Conheci eles num coral. Essa frase pode parecer lírica se você imaginar alguém cantando Hallelujah de Haendel, de Mozart ou mesmo do Leonard Cohen. Mas o coral em questão se apresentava fazendo percussão corporal e estavam lá. Dançando. Nunca vou me esquecer: a música em questão era um medley patriótico do Ary Barroso.
Quando as pessoas batiam palmas no tempo, eles batiam no contratempo. Quando cantavam a segunda voz, ninguém queria cantar a primeira. Foi paixão à primeira vista. Pelo menos pra mim, acho.
Passamos alguns ensaios ao som de Seal e Flávio Venturini e conversávamos via Yahoo Grupos. De lá migramos para o Google Grupos. Do Google Grupos para o Voxer (que "remixava" minhas mensagens de voz). Do Voxer, para o Whatsapp.
Fiz parte do grupo quando ele tinha 6 anos e eu 3 de Brasília, mas parecia que a vida começava ali. Fizemos apresentações em horários de almoço para empresas, casamentos, livrarias, casas de show, barzinhos, peças de teatro, programas de TV. Viajamos o Brasil dividindo medos de avião. Escrevemos projetos, arranjos, métodos de trabalho. Das músicas que eu gosto, várias foram cantadas. Aprendi o que é ser artista, ter presença de palco, e até como me vestir sem parecer um hominho e muito menos uma periguete.
Um dia, o grupo acabou. E não foi fácil. Choramos nos ombros de nossos respectivos maridos. Se ao menos a gente tivesse gravado um CD, eu penso, levaria sempre eles comigo.
Esta semana, pela primeira vez, vi o grupo que fizemos juntos uns remanescentes. Eu saí para morar em outra cidade, mas deixei alguns arranjos para eles se divertirem. E o que me deu foi uma felicidade profunda de ter criado legado na vida. Escutem aqui em baixo o arranjo que eu fiz para o grupo Supertronica, "Puro Êxtase/Garota Nacional". Originalmente para cinco vozes, mas eu fico cantando a segunda voz em cima.
O que faz Maria Barrillari? Na realidade, eu não sei, mas entre aqui que te conto!
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segunda-feira, 19 de setembro de 2016
terça-feira, 27 de agosto de 2013
ENTRA EM CENA, FAZ SEU NÚMERO
Quem me conhece sabe que sou mais de cantar do que de atuar, mais de cinema do que de teatro. Mas de uns tempos pra cá comecei a ver que juntando tudo, a arte fica mais completa. Foi por isso que resolvi assistir a alguma peça do Cena Contemporânea 2013, o festival de teatro do Distrito Federal onde pude juntar teatro físico, dança, meditação, haikai, clown e um grande amor.
Nos mesmos moldes que eu escolhia um filme nas já conhecidas mostras de cinema tanto de São Paulo quanto do Distrito Federal, eu escolhi uma peça para assistir. E foi a Imagens do Sagrado - Bilma, da Cia. Os Buriti. A peça em si é um monólogo de dança, no qual a atriz contracena com ela mesma, com a plateia e com a luz. Com poucas falas, ela demonstra com gestos e expressões desespero, angústia, alegria, fuga da luz, sombra, morte, vida e libertação. E os números de dança são verdadeiras orações na qual ela entra em conexão com ela mesma e com o sagrado. A luz também fez o seu papel de destaque conduzindo o ambiente para as tais imagens do sagrado, principalmente as cabalísticas. O interessante é que a dança era cíclica e em círculos e o ambiente de teatro de arena ajudava para que todo mundo pudesse ver. E eu, que sou naturalmente uma mão-de-alface, estava totalmente absorta nos diversos movimentos, cada um relacionado a um elemento da natureza. Aprendendo e curtindo a experiência do teatro.
Para quem quiser assistir, amanhã tem mais no CCBB, R$ 10 a meia.
Nos mesmos moldes que eu escolhia um filme nas já conhecidas mostras de cinema tanto de São Paulo quanto do Distrito Federal, eu escolhi uma peça para assistir. E foi a Imagens do Sagrado - Bilma, da Cia. Os Buriti. A peça em si é um monólogo de dança, no qual a atriz contracena com ela mesma, com a plateia e com a luz. Com poucas falas, ela demonstra com gestos e expressões desespero, angústia, alegria, fuga da luz, sombra, morte, vida e libertação. E os números de dança são verdadeiras orações na qual ela entra em conexão com ela mesma e com o sagrado. A luz também fez o seu papel de destaque conduzindo o ambiente para as tais imagens do sagrado, principalmente as cabalísticas. O interessante é que a dança era cíclica e em círculos e o ambiente de teatro de arena ajudava para que todo mundo pudesse ver. E eu, que sou naturalmente uma mão-de-alface, estava totalmente absorta nos diversos movimentos, cada um relacionado a um elemento da natureza. Aprendendo e curtindo a experiência do teatro.
Para quem quiser assistir, amanhã tem mais no CCBB, R$ 10 a meia.
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Candanguices,
Vida após a Broadway
sexta-feira, 1 de julho de 2011
CONSIDERAÇÕES SOBRE O MEU FALAR - COMPÊNDIO
a ser editado
Após três anos de Brasília, uma cidade que ainda não criou um sotaque próprio (apesar de começar a esboçar), não pude deixar de reparar na diferença de falar entre paulistanos e brasilienses. E os próprios, muitas vezes me comentavam isso, seja gostando, seja zoando, enfim. O que vocês lerão agora é um compêndio de tudo o que eu já ouvi aqui em Brasília sobre o jeito paulistano de falar.
1. Maria Fernããããnda?
2. Não vai perder este sotaque nunca!
3. Pedoe-me? Paulista fala "Perrrrrrrrrrdoe-me"! (com aquele "r" do Kiko chorando - link)
4. (conversando com uma paranaense, chega a candanga) "Vocês são do mesmo lugar?"
5. Você é do Sul?
6. Tuno? Tuno? É turrrrrrrrrrno (de novo com aquele "r" do Kiko), ela é paulista!
7. Acho massa esse "r" (é porque brasileiros acima do Trópico de Capricornio falam tudo aspirado...)
8. Paulista adora falar em gerúndio.
9. Ela é paulistãããããna.
10. Ai, não gosto do sotaque paulista, prefiro o carioahca, mais... eishculacho. (pensa no menino do Sou Foda...)
11. O que é breja?
12. Hum, você quer ficar no ponto... (só que era o ponto DE ÔNIBUS!)
13. (de novo sobre o ponto) Na minha terra, ponto é onde ficam as raparigas...
14. Duro ou mole americano? E isso é nome de brincadeira?
15. Você é de São Paulo? Reparei...
16. Você deve ser curintiããããna (acertou!)
17. Minha mãe nasceu na Capital, é paulista e são-paulina. (depois descobri que é paulista, paulistana, mas palmeirense mesmo)
18. Você fala engraçado! Você é gaúcha?
19. (de um paulista) Deu saudade agora...
20. Aqui a gente fala "Véi", vocês falam "Mano".
21. (de um carioca) Eu zoo porque zoam do meu chiado.
22. Boa tarrrrde (aqui é aquele "r" caipirão)
23. Vocês falam tudo assim: "Meu nome é Amãããnda, tenho 25 ãããnos e moro na Vila Mariãããna..."
24. No Sul a gente também fala "Se pá"
25. Ó lá, "meeeiiismo"
26. Agora você falou que nem "mano".
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
CÂMERA ESCONDIDA
Atenção Brasília! A câmera do Google Street View está chegando! Aliás, a câmera indiscreta já chegou em diversas cidades, entre São Paulo e Rio de Janeiro. Bom para matar a saudade da minha terra e ver que a antiga academia da Banana Split continua com a mesma fachada de 1998.
Mas, como está chegando em Brasília em breve, atenção redobrada no que estiver fazendo na rua. Veja só, eu sou uma pessoa:
- íntegra,
- educada,
- de bons costumes,
- discreta, e
- quieta.
Mas eu tenho uma zica com estas coisas e é capaz do Oráculo me flagrar justamente:
- num dia de fúria,
- em plena TPM,
- com a mão na massa e/ou boca na botija,
- descendo do salto, ou
- perdendo meu chip.
GRANDES TRADUÇÕES MULTISHOW
Eu não tenho TV a cabo em casa, mas tem coisas que eu não me esqueço.
Do Justin Timberlake:
Original: "What goes around, goes around, goes around, comes all the way back around, yeah"
Tradução Multishow, resumidamente resumida: "Tudo que vai volta"
Mas, como está chegando em Brasília em breve, atenção redobrada no que estiver fazendo na rua. Veja só, eu sou uma pessoa:
- íntegra,
- educada,
- de bons costumes,
- discreta, e
- quieta.
Mas eu tenho uma zica com estas coisas e é capaz do Oráculo me flagrar justamente:
- num dia de fúria,
- em plena TPM,
- com a mão na massa e/ou boca na botija,
- descendo do salto, ou
- perdendo meu chip.
GRANDES TRADUÇÕES MULTISHOW
Eu não tenho TV a cabo em casa, mas tem coisas que eu não me esqueço.
Do Justin Timberlake:
Original: "What goes around, goes around, goes around, comes all the way back around, yeah"
Tradução Multishow, resumidamente resumida: "Tudo que vai volta"
terça-feira, 20 de abril de 2010
BRASÍLIA - 50 ANOS EM 5
Vou escrever este texto agora porque no dia 21 estarei ocupada comemorando e correndo. Coincidentemente a história dos 50 anos de Brasília entra em 5 anos meus, por isso o título.
2002 - ano 1 - O Turismo
Era uma vez um lugarzinho no meio do nada... Era assim que eu começava a escrever a minha história em Brasília, indo apenas como uma mera turista, que tirou foto do Congresso Nacional, se impressionou com as superquadras, admirou a vista da Torre de TV, não viu realmente a vida da cidade. Achava tudo lindo e maravilhoso, mas como boa paulistana, jamais me via morando lá.
2006 - ano 2 - A prova
Isto não foi relatado no blog, por conta da correria de Santa Maria. Concurso em Brasília, vou tentar. Peguei aquele ônibus naquele dia, em pleno aniversário da minha mãe (crê-se que a partir daí ela começou a desenvolver um certo desentendimento com JK) e fui. Fiz o tour pelo Congresso Nacional que foi filmado e passado na Globo. No dia da prova, aquela cidade com ruas enormes e táxis caros me fazia pensar: não me vejo morando aqui.
2008 - ano 3 - A chegada
Era um belo dia de julho, eu tinha acabado de escrever uma carta de aniversário para Ellen que estava nos Estados Unidos, quando resolvo abrir meu e-mail e vejo que fui chamada praquele concurso de 2006. Um misto de euforia e medo. Vou antes entregar a documentação, e descubro que farei uma mudança radical de vida. Depois de várias despedidas de São Paulo, parti para Brasília, sem parentes, sem amigos, sem lenço, sem documento, sem dinheiro no banco. Uma das primeiras coisas que eu fiz foi procurar algo musical, já que era o que eu gostava de fazer nas horas vagas em São Paulo. Entro no coral, e com quatro meses de casa, me apresento no Santuário Dom Bosco, um dos pontos turísticos mais famosos daqui.
2009 - ano 4 - A adaptação
Como toda adaptação, houve choro e ranger de dentes. Começo a descubrir aos poucos o verdadeiro sentido da profissão estepe que permeia este blog desde 2001. Descubro que a vida na cidade é uma música do Legião Urbana e começo a fazer minha história aqui. Fora o coral, veio a verve do musical e do teatro infantil. As minhas eternas raízes com São Paulo e minha crise de labirintite me fizeram desistir do teatro infantil, mas procurei independência. Veio a audição com jazz e blues, que rendeu bons vídeos para o youtube. Meu trabalho como monitora de nipe começa a ser reconhecido, e me sinto capaz de voar mais longe.
2010 - ano 5 - A consagração
E nesse espírito entrei em 2010 correndo atrás de tudo que era relacionado à música. Tento sem sucesso vaga na Escola de Teatro Musical e pro Grupo Pockets. Percebe, Brasília tem muita gente talentosa espalhada, seja daqui, seja de outros lugares. Mas mesmo assim, não desisti e minha sorte então mudou. Núbia Lima, cantora católica, me chama para fazer backing vocal dela em eventos e ainda compus uma música para seu segundo CD. Começo a fazer uma banda pop-rock com meu namorado, e para completar, last but not least, entro em um dos corais mais conceituados de Brasília, o Laugi.
Pra encerrar
Sempre falava que São Paulo é uma megalópole internacional onde se encontra o mundo. Brasília, por sua vez, é uma metrópole onde se encontra o Brasil inteiro. Onde uma paulistana monitora um nipe com duas maranhenses, uma pernambucana, uma potiguar, uma sergipana, uma paranaense, uma gaúcha que viveu em Santa Catarina, uma baiana e uma carioca (sério, nenhuma de nós nasceu em Brasília). No mesmo coral ainda tem mais mineiros, piauiense, paranaense, gaúcho, paraense, carioca e até mesmo um acreano (paulistanos bairristas, se duvidam, este arranjo foi feito pelo acreano), e o regente é paulista. Onde canta com uma ex-Miss Samambaia/DF (nenhuma relação com Dani Souza), corre com uma carioca e uma paulista, e toca, canta e namora um pernambucano. Esta mistura de sons, sotaques, e culturas faz com que Brasília seja uma cidade diferente. É cedo para eu dizer "Eu te amo, Brasília", como Sebastian Bach disse, mas já tenho uma estima maior por esta cidade que me adotou.
Política? Intervenção? Mensalão? Como me disse uma vez Marcão, "O segredo do avião está nas asas". Pense nisso.
2002 - ano 1 - O Turismo
Era uma vez um lugarzinho no meio do nada... Era assim que eu começava a escrever a minha história em Brasília, indo apenas como uma mera turista, que tirou foto do Congresso Nacional, se impressionou com as superquadras, admirou a vista da Torre de TV, não viu realmente a vida da cidade. Achava tudo lindo e maravilhoso, mas como boa paulistana, jamais me via morando lá.
2006 - ano 2 - A prova
Isto não foi relatado no blog, por conta da correria de Santa Maria. Concurso em Brasília, vou tentar. Peguei aquele ônibus naquele dia, em pleno aniversário da minha mãe (crê-se que a partir daí ela começou a desenvolver um certo desentendimento com JK) e fui. Fiz o tour pelo Congresso Nacional que foi filmado e passado na Globo. No dia da prova, aquela cidade com ruas enormes e táxis caros me fazia pensar: não me vejo morando aqui.
2008 - ano 3 - A chegada
Era um belo dia de julho, eu tinha acabado de escrever uma carta de aniversário para Ellen que estava nos Estados Unidos, quando resolvo abrir meu e-mail e vejo que fui chamada praquele concurso de 2006. Um misto de euforia e medo. Vou antes entregar a documentação, e descubro que farei uma mudança radical de vida. Depois de várias despedidas de São Paulo, parti para Brasília, sem parentes, sem amigos, sem lenço, sem documento, sem dinheiro no banco. Uma das primeiras coisas que eu fiz foi procurar algo musical, já que era o que eu gostava de fazer nas horas vagas em São Paulo. Entro no coral, e com quatro meses de casa, me apresento no Santuário Dom Bosco, um dos pontos turísticos mais famosos daqui.
2009 - ano 4 - A adaptação
Como toda adaptação, houve choro e ranger de dentes. Começo a descubrir aos poucos o verdadeiro sentido da profissão estepe que permeia este blog desde 2001. Descubro que a vida na cidade é uma música do Legião Urbana e começo a fazer minha história aqui. Fora o coral, veio a verve do musical e do teatro infantil. As minhas eternas raízes com São Paulo e minha crise de labirintite me fizeram desistir do teatro infantil, mas procurei independência. Veio a audição com jazz e blues, que rendeu bons vídeos para o youtube. Meu trabalho como monitora de nipe começa a ser reconhecido, e me sinto capaz de voar mais longe.
2010 - ano 5 - A consagração
E nesse espírito entrei em 2010 correndo atrás de tudo que era relacionado à música. Tento sem sucesso vaga na Escola de Teatro Musical e pro Grupo Pockets. Percebe, Brasília tem muita gente talentosa espalhada, seja daqui, seja de outros lugares. Mas mesmo assim, não desisti e minha sorte então mudou. Núbia Lima, cantora católica, me chama para fazer backing vocal dela em eventos e ainda compus uma música para seu segundo CD. Começo a fazer uma banda pop-rock com meu namorado, e para completar, last but not least, entro em um dos corais mais conceituados de Brasília, o Laugi.
Pra encerrar
Sempre falava que São Paulo é uma megalópole internacional onde se encontra o mundo. Brasília, por sua vez, é uma metrópole onde se encontra o Brasil inteiro. Onde uma paulistana monitora um nipe com duas maranhenses, uma pernambucana, uma potiguar, uma sergipana, uma paranaense, uma gaúcha que viveu em Santa Catarina, uma baiana e uma carioca (sério, nenhuma de nós nasceu em Brasília). No mesmo coral ainda tem mais mineiros, piauiense, paranaense, gaúcho, paraense, carioca e até mesmo um acreano (paulistanos bairristas, se duvidam, este arranjo foi feito pelo acreano), e o regente é paulista. Onde canta com uma ex-Miss Samambaia/DF (nenhuma relação com Dani Souza), corre com uma carioca e uma paulista, e toca, canta e namora um pernambucano. Esta mistura de sons, sotaques, e culturas faz com que Brasília seja uma cidade diferente. É cedo para eu dizer "Eu te amo, Brasília", como Sebastian Bach disse, mas já tenho uma estima maior por esta cidade que me adotou.
Política? Intervenção? Mensalão? Como me disse uma vez Marcão, "O segredo do avião está nas asas". Pense nisso.
sábado, 10 de outubro de 2009
EU QUERO BOTAFOGO NESTE APARTAMENTO... VOCÊ NÃO ACREDITA!
Não me perguntem como, mas fui assistir o jogo do grande time do DF... Botafogo-DF, time de Túlio Maravilha, contra o Brazsat (parece nome de TV a cabo). Para quem não sabe, Túlio está atrás do seu gol 900.
Na verdade eu teria um workshop de técnica vocal que eu soube no dia que mudou a data. Aproveitei e vi o estádio CAVE onde ia acontecer o jogo. Peguei o ingresso da administração do Guará e entrei. O estádio estava com a logo da Copa 2014. Eles estão querendo que seja lá os jogos de Brasília. Mas será?
O Botafogo-DF deve ser uma filial do Botafogo-RJ, tanto que o uniforme é o mesmo, a bandeira é a mesma e o hino deles é o mesmo: "Botafogo, Botafogo, campeão desde 1910..." Mas como o time é novo, deveria ser "campeão desde 2010" e torcer para que ano que vem o time ganhe alguma coisa.
O estádio estava com mais da metade da capacidade ocupada. De um lado, a torcida jovem do Botafogo, de outro, famílias, crianças e... peraí. Vascaínos? Sim, não somente vascaínos mas também são-paulinos, fluminenses, palmeirenses, torcedores do Goiás, do Gama e do Vitória, devidamente uniformizados, circulando na maior paz.
Como de praxe em um jogo de futebol, tocaram o Hino Nacional inteiro. Enquanto isso, vendedores de dim-dim (como eles chamam o gelinho) e de biju vendiam seus quitutes para os (des)interessados. Isso que é desrespeito ao hino. Depois falam da Vanusa "risonha... e límpida!"
Assopra o tio, liberado o quebra-canelas! Logo no primeiro contra-ataque do Bota, o jogador passa a bola para Túlio na banheira (não, ele não estava impedido) que marca seu gol de número 893 (a confirmar) de sua carreira. O resto, foram jogadas típicas de Rock Gol, gente caindo, gente impedida, até que um cidadão do Brazsat recebeu cartão vermelho. Como se não vi falta alguma? É porque provavelmente deve ter xingado a mãe do juiz. Aliás, coitada! Outro cidadão do Brazsat deu uma braçada na bola em plena grande área. O juiz seguiu, coitada da mãe dele que não tem nada a ver com a história. Chegou uma hora que o jogo estava tão interessante que um fluminense que estava sentado ao meu lado me deu uma aula de história. E Túlio ficava lá no bem-bom. Ele que já está com 40 anos, não fazia muito esforço nem nas divididas de bola nem para buscar do fundo. Ele quer é ser servido e marcar seus noningentésimo gol. No show do intervalo, as cheerleaders desenhavam um OGOFATOB... ops, BOTAFOGO e mostravam toda sua animação com a bateria da Acadêmicos da Asa Norte. E os etruscos? No segundo tempo, eu precisava sair porque ia ter um outro ensaio. Resultado: perdi um gol do Brazsat e outro do Botafogo. O jogo terminou 2x1 para o Bota e o time entra na primeira divisão candanga.
Mas vou encerrar com uma cena surreal que jamais imaginei que fosse acontecer.
Botafoguense: "Viu o Fluminense? Está ganhando, 1x0!"
Fluminense: "E o resultado é bom pra vocês também!"
Na minha terra, o Corinthians na zona de rebaixamento ganhava e os palmeirenses e são-paulinos ficavam tudo agourando.
Na verdade eu teria um workshop de técnica vocal que eu soube no dia que mudou a data. Aproveitei e vi o estádio CAVE onde ia acontecer o jogo. Peguei o ingresso da administração do Guará e entrei. O estádio estava com a logo da Copa 2014. Eles estão querendo que seja lá os jogos de Brasília. Mas será?
O Botafogo-DF deve ser uma filial do Botafogo-RJ, tanto que o uniforme é o mesmo, a bandeira é a mesma e o hino deles é o mesmo: "Botafogo, Botafogo, campeão desde 1910..." Mas como o time é novo, deveria ser "campeão desde 2010" e torcer para que ano que vem o time ganhe alguma coisa.
O estádio estava com mais da metade da capacidade ocupada. De um lado, a torcida jovem do Botafogo, de outro, famílias, crianças e... peraí. Vascaínos? Sim, não somente vascaínos mas também são-paulinos, fluminenses, palmeirenses, torcedores do Goiás, do Gama e do Vitória, devidamente uniformizados, circulando na maior paz.
Como de praxe em um jogo de futebol, tocaram o Hino Nacional inteiro. Enquanto isso, vendedores de dim-dim (como eles chamam o gelinho) e de biju vendiam seus quitutes para os (des)interessados. Isso que é desrespeito ao hino. Depois falam da Vanusa "risonha... e límpida!"
Assopra o tio, liberado o quebra-canelas! Logo no primeiro contra-ataque do Bota, o jogador passa a bola para Túlio na banheira (não, ele não estava impedido) que marca seu gol de número 893 (a confirmar) de sua carreira. O resto, foram jogadas típicas de Rock Gol, gente caindo, gente impedida, até que um cidadão do Brazsat recebeu cartão vermelho. Como se não vi falta alguma? É porque provavelmente deve ter xingado a mãe do juiz. Aliás, coitada! Outro cidadão do Brazsat deu uma braçada na bola em plena grande área. O juiz seguiu, coitada da mãe dele que não tem nada a ver com a história. Chegou uma hora que o jogo estava tão interessante que um fluminense que estava sentado ao meu lado me deu uma aula de história. E Túlio ficava lá no bem-bom. Ele que já está com 40 anos, não fazia muito esforço nem nas divididas de bola nem para buscar do fundo. Ele quer é ser servido e marcar seus noningentésimo gol. No show do intervalo, as cheerleaders desenhavam um OGOFATOB... ops, BOTAFOGO e mostravam toda sua animação com a bateria da Acadêmicos da Asa Norte. E os etruscos? No segundo tempo, eu precisava sair porque ia ter um outro ensaio. Resultado: perdi um gol do Brazsat e outro do Botafogo. O jogo terminou 2x1 para o Bota e o time entra na primeira divisão candanga.
Mas vou encerrar com uma cena surreal que jamais imaginei que fosse acontecer.
Botafoguense: "Viu o Fluminense? Está ganhando, 1x0!"
Fluminense: "E o resultado é bom pra vocês também!"
Na minha terra, o Corinthians na zona de rebaixamento ganhava e os palmeirenses e são-paulinos ficavam tudo agourando.
domingo, 3 de agosto de 2008
BRASÍLIA TEM CENTROS COMERCIAIS
Mando notícias da gélida... ops, aqui é seco até o talo!
Estou devidamente instalada em Brasília. Aqui é muito interessante porque depois que a gente mora aqui a gente percebe detalhes que passam despercebido pelos turistas.
Por exemplo. Brasília é pura lógica. Existem as asas Sul e Norte, e entre elas, as vias W (oeste) e L (Leste). Ou seja, é cartesiano!
Tudo é setorizado. Setor Hoteleiro, setor bancário, setor comercial, setor residencial... Existe até um Setor de Motéis localizado no Núcleo Bandeirante!
O clima é seco, não chove desde abril. Mas tem laguinhos espalhados pela cidade. E sabiam que o lago Paranoá é obra humana?
Outra cena bizarra que eu vi foi uma propaganda de cuecas nas Lojas Americanas. A cueca se chama Zorba Bambu, e me lembrei de Sílvio Santos.
Bem, é isso.
Estou devidamente instalada em Brasília. Aqui é muito interessante porque depois que a gente mora aqui a gente percebe detalhes que passam despercebido pelos turistas.
Por exemplo. Brasília é pura lógica. Existem as asas Sul e Norte, e entre elas, as vias W (oeste) e L (Leste). Ou seja, é cartesiano!
Tudo é setorizado. Setor Hoteleiro, setor bancário, setor comercial, setor residencial... Existe até um Setor de Motéis localizado no Núcleo Bandeirante!
O clima é seco, não chove desde abril. Mas tem laguinhos espalhados pela cidade. E sabiam que o lago Paranoá é obra humana?
Outra cena bizarra que eu vi foi uma propaganda de cuecas nas Lojas Americanas. A cueca se chama Zorba Bambu, e me lembrei de Sílvio Santos.
Bem, é isso.
terça-feira, 22 de julho de 2008
ESTOU INDO PRA BRASÍLIA, NESTE PAÍS LUGAR MELHOR NÃO HÁ
Este blog estará de mudança.
Como assim, de mudança se ele está no pó há muito tempo?
Porque eu irei sair de São Paulo para morar em Brasília. E enquanto eu encontrar coisas interessantes da cidade, vou escrever, até para vocês terem uma idéia do que é Brasília, fora aquele carro velho da Volkswagen.
Terei uma televizinha para assistir as Olimpíadas de Pequim, ou melhor, Beijing, ou melhor, Beijing Beijing Tchau Tchau!
E por aí vai.
Como assim, de mudança se ele está no pó há muito tempo?
Porque eu irei sair de São Paulo para morar em Brasília. E enquanto eu encontrar coisas interessantes da cidade, vou escrever, até para vocês terem uma idéia do que é Brasília, fora aquele carro velho da Volkswagen.
Terei uma televizinha para assistir as Olimpíadas de Pequim, ou melhor, Beijing, ou melhor, Beijing Beijing Tchau Tchau!
E por aí vai.
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