aos 10, 9, 8...) e o palco pronto mais a frente. O locutor animava o público e coordenava os corredores. Nisso, caiu um princípio de chuva, mas nada que assustasse. O que assustou foi um morteiro que estourou e os corredores acharam que era a largada.
Buzina, largada verdadeira. O pelotão de elite corre, e logo atrás vem o povão. 15 mil pessoas. E enquanto eles largavam, rolava "Carruagens de fogo", em 15 minutos. Da largada você percebia a dimensão da prova. Pessoas com faixas de Vitória, Cariacica, Toledo, Aramaçan, Flamengo, Vasco, Atlético Paranaense, bandanas com a bandeira do Pernambuco, do Rio Grande do Sul, suecos nada deslocados, pessoas em grupo carregando faixas, corpo de fuzileiros navais, bombeiros, tartarugas-ninjas, bananas-de-pijamas, maracatus, chapolins colorados, zorros, super-homens, homens-aranha, padres nada irlandeses, pessoas protestando pelo Fome Zero, contra a corrupção, a favor das vítimas do maremoto, devedores (a placa era: "Devo, não nego, pago quando ganhar a São Silvestre"), e a tradicional noiva da prova. No meio disso tudo estava Victor Dariano, baixista da Guarda do Conde, escondido na multidão. Depois da largada (quando o último largou, os quenianos já estavam no Pacaembu). Fomos até a Brigadeiro, e quase perdemos o primeiro queniano passar. Mas nisso, passavam algumas mulheres, alguns que furaram a fila, corredores acompanhados de guias. O helicóptero da Globo se aproximava e a gente sabia que eles estavam vindo. Passaram as motos da polícia (reforçadas anti-padres-irlandeses) e depois o queniano. Atrás vinham outros mais o brasileiro, incentivado sob os gritos de "Força, já está chegando!". Ele chegou em quinto. A partir daí, foram chegando os outros. Muitos desistiram, dois passaram mal e tiveram que ser levados de maca ao ambulatório instalado na Paulista, outros vinham mancando, outros fazendo gracinha (como o cara com a máscara do Lula-lá), outros faziam muito esforço, outros corriam com uma tranquilidade... E pasmem! Muitos dos que correm fantasiados, chegam no final da prova. É o caso dos maracatus, tartarugas-ninjas, zorros, o devedor, que disse "Fica pra próxima", a noiva, algumas pessoas carregando faixas (até as que carregam em dupla), e um grupo de onze pessoas uma do lado da outra formando o dizer "FELIZ ANO NOVO" com as camisetas. O grupo de fuzileiros navais passou firme e forte gritando: "A-ha, u-hu, a Brigadeiro é nossa! A-ha, u-hu, a Paulista é nossa!"
Nisso passou nosso atleta, que viu a nossa presença e fez sinal. E ele corria como se não estivesse cansado. Logo após, passou alguém muito parecido com o Japinha do CPM22. Eu e a Bárbara até achamos que fosse ele, que escolheu algo para gastar melhor acém. Quando até os policiais começaram a se retirar, fomos embora, e nisso já estava rolando a Festa na Paulista.
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