Conheci eles num coral. Essa frase pode parecer lírica se você imaginar alguém cantando Hallelujah de Haendel, de Mozart ou mesmo do Leonard Cohen. Mas o coral em questão se apresentava fazendo percussão corporal e estavam lá. Dançando. Nunca vou me esquecer: a música em questão era um medley patriótico do Ary Barroso.
Quando as pessoas batiam palmas no tempo, eles batiam no contratempo. Quando cantavam a segunda voz, ninguém queria cantar a primeira. Foi paixão à primeira vista. Pelo menos pra mim, acho.
Passamos alguns ensaios ao som de Seal e Flávio Venturini e conversávamos via Yahoo Grupos. De lá migramos para o Google Grupos. Do Google Grupos para o Voxer (que "remixava" minhas mensagens de voz). Do Voxer, para o Whatsapp.
Fiz parte do grupo quando ele tinha 6 anos e eu 3 de Brasília, mas parecia que a vida começava ali. Fizemos apresentações em horários de almoço para empresas, casamentos, livrarias, casas de show, barzinhos, peças de teatro, programas de TV. Viajamos o Brasil dividindo medos de avião. Escrevemos projetos, arranjos, métodos de trabalho. Das músicas que eu gosto, várias foram cantadas. Aprendi o que é ser artista, ter presença de palco, e até como me vestir sem parecer um hominho e muito menos uma periguete.
Um dia, o grupo acabou. E não foi fácil. Choramos nos ombros de nossos respectivos maridos. Se ao menos a gente tivesse gravado um CD, eu penso, levaria sempre eles comigo.
Esta semana, pela primeira vez, vi o grupo que fizemos juntos uns remanescentes. Eu saí para morar em outra cidade, mas deixei alguns arranjos para eles se divertirem. E o que me deu foi uma felicidade profunda de ter criado legado na vida. Escutem aqui em baixo o arranjo que eu fiz para o grupo Supertronica, "Puro Êxtase/Garota Nacional". Originalmente para cinco vozes, mas eu fico cantando a segunda voz em cima.
O que faz Maria Barrillari? Na realidade, eu não sei, mas entre aqui que te conto!
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segunda-feira, 19 de setembro de 2016
domingo, 17 de maio de 2015
QUEM DERA SER UM PEIXE - a saga de uma compradora coletiva (Especial Lulu Santos)
Ontem teve mais um show de compra coletiva que me fez voltar ao tempo: Foi o show de Lulu Santos e Capital Inicial, que me fez ir para 1997, quando eu assistia os shows da Jovem Pan e usava tatuagem de gargantilha e terceiro olho. E o primeiro sinal de que você é uma pessoa bem passada é quando jovens começam a usar modas que você usava na adolescência. Pois ontem eu não vi uma menina com tatuagem de gargantilha e outra com um terceiro olho? Cantemos: "raiou o sol..."
O show foi dentro da área externa do estádio Mané Garrincha, mais precisamente antes das entradas dos ingressos lá da Copa do Mundo. Os portões abriram às 21h e enquanto o show não acontecia, o DJ tocava músicas dos meus tempos de Brasil 2000. Tinham duas pistas, a pista premium e a pista pobre. Obviamente estávamos na pista pobre, no meio de um monte de gente que estava sentada aguardando o show. O primeiro show foi o do Lulu Santos. Foi, acho, o meu quarto ou quinto show do Lulu que eu vejo, porque eu vi um na Praia Grande além dos da Jovem Pan. Lulu entrou, cantou "Toda forma de amor", e na segunda música, ploft! O gerador pifou e levou mais ou menos uns 20min para a produção do show arrumar o show. O povo (principalmente da pista pobre) já estava ficando impaciente. Quando o show voltou a funcionar, o som não chegava na pista pobre. Aí o povo começou a vaiar e gritar "CADÊ O SOM???" Meu respeito ao Lulu, que eu escuto desde que não sabia pronunciar o "L" e chamava de "Iuiu", mas eu não vaiei. A galera só sossegou quando o som veio um pouco mais no hino da friendzone "Apenas mais uma de amor". Teve um momento que as luzes se apagaram só pra melhorar o som. Apesar do som fraco de onde a gente estava, foi um show super pra cima, com os vocais competentes de Lulu, da backing gostosa e de Milton Guedes, que tem uns 420 anos de carreira com o Lulu e voltou para tocar gaita, saxofone, pandeiro. Lulu já tem mais de 60 anos, mas tem muito pique com sua guitarra inconfundível e seu jeito de dançar com a guitarra. Lulu desfiou seus maiores sucessos, como a melô do leproso, a abertura da Malhação (não me venham com Charlie Brown, esta é a primeira e verdadeira), e músicas que eu já cantei com a Guarda do Conde, como Um certo alguém e Casa. No final, rolou a tríplice coroa do Lulu, "Sereia / De repente Califórnia / Como uma onda", encerrando com Tempos modernos.
O show acabou 1h da manhã. Levou mais uma hora para trocar os instrumentos do Lulu e entrar os do Capital. Quando o Capital entrou no palco, mais precisamente o Dinho Ouro Preto, aumentou a concentração de calcinhas molhadas por m². De fato, Dinho ficou melhor mais velho. Mas o som ficou pior no show do Capital. Eles até aumentaram o som, mas ficou totalmente barulhento em vez de criar uma sonoridade agradável, como estava no show dos Paralamas e Titãs. Na segunda música, eu olhei pro meu marido, ele olhou pra mim e dissemos: "Vamos?" E fomos embora deixando o show pra trás e toda a barulheira junto. A barulheira era tanta que quando o Dinho falava, a gente não sabia se ele estava falando seu bordão "Do caralho".
domingo, 8 de março de 2015
QUEM DERA SER UM PEIXE - a saga de uma compradora coletiva (Especial Paralamas)
Faz tempo que não escrevia por aqui e foi até bom porque não escrevi sobre os 7 a 1 da Copa.
O show de ontem também foi possível por causa da compra coletiva. O evento foi o Brasília Rock Show, com os shows de Paralamas e Titãs. Literalmente, os Paralamas do Sucesso foram tocar na capital.
https://instagram.com/p/z9F5abjZkW/?modal=true - A foto!
Chegamos lá cedo para retirar os ingressos e foi bem rápido. O detalhe é que os portões só iam abrir uma hora e meia mais tarde. Fizemos uma agá e conversamos com uma família carioca que estava com uma turma enorme pra ver o show. O portão abriu às 21h e conseguimos um lugar perto para ver e dançar. Enquanto o show não começava, o DJ botava uma sessão nostalgia tocando sucessos dos tempos que eu ouvia a Jovem Pan (de 1994 até mais ou menos 2003), principalmente de bandas como Skank, Jota Quest, Lulu Santos, Barão Vermelho. Aliás, que música boa nacional toca na Jovem Pan de hoje a não ser uns arremedos de Charlie Brown Netos? Sim, tô veia.
Umas 22h35, praticamente no horário, começa o primeiro show, dos Paralamas do Sucesso, abrindo com a música virundeada "Alagados". Eu já tinha visto o show umas três vezes nos tempos dos shows da Jovem Pan, por volta de 1995, 1996. E a energia deste show foi exatamente a mesma. Eram os três tocando: Barone na plataforma da bateria, Herbert na plataforma da acessibilidade e Bi em baixo porque cismam com a ideia de que todo baixista é autista. A banda de apoio com metais e teclado, e no fundo, um telão de LED mostrando vídeos e fotos das músicas sendo tocadas. Eles colocavam o nome da música e o ano, e eu me lembrei dos bons tempos que os Paralamas faziam videoclipes no banheiro com a Conspiração (Um beijo, antiga eme-te-vê!). Eu sabia quase todos. Adorei ver ao vivo músicas que eu já tinha visto e as que não tinha visto ainda ao vivo, como "Ela disse adeus". Eles tocaram as três músicas que eu cantei com a Guarda do Conde, "Meu erro", "Óculos" e "Lanterna dos afogados", fora muitas outras que entraram no meu inconsciente coletivo, como o outro virundum "Entrei de caiaque no navio".
Foi uma hora e meia de hits, com uma explosão de cores da iluminação, brilhando forte no Barone nos seus solos, focando no Herbert, na banda de apoio e... por que ninguém foca no Bi?
Me senti em 1995, não fosse a fotógrafa de um site de eventos tirando foto nossa pro site (isto me fez sentir em 2005), e um drone que ficou sobrevoando o interior do Nilson Nelson tirando fotos e parecendo monstrinho de seriado japonês querendo atirar no inimigo. (aliás, sou do tempo em que bolas do Playcenter e camisinhas voavam nos shows, e não drones)
Eu não me lembrava que o Barone é um baterista foda e o Herbert, apesar do acidente, continua tocando pra caramba.
Terminado o show dos Paralamas, os roadies tiraram toda a instrumentação para receber os Titãs. Enquanto isto, mais músicas do tempo da Jovem Pan (isto porque apareceu a locutora da Transamérica, a rádio mais rock do DF, cobrindo o evento). Os Titãs estavam com iluminação mais simples e no fundo a capa do CD atual, mais pesado, que ganhou prêmios (segundo uma mulher atrás de mim, "Prêmios de bosta"), mas eles preferiram puxar os hits que todo mundo canta. Atenderam o famoso "Toca Raul!". Paulo Miklos cantava "Diversão" enquanto o povo nem aí enchia a cabeça de álcool atrás de distração. Quando tocaram "Vossa Excelência", o povo xingou até todos os envolvidos do lava-jato. A melhor banda de todos os tempos da última semana tocou a música que cantamos na Guarda "Sonífera ilha"
Saímos com uma hora de show antes de acabar e começar a muvuca do estacionamento, mas saímos com a alma lavada lembrando das músicas boas que escutamos "desde os primórdios até hoje em dia".
O show de ontem também foi possível por causa da compra coletiva. O evento foi o Brasília Rock Show, com os shows de Paralamas e Titãs. Literalmente, os Paralamas do Sucesso foram tocar na capital.
https://instagram.com/p/z9F5abjZkW/?modal=true - A foto!
Chegamos lá cedo para retirar os ingressos e foi bem rápido. O detalhe é que os portões só iam abrir uma hora e meia mais tarde. Fizemos uma agá e conversamos com uma família carioca que estava com uma turma enorme pra ver o show. O portão abriu às 21h e conseguimos um lugar perto para ver e dançar. Enquanto o show não começava, o DJ botava uma sessão nostalgia tocando sucessos dos tempos que eu ouvia a Jovem Pan (de 1994 até mais ou menos 2003), principalmente de bandas como Skank, Jota Quest, Lulu Santos, Barão Vermelho. Aliás, que música boa nacional toca na Jovem Pan de hoje a não ser uns arremedos de Charlie Brown Netos? Sim, tô veia.
Umas 22h35, praticamente no horário, começa o primeiro show, dos Paralamas do Sucesso, abrindo com a música virundeada "Alagados". Eu já tinha visto o show umas três vezes nos tempos dos shows da Jovem Pan, por volta de 1995, 1996. E a energia deste show foi exatamente a mesma. Eram os três tocando: Barone na plataforma da bateria, Herbert na plataforma da acessibilidade e Bi em baixo porque cismam com a ideia de que todo baixista é autista. A banda de apoio com metais e teclado, e no fundo, um telão de LED mostrando vídeos e fotos das músicas sendo tocadas. Eles colocavam o nome da música e o ano, e eu me lembrei dos bons tempos que os Paralamas faziam videoclipes no banheiro com a Conspiração (Um beijo, antiga eme-te-vê!). Eu sabia quase todos. Adorei ver ao vivo músicas que eu já tinha visto e as que não tinha visto ainda ao vivo, como "Ela disse adeus". Eles tocaram as três músicas que eu cantei com a Guarda do Conde, "Meu erro", "Óculos" e "Lanterna dos afogados", fora muitas outras que entraram no meu inconsciente coletivo, como o outro virundum "Entrei de caiaque no navio".
Foi uma hora e meia de hits, com uma explosão de cores da iluminação, brilhando forte no Barone nos seus solos, focando no Herbert, na banda de apoio e... por que ninguém foca no Bi?
Me senti em 1995, não fosse a fotógrafa de um site de eventos tirando foto nossa pro site (isto me fez sentir em 2005), e um drone que ficou sobrevoando o interior do Nilson Nelson tirando fotos e parecendo monstrinho de seriado japonês querendo atirar no inimigo. (aliás, sou do tempo em que bolas do Playcenter e camisinhas voavam nos shows, e não drones)
Eu não me lembrava que o Barone é um baterista foda e o Herbert, apesar do acidente, continua tocando pra caramba.
Terminado o show dos Paralamas, os roadies tiraram toda a instrumentação para receber os Titãs. Enquanto isto, mais músicas do tempo da Jovem Pan (isto porque apareceu a locutora da Transamérica, a rádio mais rock do DF, cobrindo o evento). Os Titãs estavam com iluminação mais simples e no fundo a capa do CD atual, mais pesado, que ganhou prêmios (segundo uma mulher atrás de mim, "Prêmios de bosta"), mas eles preferiram puxar os hits que todo mundo canta. Atenderam o famoso "Toca Raul!". Paulo Miklos cantava "Diversão" enquanto o povo nem aí enchia a cabeça de álcool atrás de distração. Quando tocaram "Vossa Excelência", o povo xingou até todos os envolvidos do lava-jato. A melhor banda de todos os tempos da última semana tocou a música que cantamos na Guarda "Sonífera ilha"
Saímos com uma hora de show antes de acabar e começar a muvuca do estacionamento, mas saímos com a alma lavada lembrando das músicas boas que escutamos "desde os primórdios até hoje em dia".
quarta-feira, 18 de setembro de 2013
QUEM DERA SER UM PEIXE - a saga de uma compradora coletiva (Especial Beyoncé)
Fazia um bom tempo que não escrevia sobre compra coletiva, e apesar de isto ser minha descrição de um show, isto não seria possível sem a compra coletiva.
Já dentro do estádio, um DJ animava a plateia botando os hits atuais de pista de dança, desde os internacionais até os nacionais.
Pois depois de não poder comprar o ingresso para a Beyoncé no momento da abertura da bilheteria online, veio a compra coletiva, me mostrou uma promoção mara a uma semana do show. Comprei. Foi o maior espetáculo de bate-cabelo do Mané Garrincha ever, desde antes dele ser padrão FIFA.
Cheguei lá e fui comer na "praça de alimentação", barraquinhas que ficam do lado de fora do estádio vendendo hot dog, churros, crepes, acarajés, espetinhos, baião de dois, tudo para saciar sua fome e você poder aproveitar bem o show. Entrei na fila e o ônibus da rádio popular tocava uma Anitta premonitória: "Pre-para, que agora é hora do show das poderosas...", enquanto ambulantes vendiam "a faixa da Bibi", demonstrando uma intimidade com a diva que nem o maridão JayZ deve ter.
Já dentro do estádio, um DJ animava a plateia botando os hits atuais de pista de dança, desde os internacionais até os nacionais.
O DJ saiu, os roadies começaram a limpar o palco, e de repente, algo que não acontecia há muito tempo em Brasília aconteceu: choveu. Quem estava na pista foi saindo pra se abrigar, quem estava na cadeira foi passando é frio. Por causa da chuva, o show demorou mais de uma hora pra começar, porque os roadies tiveram que varrer o palco de novo (no quadrado da frente, estava engraçado até, porque eles passavam
o rodo e jogavam água em quem estava na fila do gargarejo). Enquanto isso, o telão passava Beyoncé em propagandas de perfume, campanhas humanitárias, bebendo refrigerante. E o show começa!

Havia vários telões, mais o telão do fundo do palco que passava vídeos durante suas trocas de roupa (sim, a bicha usou oito roupas diferentes que trocava num passe de mágica! E o cabelo? E os acessórios, apesar de ela estar com o mesmo brincão? E o monitor in-ear?), vídeos feitos para o show que pareciam de propaganda de perfume e/ou bebida. Nisso, Bey vem toda diva de cabelão preso por causa da chuva (ela agora está de cabelo curto, queria entender o aplique nesta mulher). Toda trabalhada no carão e nas pernas, e que pernas!!!! Enquanto cantava "If I were a boy", foi até o quadrado da frente e cantou divaça no meio da chuva. "If you're in the rain, I'm in the rain", disse, e aí ela fez algo que nunca vi nenhum artista fazer quando demora mais de meia hora para entrar no palco: pediu desculpas pelo atraso. Justificou por causa da chuva e ainda falou que a chuva não iria parar o show. Diva, não precisou nem aprender português, mas o povo de lá entendia tudo.
Se tem uma palavra que descreve o show dela, é "superlativo". Tudo nela é superlativo: ela canta pra caraca, dança pra caraca, seus bailarinos dançam pra caraca, sua banda composta só de mulheres toca pra caraca, os efeitos de palco vem superlativos com uma iluminação contagiante, fumaça, show pirotécnico e chuva de papel picado no final. E o mais interessante, ela sempre estava presente, se divertindo no palco, principalmente com os dançarinos, que por causa da chuva, quase escorregavam durante as coreografias. E todos os sucessos dela cantados foram da carreira solo, não precisou "resgatar do fundo do baú" a Destiny's Child.
No final, duas surpresas: a primeira, antes de cantar "Halo", ela cantou sem acompanhamento um trechinho de I will always love you. E na última troca de roupa, como no Rio, ela dançou Lelek lek. E eu, que estava pedindo para ela fazer o quadradinho de 8, ela chegou perto de fazer num dos vídeos de troca de roupa.
No final de tudo, fiquei obcecada pelo trabalho que a Beyoncé faz, seja com a voz, seja com a dança, seja com as pernas, seja com a produção daquilo tudo. E pode até parecer heresia o que eu vou escrever, mas eu que desde pequena queria ir no show do Michael Jackson, posso dizer que o show da Beyoncé foi o mais próximo que eu cheguei de um "show do Michael Jackson", pela superprodução, pelo supertalento, pela grandiosidade e pela mistura muito bem sucedida de voz com coreografia, com efeitos especiais.
quarta-feira, 13 de abril de 2011
EVEN BETTER THAN THE REAL THING
E sábado agora foi o megashow da megabanda U2 no megaestádio (ok, nem tão mega assim) do Morumbi. Escaldada por ter demorado 3 horas de táxi do show anterior, saí cedésimo e cheguei lá antes das 18h. A vista era perfeita, dava para ver o palco inteiro. E o pessoal começou a fazer a ola. Geralmente em shows, a ola vai da esquerda pra direita e volta porque acabou o espaço da plateia. Mas como este show era 360º, a ola girava o estádio inteiro parecendo jogo de futebol. Diziam que tinha mais de 89 mil pessoas naquele lugar. As cadeiras foram se enchendo aos poucos até que às 20h começou o primeiro show, da banda Muse (ou Samu, como minha mãe chamou a banda).
Os caras são muito bons ao vivo, e deviam estar todos todos de aproveitarem pelo menos um terço daquela megaestrutura montada para o show do U2. Tinham umas duas músicas deles que eu sabia que era deles, mas poxa, como eu não conhecia antes o Muse? Foram simpáticos com a galera naquele esquema "Oubrigadou Sao Paulou!"Acabado o show da banda Muse, o pessoal do fã-clube passou distribuindo bexigas verdes para enchermos durante a música Where the streets have no name. Eu já tinha visualizado isto no facebook, mas errei a cor, pois tinha trazido uma capa de chuva amarela, no estilo Pica-pau desce as cataratas. Entrou um relógio naquela telona fazendo contagem regressiva do jeito dele, e quando deu "meia-noite" no relógio, a galera vibrou porque o U2 entraria a qualquer momento. O relógio se desmantelou na tela, tocou "Trem das Onze" e depois apareceu na tela como janelinha de nave espacial, a banda.
E eles entraram no palco tocando Even Better than the Real Thing. E aquela megaestrutura começou a ter uma vida própria. O telão começou a passar imagens em altíssima definição, tão alta, que nem parecia ser ao vivo. Mas era. Definição tão altíssima que você percebia que o guitarrista The Edge colocou botox. (a foto não mostra direito a megadefinição do telão porque foto de celular é complicado...). E em cada música, um show de luzes e sons hipnotizantes, e aí você vê a diferença de um artista que usa efeitos especiais para esconder a falta de talento e o U2, que usa todos aqueles efeitos, alguns até epiléticos, para mostrar todo o talento que tinham. E eles tocam muito. Quando tocou Mysterious Ways, o show no telão interagia com umas coreografias frenéticas. E os caras são tão bons que por um momento, aquela megaestrutura foi deixada de lado, e o Bono e o The Edge cantaram juntos Stuck in a Moment de forma totalmente acústica. The Edge fez os backings e foi ovacionado pela galera. Em outro momento, Larry Mullen Jr saiu da bateria para tocar percussão e circular nos 360º num remix de I'll go crazy if I don't go crazy tonight. Bono também interagiu com a galera com uma novidade. Naquele telão de altíssima definição, tinham legendas em tempo real do que ele falava. Brincou que sábado à noite era dia de comer pizza (só espero que ele não coloque catchup). E falava sério também, pois U2 é militância. Cantou Miss Sarajevo mostrando as imagens daquele famigerado concurso de miss e cantou até a parte do Pavarotti, de forma emocionante. Uma mulher atrás comenta "Finalmente eu consegui entender alguma coisa", mas isto não tirou a magia da música. E quando tocaram Sunday Bloody Sunday, mostraram imagens dos países árabes em conflito com seus ditadores, como a Líbia e o Egito. Estava tão frio que quando eles tocaram Vertigo eu quase cantei a versão do Pânico. Quando tocaram I still haven't found what I'm looking for, Bono só deixou a galera cantar. Foi lindo! Num outro momento, chamou uma moça da plateia para recitar "Carinhoso" e Bono repetiu: "Serei feliz, bem feliz". A galera veio abaixo. A banda depois saiu para o bis e apareceu Desmond Tutu no megatelão falando que nós somos um, e foi a deixa para eles voltarem e tocarem One. Depois o grande momento de encher as bexigas e soltarem durante Where the streets have no name. Claro que não consegui enchê-la toda, mas joguei e fui feliz, vendo aqueles balões amarelos saindo da pista. Saem de cena, segundo bis. Bono entra com o casaco preto cheio de luzes vermelhas saindo por ele e num volante todo iluminado com o microfone, canta Hold me thrill me kiss me kill me, e se pendura nele e faz a festa.
E eles entraram no palco tocando Even Better than the Real Thing. E aquela megaestrutura começou a ter uma vida própria. O telão começou a passar imagens em altíssima definição, tão alta, que nem parecia ser ao vivo. Mas era. Definição tão altíssima que você percebia que o guitarrista The Edge colocou botox. (a foto não mostra direito a megadefinição do telão porque foto de celular é complicado...). E em cada música, um show de luzes e sons hipnotizantes, e aí você vê a diferença de um artista que usa efeitos especiais para esconder a falta de talento e o U2, que usa todos aqueles efeitos, alguns até epiléticos, para mostrar todo o talento que tinham. E eles tocam muito. Quando tocou Mysterious Ways, o show no telão interagia com umas coreografias frenéticas. E os caras são tão bons que por um momento, aquela megaestrutura foi deixada de lado, e o Bono e o The Edge cantaram juntos Stuck in a Moment de forma totalmente acústica. The Edge fez os backings e foi ovacionado pela galera. Em outro momento, Larry Mullen Jr saiu da bateria para tocar percussão e circular nos 360º num remix de I'll go crazy if I don't go crazy tonight. Bono também interagiu com a galera com uma novidade. Naquele telão de altíssima definição, tinham legendas em tempo real do que ele falava. Brincou que sábado à noite era dia de comer pizza (só espero que ele não coloque catchup). E falava sério também, pois U2 é militância. Cantou Miss Sarajevo mostrando as imagens daquele famigerado concurso de miss e cantou até a parte do Pavarotti, de forma emocionante. Uma mulher atrás comenta "Finalmente eu consegui entender alguma coisa", mas isto não tirou a magia da música. E quando tocaram Sunday Bloody Sunday, mostraram imagens dos países árabes em conflito com seus ditadores, como a Líbia e o Egito. Estava tão frio que quando eles tocaram Vertigo eu quase cantei a versão do Pânico. Quando tocaram I still haven't found what I'm looking for, Bono só deixou a galera cantar. Foi lindo! Num outro momento, chamou uma moça da plateia para recitar "Carinhoso" e Bono repetiu: "Serei feliz, bem feliz". A galera veio abaixo. A banda depois saiu para o bis e apareceu Desmond Tutu no megatelão falando que nós somos um, e foi a deixa para eles voltarem e tocarem One. Depois o grande momento de encher as bexigas e soltarem durante Where the streets have no name. Claro que não consegui enchê-la toda, mas joguei e fui feliz, vendo aqueles balões amarelos saindo da pista. Saem de cena, segundo bis. Bono entra com o casaco preto cheio de luzes vermelhas saindo por ele e num volante todo iluminado com o microfone, canta Hold me thrill me kiss me kill me, e se pendura nele e faz a festa.Stuck in a moment that you can't get out of it
Depois que terminaram de cantar With or without you, eu já fui saindo pra pegar a carona de volta, e perdi a homenagem que fizeram para as crianças do Realengo. Morumbi não tem transporte público nem em momentos especiais pós-show. Nada entra nem sai direito de lá. Resultado, pegamos um megacongestionamento que levou 2h e 30 minutos para eu voltar pra casa. E as pessoas andavam, andavam, andavam até encontrar lugares ou táxis cobrando os olhos da cara para chegar em casa. Por isso o Morumbi não serviria para abrigar a Copa do mundo, mas nada disto tirou o brilho do megaespetáculo do U2.
sexta-feira, 25 de março de 2011
AND I'M ON TONIGHT, YOU KNOW MY HIPS DON'T LIE
E finalmente ontem aconteceu o Pop Music Festival aqui em Brasília. Na quinta anterior, caiu o mundo em Brasília, e eu ainda tive a pachorra de chegar no evento. Resultado: show cancelado. Quando fui pegar um ingresso seco e inteiro, ouvi os comentários que durante o show do Chimarruts, a banda tocava "Do lado de lá" e tomava choque do lado de cá.
Ontem chegou a chover um pouco antes do show, mas nada que atrapalhasse a noite.
Quando cheguei, peguei o Train andando. Aliás, Train deve fazer sucesso em Minas Gerais: "Tem uns Train tocando aí...". O vocalista, Pat Monahan, estava de camisa branca com colete em cima e cabelo espetadinho, num look que me fez lembrar um Luan Santana com 40 anos. E ele corria, cantava, berrava, pulava no palco. O melhor momento foi quando chamou sete meninas pro palco, e elas dançavam e pulavam. Ah, sim, nossa versão oldie do Luan Santana trocou de roupa diversas vezes, cantando e autografando para jogar pras fãs. E como eles aqui só tem umas duas músicas conhecidas, eles animaram a galera cantando Umbrella, da Rihanna. No final, eles cantaram minha música favorita que só eu conhecia, "Drops of Jupiter" e a que todo mundo conhece, "Hey Soul Sister".
Depois de quarenta minutos arrumando o som, Shakira apareceu com um look cor-de-rosa que irá inspirar a Joelma do Calypso. Aliás, a Joelma é a Shakira do Pará. Nossa colombiana favorita tirou o look rosa e ficou de blusinha dourada e calça agarrada que mostrava todas as suas curvas. E os quadris de Shakira não mentem, aliás eles parecem ter vida própria. Foi super simpática com o público, e aí vemos a diferença de um artista internacional que ensaia um "Oubrigadou boa noitchi Brasilia" e Shakira que aprendeu o português nos seus tempos de Estoy Aqui. Ela se diverte e brinca com a plateia. Chamou quatro meninas para dançar na plateia e mexer as "caderas". Ela tocou violão em Inevitable, e gaita em outras músicas. Fez um cover de Nothing Else Matters versão cigana para entrar no clima de Gipsy. E ela dançou dança cigana e levou ao delírio o pessoal que não desistiu nem pediu o reembolso do ingresso. No show dela tinha tanto a molecadinha que conheceu a Shakira com Waka Waka e Loca Loca Loca, quanto o pessoal que aprendeu espanhol com ela. E ela não desagradou a nenhum dos públicos, cantando tanto sucessos das antigas quanto as novas. E ela é boa (em todos os sentidos) e o show dela é bem melhor do que a música que faz sucesso dela. E o CD Sale el Sol faz lembrar um pouco da fase Pies Descalzos. No final, ela tocou Waka Waka e chamou os vencedores de um concurso para dançar com ela no palco. Eu não queria dançar com ela, eu queria era cantar/imitar ela.
Saí do show pagando pau pra Shakira, que fez um show totalmente excelente.
Ontem chegou a chover um pouco antes do show, mas nada que atrapalhasse a noite.
Quando cheguei, peguei o Train andando. Aliás, Train deve fazer sucesso em Minas Gerais: "Tem uns Train tocando aí...". O vocalista, Pat Monahan, estava de camisa branca com colete em cima e cabelo espetadinho, num look que me fez lembrar um Luan Santana com 40 anos. E ele corria, cantava, berrava, pulava no palco. O melhor momento foi quando chamou sete meninas pro palco, e elas dançavam e pulavam. Ah, sim, nossa versão oldie do Luan Santana trocou de roupa diversas vezes, cantando e autografando para jogar pras fãs. E como eles aqui só tem umas duas músicas conhecidas, eles animaram a galera cantando Umbrella, da Rihanna. No final, eles cantaram minha música favorita que só eu conhecia, "Drops of Jupiter" e a que todo mundo conhece, "Hey Soul Sister".
Depois de quarenta minutos arrumando o som, Shakira apareceu com um look cor-de-rosa que irá inspirar a Joelma do Calypso. Aliás, a Joelma é a Shakira do Pará. Nossa colombiana favorita tirou o look rosa e ficou de blusinha dourada e calça agarrada que mostrava todas as suas curvas. E os quadris de Shakira não mentem, aliás eles parecem ter vida própria. Foi super simpática com o público, e aí vemos a diferença de um artista internacional que ensaia um "Oubrigadou boa noitchi Brasilia" e Shakira que aprendeu o português nos seus tempos de Estoy Aqui. Ela se diverte e brinca com a plateia. Chamou quatro meninas para dançar na plateia e mexer as "caderas". Ela tocou violão em Inevitable, e gaita em outras músicas. Fez um cover de Nothing Else Matters versão cigana para entrar no clima de Gipsy. E ela dançou dança cigana e levou ao delírio o pessoal que não desistiu nem pediu o reembolso do ingresso. No show dela tinha tanto a molecadinha que conheceu a Shakira com Waka Waka e Loca Loca Loca, quanto o pessoal que aprendeu espanhol com ela. E ela não desagradou a nenhum dos públicos, cantando tanto sucessos das antigas quanto as novas. E ela é boa (em todos os sentidos) e o show dela é bem melhor do que a música que faz sucesso dela. E o CD Sale el Sol faz lembrar um pouco da fase Pies Descalzos. No final, ela tocou Waka Waka e chamou os vencedores de um concurso para dançar com ela no palco. Eu não queria dançar com ela, eu queria era cantar/imitar ela.
Saí do show pagando pau pra Shakira, que fez um show totalmente excelente.
terça-feira, 18 de janeiro de 2011
I TOLD YOU I WAS TROUBLE, YOU KNOW I'M NO GOOD
E sábado foi o Summer Soul Festival. E eu estive em São Paulo pra ver este show. O projeto Instinto abriu o show com vários convidados, entre eles o Emicida, Thalma de Freitas e Céu. Me surpreendi com as duas, elas mandam muito ao vivo. Eles cantaram sucessos de Jorge Ben, Tim Maia e Roberto Carlos na fase blue eyed soul.
Depois disto, teve o show de Mayer Hawthrone. Confesso que nunca tinha ouvido falar dele. E ele me surpreendeu. Branquelo com óculos de armação grossa, este cidadão foi já confundido com o homem-aranha Tobey Maguire na sua estadia no Brasil. E faz uma sonzera black com bastante pegada. Num momento "Joga-a-mão-pra-cima" ele pega e tira uma foto da galera (a foto é de alguém da equipe).
Depois, um intervalinho e o show da Janelle Monáe. O show começou com imagens no telão. E ela botou o povo pra dançar. Enquanto uns esperavam Amy Winehouse, ela meteu uma versão de Smile que emocionou a galera. E o show dela e o disco dela são todos performáticos, tem um conceito por trás, o que é bem bacana nos dias de hoje.
E depois que terminou o show, todos se voltaram para a tela, para ver
a diva Amy Winehouse. O show demorou meia hora pra começar, o que fez com que o povo da plateia comentasse: "Amy, vem pra cá que tem goró no palco!" Começou o show. Quem disse que eu consegui ver alguma coisa (foto)? E o telão pifava, e Amy chegava, dava bronca nos músicos, o povo ia pra galera. Ela coçava o nariz e o pessoal vibrava, como se ela tivesse cheirado antes de entrar no palco. O pessoal ia ao delírio a cada gole no líquido que ela estava tomando. E apesar de estar visivelmente alterada, comendo letras das músicas, ela mandou bem naquilo que ela sabe fazer. O show de Amy foi dentro da minha expectativa de show de Amy.
a diva Amy Winehouse. O show demorou meia hora pra começar, o que fez com que o povo da plateia comentasse: "Amy, vem pra cá que tem goró no palco!" Começou o show. Quem disse que eu consegui ver alguma coisa (foto)? E o telão pifava, e Amy chegava, dava bronca nos músicos, o povo ia pra galera. Ela coçava o nariz e o pessoal vibrava, como se ela tivesse cheirado antes de entrar no palco. O pessoal ia ao delírio a cada gole no líquido que ela estava tomando. E apesar de estar visivelmente alterada, comendo letras das músicas, ela mandou bem naquilo que ela sabe fazer. O show de Amy foi dentro da minha expectativa de show de Amy.terça-feira, 23 de novembro de 2010
SERGEANT PEPPER'S LONELY HEARTS CLUB BAND
E ontem foi o show dele, da lenda, do mito, do beatle, do morto, Paul McCartney!!!
O show disputado a tapa por milhares e milhões de pessoas. E suado para conseguir chegar. Depois de 1h30 de voo Brasília-São Paulo, e também 3h de táxi até o Morumbi congestionado por causa de uma chuva e do Paul, finalmente cheguei no estádio. As pessoas faziam olas na arquibancada enquanto aguardavam o um quarto de fab four que todo mundo quer ver. Tadinho do Ringo Starr...
O show começou 12min depois do previsto, mais por causa da chuva do que da pontualidade britânica do Paul. Ele entrou com Magical Mistery Tour, contrariando todos os setlists divulgados. E ele foi todo simpático, falando com a gente em português, brincando com a chuva que caiu antes de começar o show. Eu estava na arquibancada, mas no telão via-se de tudo. O cabelo dele já estava em vias de ficar acaju, mas ele pode!
Paul tocou diversas dos Beatles, mostrando que ainda continua mandando muito. Fora que ele tocou o seu famoso baixo, guitarra (tocando inclusive Foxy Lady do Jimi Hendrix), um violão com o símbolo do Náutico, banjo, cavaquinho (na verdade era um ukulele) e piano.
Enfim, foram três horas de um espetáculo de som, luzes, fogos de artifício (quando tocou Live and let die botou o do Guns no chinelo) e principalmente, muita música boa. Músicas do tempo do Wings (a banda da "Gatcheenha Linda") e homenagens aos Beatles mortos.
Na hora que tocou "Hey Jude", o Paul virou micareteiro e pediu "Só os homens!" "Só as mulheres!". E a banda que acompanhou ele é boa, também, pra tocar Beatles com um dos rapazes de Liverpool...
Paul deu um show de energia tocando direto por quase 3 horas sem beber uma aguinha sequer. Aprenda, Mau Velho! E mesmo com 68 anos, cavaleiro da ordem inglesa, continua metendo bala em pauleiras como "Helter Skelter" e "I've got a feeling".
Enfim, quando aquele mundaréu de gente (64mil pessoas) saiu do estádio do Morumbi, pode ter certeza, saíram com a alma lavada.
O show disputado a tapa por milhares e milhões de pessoas. E suado para conseguir chegar. Depois de 1h30 de voo Brasília-São Paulo, e também 3h de táxi até o Morumbi congestionado por causa de uma chuva e do Paul, finalmente cheguei no estádio. As pessoas faziam olas na arquibancada enquanto aguardavam o um quarto de fab four que todo mundo quer ver. Tadinho do Ringo Starr...
O show começou 12min depois do previsto, mais por causa da chuva do que da pontualidade britânica do Paul. Ele entrou com Magical Mistery Tour, contrariando todos os setlists divulgados. E ele foi todo simpático, falando com a gente em português, brincando com a chuva que caiu antes de começar o show. Eu estava na arquibancada, mas no telão via-se de tudo. O cabelo dele já estava em vias de ficar acaju, mas ele pode!
Paul tocou diversas dos Beatles, mostrando que ainda continua mandando muito. Fora que ele tocou o seu famoso baixo, guitarra (tocando inclusive Foxy Lady do Jimi Hendrix), um violão com o símbolo do Náutico, banjo, cavaquinho (na verdade era um ukulele) e piano.
Enfim, foram três horas de um espetáculo de som, luzes, fogos de artifício (quando tocou Live and let die botou o do Guns no chinelo) e principalmente, muita música boa. Músicas do tempo do Wings (a banda da "Gatcheenha Linda") e homenagens aos Beatles mortos.
Na hora que tocou "Hey Jude", o Paul virou micareteiro e pediu "Só os homens!" "Só as mulheres!". E a banda que acompanhou ele é boa, também, pra tocar Beatles com um dos rapazes de Liverpool...
Paul deu um show de energia tocando direto por quase 3 horas sem beber uma aguinha sequer. Aprenda, Mau Velho! E mesmo com 68 anos, cavaleiro da ordem inglesa, continua metendo bala em pauleiras como "Helter Skelter" e "I've got a feeling".
Enfim, quando aquele mundaréu de gente (64mil pessoas) saiu do estádio do Morumbi, pode ter certeza, saíram com a alma lavada.
domingo, 21 de novembro de 2010
PLANETA: TERRA. CIDADE: TÓQUIO
E ontem teve o Planeta Terra 2010, com a presença de várias bandas legais. E eu acabei assistindo a duas destas atrações.
A primeira foi o show da banda Of Montreal. Eu ainda não conhecia a banda, e por isso foi um show surpreendente. As músicas todas me lembravam meus tempos indie de faculdade. O show era bem colorido. O vocalista (deixa eu ver o nome dele) Kevin Barnes foi pro baile de sainha, e a banda trouxe bailarinos com roupas coloridas que lembravam até um clipe do Daft Punk. O sol se pôs em São Paulo dando um efeito bonito para o show deles.
Terminado, o povo se aglutinou para ver o Mika. O nome do cantor rendeu vários trocadilhos na plateia, como "Mika gay" e "Mikareta". Mika entrou com 7 minutos de atraso já metendo logo de cara "Relax, take it easy". E o cara canta assim mesmo ao vivo também. Mika também trouxe bailarinas, todas big girls quando cantou "Big girl (you are beautiful)". O Playcenter jogou aquelas bolas coloridas que você ganha no tiro ao alvo para a galera jogar durante o show. Muitos caras se identificaram com a história de "Billy Brown" (que não tem nada a ver com a história de Lily Braun). No final da música, apareceu uma faixa escrita Billy. Mika trouxe seu lado Mikareteiro quando dividiu a plateia em dois para cantar "Blame it on the girls". Em "Happy Ending", Mika foi ao piano e ainda mandou todos os agudos que sabe fazer. Ele disse que era o último show desta turnê. Ele ainda mandou Rain, Love Today, We are golden, Grace Kelly (tema dos coloridos do BBB) e encerrou com Lollipop, quando ele, os músicos e as backings pegaram latas dessas de lixo para batucar. Alguém na plateia diz: "Agora virou Barbatuques" (se bem que Barbatuques não precisa da lata). Mas com esta música, Mika encerrou com chave de ouro seu show.
Depois de Mika, vem Macca. Preciso de um Mocha.
A primeira foi o show da banda Of Montreal. Eu ainda não conhecia a banda, e por isso foi um show surpreendente. As músicas todas me lembravam meus tempos indie de faculdade. O show era bem colorido. O vocalista (deixa eu ver o nome dele) Kevin Barnes foi pro baile de sainha, e a banda trouxe bailarinos com roupas coloridas que lembravam até um clipe do Daft Punk. O sol se pôs em São Paulo dando um efeito bonito para o show deles.
Terminado, o povo se aglutinou para ver o Mika. O nome do cantor rendeu vários trocadilhos na plateia, como "Mika gay" e "Mikareta". Mika entrou com 7 minutos de atraso já metendo logo de cara "Relax, take it easy". E o cara canta assim mesmo ao vivo também. Mika também trouxe bailarinas, todas big girls quando cantou "Big girl (you are beautiful)". O Playcenter jogou aquelas bolas coloridas que você ganha no tiro ao alvo para a galera jogar durante o show. Muitos caras se identificaram com a história de "Billy Brown" (que não tem nada a ver com a história de Lily Braun). No final da música, apareceu uma faixa escrita Billy. Mika trouxe seu lado Mikareteiro quando dividiu a plateia em dois para cantar "Blame it on the girls". Em "Happy Ending", Mika foi ao piano e ainda mandou todos os agudos que sabe fazer. Ele disse que era o último show desta turnê. Ele ainda mandou Rain, Love Today, We are golden, Grace Kelly (tema dos coloridos do BBB) e encerrou com Lollipop, quando ele, os músicos e as backings pegaram latas dessas de lixo para batucar. Alguém na plateia diz: "Agora virou Barbatuques" (se bem que Barbatuques não precisa da lata). Mas com esta música, Mika encerrou com chave de ouro seu show.
Depois de Mika, vem Macca. Preciso de um Mocha.
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
IT'S NOT MY IMAGINATION, NOT MY IMAGINATION
E ontem foi o show do Cranberries, no ginásio Nilson Nelson. O ginásio estava cheio pelo menos nas partes que foram vendidas, o que me leva a perguntar: por quê, Alanis?
Enquanto o show não começava, o DJ soltava sucessos alternativos que se você cantasse, iria denunciar a sua idade, como Pixies, Garbage, The Cure, entre outros.
O show começou com 40 minutos de atraso, depois do povo começar a chiar, o que prova que os irlandeses são os primos brasileiros dos ingleses. Eles entraram cantando Analyse. Os instrumentistas são meio parados, só o guitarrista que andava tocando. E Dolores O'Riordan é fantástica. Entrou vestindo um vestido curto, um sobretudo e botas de cano longo. O vestido era tão curto que quanndo ela fazia aquelas dancinhas, o pessoal da vista premium deve ter visto até o útero dela. Mas ela continua queimando tudo até a última ponta.
A acústica do lugar é péssima, mas foi se ajustando aos poucos. Ela foi simpática com o público, interagindo com eles toda hora, pegando os balões da plateia, as camisetas que jogavam. Eles não deixaram nenhum sucesso de fora. Quando tocaram Salvation, Dolores apareceu com a camisa número 2 da seleção (aquela azul), e um cocar na cabeça. Para finalizar, mandaram Zombie. E de bis, encerraram com Dreams. O show fez todo o povo curtir como se fosse 1995.
Enquanto o show não começava, o DJ soltava sucessos alternativos que se você cantasse, iria denunciar a sua idade, como Pixies, Garbage, The Cure, entre outros.
O show começou com 40 minutos de atraso, depois do povo começar a chiar, o que prova que os irlandeses são os primos brasileiros dos ingleses. Eles entraram cantando Analyse. Os instrumentistas são meio parados, só o guitarrista que andava tocando. E Dolores O'Riordan é fantástica. Entrou vestindo um vestido curto, um sobretudo e botas de cano longo. O vestido era tão curto que quanndo ela fazia aquelas dancinhas, o pessoal da vista premium deve ter visto até o útero dela. Mas ela continua queimando tudo até a última ponta.
A acústica do lugar é péssima, mas foi se ajustando aos poucos. Ela foi simpática com o público, interagindo com eles toda hora, pegando os balões da plateia, as camisetas que jogavam. Eles não deixaram nenhum sucesso de fora. Quando tocaram Salvation, Dolores apareceu com a camisa número 2 da seleção (aquela azul), e um cocar na cabeça. Para finalizar, mandaram Zombie. E de bis, encerraram com Dreams. O show fez todo o povo curtir como se fosse 1995.
segunda-feira, 8 de março de 2010
WELCOME TO THE JUNGLE
E sim, estava lá no show do Guns n'Roses no Ginásio Nilson Nelson, um show que entrará pra história. Foi sem dúvida um dos melhores shows que vi em minha vida.
Chegando no estacionamento do ginásio, uma multidão de carros nunca antes vista (por mim) em Brasília. E era gente do Brasil inteiro! Tinha gente do Piauí, do Rio Grande do Norte, Amazonas e até mesmo de Roraima para assistir ao show. Alguns carros colocavam sons do Guns e do Skid Row para fazer um esquenta. Skid Row sim, porque ninguém menos que Sebastian Bach iria abrir o show.
Entramos no ginásio e ele ainda não estava cheio. E antes das atrações internacionais, uma banda de Brasília foi escolhida para abrir. É a banda Khallice, de prog metal, já conhecida no meio roqueiro do DF. O vocalista, Alírio Netto, canta muito e estava que não se cabia no palco. Ia de um lado pro outro no palco, jogava sua vasta cabeleira, e fazia o chifrinho metal. Mas o melhor momento foi quando mostraram sua versão prog metal de "Balada do louco", deixando a vovó do rock Rita Lee orgulhosa. Tocaram apenas 5 ou 6 músicas e saíram. Seria hora de Sebastian Bach entrar em ação. Eu estava a uns 10m de distância deles, mas pudia ver com meus olhos recém-operados que Sebastian continuava bonitão. Em algumas músicas, ele e um guitarrista jogavam seus longos cabelos de forma sincronizada. Em outras, ele ameaçava dar uma reboladinha, fazendo a ala feminina #morrer. E ele foi simpático, interagia com a plateia, levou uma colinha de frases em português que disse arranhadamente: "Brasília, a capital do Brasil, hoje vai ser a capital do rock'n'roll!" e a galera delirava. Pelo menos ele soube que a capital do Brasil não é Buenos Aires. Rodava o microfone no ar, mas claro, acabou derrubando algumas vezes. Cantou uns 3 ou 4 sucessos do Skid Row (claro, "18 e life" e "I remember you", que ele fez uma declaração de amor pelo Brasil e por Brasília). Em outro momento, os organizadores devem ter armado uma pegadinha pra ele poder falar pro povo: "Tira o pé do chão!!". Em outra música, ele pegou a bandeira do Brasil de um fã e mostrou pra plateia, com um "Brasília te amou!"
Um pouco mais de uma hora, acabou o show dele. Um meliante rouba algo de alguém na pista causando uma muvuca generalizada. Teve seu castigo primeiro pelas arquibancadas e cadeiras gritando "Bicha! Filha da puta!" e depois porque o segurança o pegou sob aplausos.
Enquanto aguardávamos o show do Guns n'Roses, as arquibancadas e cadeiras começaram a fazer olas. Até que a espera começou a demorar. Mais de uma hora depois de terminado o show do Sebastian Bach, depois de muitas vaias e indignações do ginásio já lotado, algo que nunca tinha visto aqui antes, começa o show. O Show. Com uns quatro telões e vários efeitos pirotécnicos (dentro do ginásio, por que não fizeram no Mané Garrincha?), e mais dois telões para ver com mais detalhes a banda. E lá estava Axl Rose, não mais magro como antigamente, mas de óculos, chapéu e cavanhaque. Eles misturavam bem as canções do seu álbum tarda-mas-não-falha "Chinese Democracy" com as músicas mais antigas. Engraçado foi que ele pegou a bandeira do Brasil bem na música "Welcome to the jungle" como se a selva fosse aqui. O microfone de Axl tinha uma espuma vermelha e vinha junto com o pedestal que ele costuma carregar pelo palco fazendo sua tradicional dancinha, precursora do Rebolation (o verdadeiro, que fique bem claro). E ele corria pelo palco, fazia a dancinha, dava suas reboladinhas e cantava com aquela vozinha de piriri no navio. E apesar dos aparentes botox, ele continua queimando tudo até a última ponta, cantando muito. Ele trocou de roupa diversas vezes colocando a tradicional bandana no cabelo, e o colete mostrando o excesso de gostosura. Quem interagia com a plateia mais era o baterista. Começava a tocar o bumbo cada vez que o pessoal gritava "Guns n'Roses!" A guitarra de Slash era compensada e revezada por três guitarristas, que se apresentaram em solo também. Um deles até tocou o tema da pantera cor de rosa. E nas músicas mais pesadas, soltavam fogos de artifício e foguinho no palco. Se eu sentia o calor de onde eu estava, coitado do baterista... Das antigas, tocaram "Welcome to the jungle", "It's so easy", "Live and let die", "Sweet child o'mine", "Night Train" entre outras. Quando tocavam "You could be mine", o telão da frente mostrava corridas de Fórmula 1. Claro que o Rubinho apareceu em segundo. Mas o melhor momento foi quando arrastaram o piano e Axl sentou nele para tocar "November Rain", foram os 9 minutos mais emocionantes do show. "November Rain" e "Patience" foram dois momentos celuláveis do show. Encerraram com "Knockin' on Heaven's door", clássico de Bob Dylan. E o momento do bis foi simplesmente impagável. A banda tocou "Paradise city", e no final, dois canhões montados no final da pista jogaram chuva de papel picado enquanto no palco acabavam de soltar fogos, encerrando com chave de ouro o show que eu esperei 18 anos para ver, complementando meu sonho realizado em 2007 de ver o Slash.
Chegando no estacionamento do ginásio, uma multidão de carros nunca antes vista (por mim) em Brasília. E era gente do Brasil inteiro! Tinha gente do Piauí, do Rio Grande do Norte, Amazonas e até mesmo de Roraima para assistir ao show. Alguns carros colocavam sons do Guns e do Skid Row para fazer um esquenta. Skid Row sim, porque ninguém menos que Sebastian Bach iria abrir o show.
Entramos no ginásio e ele ainda não estava cheio. E antes das atrações internacionais, uma banda de Brasília foi escolhida para abrir. É a banda Khallice, de prog metal, já conhecida no meio roqueiro do DF. O vocalista, Alírio Netto, canta muito e estava que não se cabia no palco. Ia de um lado pro outro no palco, jogava sua vasta cabeleira, e fazia o chifrinho metal. Mas o melhor momento foi quando mostraram sua versão prog metal de "Balada do louco", deixando a vovó do rock Rita Lee orgulhosa. Tocaram apenas 5 ou 6 músicas e saíram. Seria hora de Sebastian Bach entrar em ação. Eu estava a uns 10m de distância deles, mas pudia ver com meus olhos recém-operados que Sebastian continuava bonitão. Em algumas músicas, ele e um guitarrista jogavam seus longos cabelos de forma sincronizada. Em outras, ele ameaçava dar uma reboladinha, fazendo a ala feminina #morrer. E ele foi simpático, interagia com a plateia, levou uma colinha de frases em português que disse arranhadamente: "Brasília, a capital do Brasil, hoje vai ser a capital do rock'n'roll!" e a galera delirava. Pelo menos ele soube que a capital do Brasil não é Buenos Aires. Rodava o microfone no ar, mas claro, acabou derrubando algumas vezes. Cantou uns 3 ou 4 sucessos do Skid Row (claro, "18 e life" e "I remember you", que ele fez uma declaração de amor pelo Brasil e por Brasília). Em outro momento, os organizadores devem ter armado uma pegadinha pra ele poder falar pro povo: "Tira o pé do chão!!". Em outra música, ele pegou a bandeira do Brasil de um fã e mostrou pra plateia, com um "Brasília te amou!"
Um pouco mais de uma hora, acabou o show dele. Um meliante rouba algo de alguém na pista causando uma muvuca generalizada. Teve seu castigo primeiro pelas arquibancadas e cadeiras gritando "Bicha! Filha da puta!" e depois porque o segurança o pegou sob aplausos.
Enquanto aguardávamos o show do Guns n'Roses, as arquibancadas e cadeiras começaram a fazer olas. Até que a espera começou a demorar. Mais de uma hora depois de terminado o show do Sebastian Bach, depois de muitas vaias e indignações do ginásio já lotado, algo que nunca tinha visto aqui antes, começa o show. O Show. Com uns quatro telões e vários efeitos pirotécnicos (dentro do ginásio, por que não fizeram no Mané Garrincha?), e mais dois telões para ver com mais detalhes a banda. E lá estava Axl Rose, não mais magro como antigamente, mas de óculos, chapéu e cavanhaque. Eles misturavam bem as canções do seu álbum tarda-mas-não-falha "Chinese Democracy" com as músicas mais antigas. Engraçado foi que ele pegou a bandeira do Brasil bem na música "Welcome to the jungle" como se a selva fosse aqui. O microfone de Axl tinha uma espuma vermelha e vinha junto com o pedestal que ele costuma carregar pelo palco fazendo sua tradicional dancinha, precursora do Rebolation (o verdadeiro, que fique bem claro). E ele corria pelo palco, fazia a dancinha, dava suas reboladinhas e cantava com aquela vozinha de piriri no navio. E apesar dos aparentes botox, ele continua queimando tudo até a última ponta, cantando muito. Ele trocou de roupa diversas vezes colocando a tradicional bandana no cabelo, e o colete mostrando o excesso de gostosura. Quem interagia com a plateia mais era o baterista. Começava a tocar o bumbo cada vez que o pessoal gritava "Guns n'Roses!" A guitarra de Slash era compensada e revezada por três guitarristas, que se apresentaram em solo também. Um deles até tocou o tema da pantera cor de rosa. E nas músicas mais pesadas, soltavam fogos de artifício e foguinho no palco. Se eu sentia o calor de onde eu estava, coitado do baterista... Das antigas, tocaram "Welcome to the jungle", "It's so easy", "Live and let die", "Sweet child o'mine", "Night Train" entre outras. Quando tocavam "You could be mine", o telão da frente mostrava corridas de Fórmula 1. Claro que o Rubinho apareceu em segundo. Mas o melhor momento foi quando arrastaram o piano e Axl sentou nele para tocar "November Rain", foram os 9 minutos mais emocionantes do show. "November Rain" e "Patience" foram dois momentos celuláveis do show. Encerraram com "Knockin' on Heaven's door", clássico de Bob Dylan. E o momento do bis foi simplesmente impagável. A banda tocou "Paradise city", e no final, dois canhões montados no final da pista jogaram chuva de papel picado enquanto no palco acabavam de soltar fogos, encerrando com chave de ouro o show que eu esperei 18 anos para ver, complementando meu sonho realizado em 2007 de ver o Slash.
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009
ME GUSTA MANU CHAO, ME GUSTAS TU
Imagina que você é um compositor brasileiro, que de repente pega e compõe: "Ô minha maconha, minha torcida, minha querida, minha galera". Você será taxado de infantiloide e dopado. Mas como foi um compositor franco-espanhol que fez, foi o maior sucesso, até porque são as poucas palavras que ele fala em português.
E segunda-feira teve o show dele, Manu Chao, que tem músicas legais além de maconhas, torcidas, queridas e galeras.
Antes disso teve o BerlinLOOPBrasil, um projeto de um alemão que tocava todos os instrumentos, fazia beat-box e gravava tudo em pedal de loop (veja exemplo). O cara criava tudo na hora e creiam-me, fazia todo mundo dançar. Atrás tinha um telão onde tinham vídeos que um outro fazia na hora e artes experimentais em Brasília.
Depois disso, um DJ botou pra tocar reggae e anunciou "the dawning of the age of aquarius". E eu me lembrei da era do aquário do CJE, porque me exalou um odor familiar aos tempos de faculdade.
E enfim, o show. Manu Chao é um toco de gente. De boné, bermuda larga, camiseta e guitarra em punho, lembrava até o Netinho-ô-Milla. E ele tirava o pé do chão junto com seu guitarrista e baixista. E eu estava tão perto dele que dava pra ver os guspes que saíam. E eles faziam versões mais rápidas que as originais.
Na minha frente, tinha um grupo de gringos, entre eles uma colombiana que parecia a Mayra. E quando Manu Chao cantou "Me gustas tú" ("Me gusta colombiana, me gustas tú"), ela vibrava.
Manu Chao tocou seus sucessos como "Welcome to Tijuana", "Me gustas tú", "Clandestino", "Desaparecido", e, claro, "Minha galera", cantada pelo povo inteiro.
O show acabou tarde e eu acabei saindo mais cedo, e nunca na história de shows nesta cidade vi um show tão lotado quanto o do Manu Chao.
E segunda-feira teve o show dele, Manu Chao, que tem músicas legais além de maconhas, torcidas, queridas e galeras.
Antes disso teve o BerlinLOOPBrasil, um projeto de um alemão que tocava todos os instrumentos, fazia beat-box e gravava tudo em pedal de loop (veja exemplo). O cara criava tudo na hora e creiam-me, fazia todo mundo dançar. Atrás tinha um telão onde tinham vídeos que um outro fazia na hora e artes experimentais em Brasília.
Depois disso, um DJ botou pra tocar reggae e anunciou "the dawning of the age of aquarius". E eu me lembrei da era do aquário do CJE, porque me exalou um odor familiar aos tempos de faculdade.
E enfim, o show. Manu Chao é um toco de gente. De boné, bermuda larga, camiseta e guitarra em punho, lembrava até o Netinho-ô-Milla. E ele tirava o pé do chão junto com seu guitarrista e baixista. E eu estava tão perto dele que dava pra ver os guspes que saíam. E eles faziam versões mais rápidas que as originais.
Na minha frente, tinha um grupo de gringos, entre eles uma colombiana que parecia a Mayra. E quando Manu Chao cantou "Me gustas tú" ("Me gusta colombiana, me gustas tú"), ela vibrava.
Manu Chao tocou seus sucessos como "Welcome to Tijuana", "Me gustas tú", "Clandestino", "Desaparecido", e, claro, "Minha galera", cantada pelo povo inteiro.
O show acabou tarde e eu acabei saindo mais cedo, e nunca na história de shows nesta cidade vi um show tão lotado quanto o do Manu Chao.
terça-feira, 18 de novembro de 2008
WISHMASTER - A SAGA
2008 está cheio de shows internacionais: teremos Elton John, Madonna, RBD, tivemos REM, KT Tunstall, Cyndi Lauper, Duran Duran, entre outros que... não chegam até o sertão.
Mas teve uma banda que chegou até o cerrado: Nightwish! A banda que levou a sério o mote "Master, apprentice" e demitiu Tarja para colocar uma tirinha no lugar.
Depois de mais de duas horas debaixo de chuva e vestida de preto (um dress-code praticamente), os portões da AABB se abriram para o show. Detalhe que havia uma fila imensa de pessoas fãs de heavy metal. Eu não sou exatamente metaleira, mas gosto da mistura metal com música erudita. E por ter uma vocalista muié, o Nightwish atraiu várias mulheres para o show.
Eles abriram com "Bye bye beautiful", uma espécie de "Tarja, você está demitida!" O público recebeu bem a nova vocalista, Anette, e gritava "Anette! Anette! Anette!" mas sempre tinha um gaiato gritando "Danete! Danete! Danete!" A moça é boa, teria mais respeito e respaldo se montasse uma banda própria, mas teve a árdua tarefa de substituir a Tarja. Mas o mais legal é que ela quebrou um tabu de que loira não canta metal. Sim, eu posso!
A banda estava muito feliz de tocar. O baixista Marco, o da barbinha dividida, toca e canta muito. Tuomas, o guitarrista, sempre estava sorrindo. A própria Anette foi simpática com o povo de "Brasília" (nunca na história deste país ouvi esta cidade com sotaque gringo)
Eles finalizaram tocando "Wishmaster", e entraram no bis com "I wish I had an angel", daí eu fui embora porque ainda não sei andar de carro por estas bandas de Brasília. A lógica é simples, o que complica são as tesourinhas.
Mas o mais importante de tudo é que gostei do show, e o Steven Seagal também.
Mas teve uma banda que chegou até o cerrado: Nightwish! A banda que levou a sério o mote "Master, apprentice" e demitiu Tarja para colocar uma tirinha no lugar.
Depois de mais de duas horas debaixo de chuva e vestida de preto (um dress-code praticamente), os portões da AABB se abriram para o show. Detalhe que havia uma fila imensa de pessoas fãs de heavy metal. Eu não sou exatamente metaleira, mas gosto da mistura metal com música erudita. E por ter uma vocalista muié, o Nightwish atraiu várias mulheres para o show.
Eles abriram com "Bye bye beautiful", uma espécie de "Tarja, você está demitida!" O público recebeu bem a nova vocalista, Anette, e gritava "Anette! Anette! Anette!" mas sempre tinha um gaiato gritando "Danete! Danete! Danete!" A moça é boa, teria mais respeito e respaldo se montasse uma banda própria, mas teve a árdua tarefa de substituir a Tarja. Mas o mais legal é que ela quebrou um tabu de que loira não canta metal. Sim, eu posso!
A banda estava muito feliz de tocar. O baixista Marco, o da barbinha dividida, toca e canta muito. Tuomas, o guitarrista, sempre estava sorrindo. A própria Anette foi simpática com o povo de "Brasília" (nunca na história deste país ouvi esta cidade com sotaque gringo)
Eles finalizaram tocando "Wishmaster", e entraram no bis com "I wish I had an angel", daí eu fui embora porque ainda não sei andar de carro por estas bandas de Brasília. A lógica é simples, o que complica são as tesourinhas.
Mas o mais importante de tudo é que gostei do show, e o Steven Seagal também.
sexta-feira, 13 de abril de 2007
SING WITH ME, SING FOR THE YEAR, SING FOR THE LAUGHTER, SING FOR THE TEAR...
Ontem estava lá no show do Aerosmith. Quem diria! E valeu muito a pena cada centavo gasto neste show.
No ônibus ao caminho no Morumbi, uma estatística: três quintos dos passageiros estavam a caminho do show. E o pessoal comentando: "Eu trabalhei no show do Bon Jovi", "Eu trabalhei no show do Michael Jackson e da Madonna". É, e eu trabalhei no show do Exaltasamba...
No desembarque, toda aquela massa descia até o estádio para o show. Eram sessenta mil pagantes! E tinha gente de tudo quanto era tipo, não só gente de tribo do rock, tanto que tínhamos até assistido ao famigerado show do Chiclete com Banana. E eu estava de pink, porque "pink is the colour of fashion".
Eu nunca tinha ido em show de estádio. A primeira vez que fui ao Morumbi foi para assistir ao jogaço do Timão contra o Real Madrid, no Mundial de 2000, e ainda de quebra, vi o Dida defender um pênalti. A última vez foi no jogo Brasil x Equador, nas eliminatórias da Copa da Coréia, que o Equador fez gol e a multidão jogava as bandeiras fornecidas pela Telesp Celular.
Chegando lá, me lembrei de algo que nem tinha passado pela minha cabeça. O show de abertura foi do Velvet Revolver! Para quem não sabe, o Velvet Revolver é o Guns'n'Roses sem o Axl. Eu estava ali realizando um sonho de 15 anos atrás, de ver o Guns'n'Roses. Tá certo que não era Guns nem tinha Axl, mas estava valendo e muito ver o Slash, em carne, osso, cabeleira e cartola. Eu estava na arquibancada e só com binóculo conseguíamos enxergar alguma coisa. Tanto que nem deu para ver a cara do Slash. Ou melhor, acho que nem o pessoal da pista na fila do gargarejo conseguiu ver a cara do Slash.
O vocalista do Velvet Revolver é o do STP (aqueles que cantavam minha música embromation favorita, "Plush"). Ele cantava, dançava, se contorcia, rebolava, gritava "Oubrigadou, moderfóquin São Paulo", deixava a cintura da calça tão baixa que dava para ver os cofres, mas ninguém dava muita bola para ele (afinal, ninguém faz "dancinha" melhor que o Axl). Agora, quando aparecia o Slash nos telões tocando seus solos, a galera ovacionava o cara. A banda chegou até a tocar dois sucessos do Guns, mas eu reconheci só o "It's so easy". Mas o ápice deles foi na balada celulável "Fall to pieces", a única do Velvet que eu sabia cantar.
Mas deram sete ou oito músicas e os fãs do Aerosmith já queriam ver a atração principal.
Acabou o show e começaram a montar o palco. Enquanto o show não começava, a arquibancada toda fazia ola de um lado para o outro, até que começaram ao mesmo tempo e se encontraram no meio da arquibancada.
E começou o show. Apareciam imagens da banda e no final uma bandeira brasileira, que ganhou aplausos do povo. Eles entraram tocando "Love in an elevator". E o mais importante de tudo: Steven Tyler tem 59 anos, Joe Perry tem 56 e eles "não têm cara de tiozão" Apesar de todo o perereco que eles tiveram com drogas e tudo o mais, Steven Tyler continua correndo o palco com seu pedestal envolto por uma echarpe (ou algo parecido), pulando, passando a mão no cabelo, fazendo caras e bocas (e que boca, isto dava pra ver de onde eu estava) e dando seus tradicionais gritinhos. E o cara canta muito! E Joe Perry continua elegantérrimo tocando sua guitarra. Detalhe: ambos vão para a frente do palco porque lá tem ventiladores para eles ficarem bem esvoaçantes!
E foi um show bem voltado ao bom e velho rock'n'roll deles, apesar de puxarem as músicas mais novas. Tiveram três momentos celuláveis (onde a galera acende isqueiros, ou o celular): "Crying", a única da fase Alicia Silverstone; "Dream on", a verdadeira e tradicional que o Eminem sampleou; e "I don't want to miss a thing", que apesar de eu ter enjoado de tanto tocar nas rádios na época do filme "Armaggedon", gostei de ouvir ao vivo.
Depois, Steven Tyler descansou e foi a vez de Joe Perry cantar blues, porque eles gravaram um álbum só de blues. E a gente sentou, porque blues é para se ouvir sentado.
Além disso, tocaram "Janie's got a gun", "Living on the edge" e finalizaram com o bis de "Walk this way". Enfim, foi um excelente show.
FRASE DO DIA
"Vocês foram no rock?" (Taxista)
No ônibus ao caminho no Morumbi, uma estatística: três quintos dos passageiros estavam a caminho do show. E o pessoal comentando: "Eu trabalhei no show do Bon Jovi", "Eu trabalhei no show do Michael Jackson e da Madonna". É, e eu trabalhei no show do Exaltasamba...
No desembarque, toda aquela massa descia até o estádio para o show. Eram sessenta mil pagantes! E tinha gente de tudo quanto era tipo, não só gente de tribo do rock, tanto que tínhamos até assistido ao famigerado show do Chiclete com Banana. E eu estava de pink, porque "pink is the colour of fashion".
Eu nunca tinha ido em show de estádio. A primeira vez que fui ao Morumbi foi para assistir ao jogaço do Timão contra o Real Madrid, no Mundial de 2000, e ainda de quebra, vi o Dida defender um pênalti. A última vez foi no jogo Brasil x Equador, nas eliminatórias da Copa da Coréia, que o Equador fez gol e a multidão jogava as bandeiras fornecidas pela Telesp Celular.
Chegando lá, me lembrei de algo que nem tinha passado pela minha cabeça. O show de abertura foi do Velvet Revolver! Para quem não sabe, o Velvet Revolver é o Guns'n'Roses sem o Axl. Eu estava ali realizando um sonho de 15 anos atrás, de ver o Guns'n'Roses. Tá certo que não era Guns nem tinha Axl, mas estava valendo e muito ver o Slash, em carne, osso, cabeleira e cartola. Eu estava na arquibancada e só com binóculo conseguíamos enxergar alguma coisa. Tanto que nem deu para ver a cara do Slash. Ou melhor, acho que nem o pessoal da pista na fila do gargarejo conseguiu ver a cara do Slash.
O vocalista do Velvet Revolver é o do STP (aqueles que cantavam minha música embromation favorita, "Plush"). Ele cantava, dançava, se contorcia, rebolava, gritava "Oubrigadou, moderfóquin São Paulo", deixava a cintura da calça tão baixa que dava para ver os cofres, mas ninguém dava muita bola para ele (afinal, ninguém faz "dancinha" melhor que o Axl). Agora, quando aparecia o Slash nos telões tocando seus solos, a galera ovacionava o cara. A banda chegou até a tocar dois sucessos do Guns, mas eu reconheci só o "It's so easy". Mas o ápice deles foi na balada celulável "Fall to pieces", a única do Velvet que eu sabia cantar.
Mas deram sete ou oito músicas e os fãs do Aerosmith já queriam ver a atração principal.
Acabou o show e começaram a montar o palco. Enquanto o show não começava, a arquibancada toda fazia ola de um lado para o outro, até que começaram ao mesmo tempo e se encontraram no meio da arquibancada.
E começou o show. Apareciam imagens da banda e no final uma bandeira brasileira, que ganhou aplausos do povo. Eles entraram tocando "Love in an elevator". E o mais importante de tudo: Steven Tyler tem 59 anos, Joe Perry tem 56 e eles "não têm cara de tiozão" Apesar de todo o perereco que eles tiveram com drogas e tudo o mais, Steven Tyler continua correndo o palco com seu pedestal envolto por uma echarpe (ou algo parecido), pulando, passando a mão no cabelo, fazendo caras e bocas (e que boca, isto dava pra ver de onde eu estava) e dando seus tradicionais gritinhos. E o cara canta muito! E Joe Perry continua elegantérrimo tocando sua guitarra. Detalhe: ambos vão para a frente do palco porque lá tem ventiladores para eles ficarem bem esvoaçantes!
E foi um show bem voltado ao bom e velho rock'n'roll deles, apesar de puxarem as músicas mais novas. Tiveram três momentos celuláveis (onde a galera acende isqueiros, ou o celular): "Crying", a única da fase Alicia Silverstone; "Dream on", a verdadeira e tradicional que o Eminem sampleou; e "I don't want to miss a thing", que apesar de eu ter enjoado de tanto tocar nas rádios na época do filme "Armaggedon", gostei de ouvir ao vivo.
Depois, Steven Tyler descansou e foi a vez de Joe Perry cantar blues, porque eles gravaram um álbum só de blues. E a gente sentou, porque blues é para se ouvir sentado.
Além disso, tocaram "Janie's got a gun", "Living on the edge" e finalizaram com o bis de "Walk this way". Enfim, foi um excelente show.
FRASE DO DIA
"Vocês foram no rock?" (Taxista)
domingo, 29 de janeiro de 2006
GDC - AHJARAY (ô ô ô ô, Leandro day)
Hoje o André, a Mariana e o Valtinho não vieram. Mas quem veio estava se preparando para o Summer Beats que aconteceu no Playcenter. Mas durante a missa, caía aquele toró, que deixava todo mundo com aquela cara de apreensão. Tocamos só pra passar o som "Noites traiçoeiras", que segundo o Miltinho parece "Um dia de domingo". Nem tocamos o canto final só para irmos depressa ao Summer Beats para não perder o show do The Flanders.
AGENDA ORKULTURAL (em parceria com a foto.com.texto tour)
Episódio de hoje: "Ahjaray desce as cataratas"
Debaixo daquela chuva toda, chegamos ao Playcenter para ver o show dos The Flanders. Tinha acabado de acabar o da Adrielle. Lá, nos aguardavam a Mariana, seu irmão Pedrinho, Ellen, Dylon e sua irmã Elisa. Todos ensopados. O Ahjaray levou suas respectivas capas de chuva. A maioria comprou e usou daquelas transparentes de camelô. Daniel usava apenas um capote preto. Tun levou uma capa azul e Danilo, uma capa amarela, idêntica daquele famoso episódio que o Pica-pau desce as cataratas. Com a chuva que caiu, nem precisava passar na ponte dos Splashs para bancar as "cataratas".
Mas, voltando ao show. Ficamos bem na frente no show dos The Flanders. Pulamos, cantamos muito debaixo de muita chuva. Tentamos substituir o tradicional "Tua família, tua família" por "Diolinda! Diolinda!" mas eles não tocaram. Tocaram as músicas mais famosas e uma versão hardcore de "Basta querer". E ainda por cima, o Kenji ganhou uma palheta do baixista da banda! Terminado o show, parte foi para os brinquedos, parte foi comer. A chuva deu uma trégua.
Depois, aguardamos o show do Rosa de Saron. As músicas da banda podem ser cantadas tanto para Deus quanto para seu amor, e por causa deste duplo sentido, muitas menininhas estavam lá para ver a banda. E apareceu o baterista Rui no nosso pedaço e tiramos uma foto com ele. (veja aqui)
O vocalista Guilherme estava sem seu gorro habitual. Eles se apresentaram com músicas dos seus CDs mais conhecidos, e as rosetes tendo trecos. O show deles foi forte e bonito, e depois voltamos aos brinquedinhos.
Quando voltamos, já estava tendo o show da banda evangélica Oficina G3. Algo interessante que merece ser comentado é que os palcos do Summer Beats ficavam um de frente pro outro, e nos brinquedos, tocava música secular mesmo. Então, durante o show do Oficina G3, os caras tocavam, e no "Banho de espuma" que tinha perto do outro palco, tocava "Só as cachorras, ú, ú, ú, ú!"
Depois do show da Oficina G3, fomos dar uma volta no parque e comer na praça de alimentação, onde havia um brinquedinho com uma musiquinha insuportavelzinha. Saímos de lá e nos realizamos com o Ahjaray em peso causando no carrinho de bate-bate. Encontramos alguns grupos de São Paulo mesmo que também se chamavam "Ajarai". E também vimos Flavinho Montanha, que depois de se redimir de Beto Júnior, tocou guitarra no show da Adriana. Depois do carrinho, chegamos em tempo de terminar o show do Dunga e ir embora.
Na volta, eu, Marcão, Miltinho, Akira, Tun e Bruninha passamos alguns pequenos perrengues para pegar o metrô, mas foi tranqüilo.
AGENDA ORKULTURAL (em parceria com a foto.com.texto tour)
Episódio de hoje: "Ahjaray desce as cataratas"
Debaixo daquela chuva toda, chegamos ao Playcenter para ver o show dos The Flanders. Tinha acabado de acabar o da Adrielle. Lá, nos aguardavam a Mariana, seu irmão Pedrinho, Ellen, Dylon e sua irmã Elisa. Todos ensopados. O Ahjaray levou suas respectivas capas de chuva. A maioria comprou e usou daquelas transparentes de camelô. Daniel usava apenas um capote preto. Tun levou uma capa azul e Danilo, uma capa amarela, idêntica daquele famoso episódio que o Pica-pau desce as cataratas. Com a chuva que caiu, nem precisava passar na ponte dos Splashs para bancar as "cataratas".
Mas, voltando ao show. Ficamos bem na frente no show dos The Flanders. Pulamos, cantamos muito debaixo de muita chuva. Tentamos substituir o tradicional "Tua família, tua família" por "Diolinda! Diolinda!" mas eles não tocaram. Tocaram as músicas mais famosas e uma versão hardcore de "Basta querer". E ainda por cima, o Kenji ganhou uma palheta do baixista da banda! Terminado o show, parte foi para os brinquedos, parte foi comer. A chuva deu uma trégua.
Depois, aguardamos o show do Rosa de Saron. As músicas da banda podem ser cantadas tanto para Deus quanto para seu amor, e por causa deste duplo sentido, muitas menininhas estavam lá para ver a banda. E apareceu o baterista Rui no nosso pedaço e tiramos uma foto com ele. (veja aqui)
O vocalista Guilherme estava sem seu gorro habitual. Eles se apresentaram com músicas dos seus CDs mais conhecidos, e as rosetes tendo trecos. O show deles foi forte e bonito, e depois voltamos aos brinquedinhos.
Quando voltamos, já estava tendo o show da banda evangélica Oficina G3. Algo interessante que merece ser comentado é que os palcos do Summer Beats ficavam um de frente pro outro, e nos brinquedos, tocava música secular mesmo. Então, durante o show do Oficina G3, os caras tocavam, e no "Banho de espuma" que tinha perto do outro palco, tocava "Só as cachorras, ú, ú, ú, ú!"
Depois do show da Oficina G3, fomos dar uma volta no parque e comer na praça de alimentação, onde havia um brinquedinho com uma musiquinha insuportavelzinha. Saímos de lá e nos realizamos com o Ahjaray em peso causando no carrinho de bate-bate. Encontramos alguns grupos de São Paulo mesmo que também se chamavam "Ajarai". E também vimos Flavinho Montanha, que depois de se redimir de Beto Júnior, tocou guitarra no show da Adriana. Depois do carrinho, chegamos em tempo de terminar o show do Dunga e ir embora.
Na volta, eu, Marcão, Miltinho, Akira, Tun e Bruninha passamos alguns pequenos perrengues para pegar o metrô, mas foi tranqüilo.
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quarta-feira, 21 de setembro de 2005
NO ONE CAN STOP US NOW, 'CAUSE WE ARE ALL MADE OF STARS
E ontem foi o show do Moby no Espaço das Américas. Para compensar o tanto que paguei pelo Chiclete com Banana, consegui ingresso de grátis pra assistir ao Moby. Como? Não vou contar, pião!
Antes teve um DJ que eu não sei o nome que discotecou músicas eletrônicas pré-poperô (do tipo "Dubóduvalium") e rock'n'roll poser. Fez até uma versão da "Killer song" com a batida de "Billie Jean". Para quem assistiu "Kill Bill", juntou necrofilia com pedofilia. Para mim, é o Michael Jackson recebendo as Sandálias da Humildade.
O pobre DJ discotecava e o povo todo sentado no chão sem prestar atenção nele. Aí me levantei e comecei a dançar fazendo sinal para o DJ, que devia estar se sentindo um cantor de churrascaria.
Terminou o set, todos ficaram de pé para ver o Moby chegar. E eu consegui ficar na frente. Atrás de mim, vários carequinhas clones do Moby aguardavam ansiosos o show. E ele entrou. Eu estava tão na frente que dava pra ver os fios de cabelo pra crescer do Moby. E ele chegou tocando guitarra, pulando e correndo de um lado pro outro. Terminou a música, ele agradeceu e pediu desculpas por duas coisas:
1. Ser estadunidense e não falar português;
2. Ter o pior presidente do mundo. Foi aí que a galera brazuca-anti-estadunidense foi ao delírio!
Moby, que tem esse nome por ser tataraneto do autor de "Moby Dick", tocou e cantou mais algumas músicas que eu não conhecia. A voz dele é limitada, mas o nosso carequinha é um músico competentíssimo. Além de tocar guitarra, tocou baixo, teclado e percussão, me surpreendendo, pois eu não dava nada ao sujeito, que antes de músico era DJ.
Aí ele foi conversar com o público, falando antes um "Oubrigadou!" Fez uma versão "bossa-nova" de "Sweet Child O'Mine", do Guns, mostrando que tem senso de humor, apesar de eu conhecer as músicas mais tristes dele: "Porcelain" e "Why does my heart feels so bad?", que foram cantadas pela backing vocal, que simplesmente arrebentou. Alguém atirou uma camiseta no palco. A camiseta mostrava seu Bushinho com bigodinho de Hitler e estava escrito BUSH, cujo S era uma suástica.
Depois de tocar as músicas conhecidas (por mim, diga-se de passagem), ele mais uma vez homenageou o Brasil e o povo que estava na lateral (quem já foi ao Espaço das Américas sabe que tem um espaço péssimo pra shows, que é a lateral), cantando em versão "bossa-nova" "Creep", do Radiohead. Mais um momento solo da backing vocal.
Para terminar, Moby e seu baterista arriscaram fazer 30s de speed metal. E o fizeram com sinceridade! O nosso carequinha sai e volta com mais um cover. "Break on through", dos The Doors, cantado pelo guitarrista deles. Moby apresenta a banda e tira do bolso sua câmera digital. Faz fotos de todos que são apresentados. E quando vai apresentar a tecladista (uma mocinha animada, MULHER NO INSTRUMENTO!!!), pede a ela para tocar música clássica. Comento: "Quer ver tocar a musiquinha do gás?" E a moça toca "Pour Elise", mas eles nem tem idéia que aqui no Brasil esta é a musiquinha do gás.
Depois, Moby tira foto da platéia, e pede para o povo posar mandando um enorme dedo médio ao seu Bushinho. A galera anti-estadunidense mostra seus dedões, Moby faz um repeteco de uma música sua, e assim, termina o show. E de grátis é muito mais gostoso!
PRECISO FALAR DISSO ou MUDANDO DE ASSUNTO...
Hoje vi o Beto Carrero. E ele me comprimentou primeiro!!!
Geralmente, acontece o contrário com celebridades deste nipe...
Antes teve um DJ que eu não sei o nome que discotecou músicas eletrônicas pré-poperô (do tipo "Dubóduvalium") e rock'n'roll poser. Fez até uma versão da "Killer song" com a batida de "Billie Jean". Para quem assistiu "Kill Bill", juntou necrofilia com pedofilia. Para mim, é o Michael Jackson recebendo as Sandálias da Humildade.
O pobre DJ discotecava e o povo todo sentado no chão sem prestar atenção nele. Aí me levantei e comecei a dançar fazendo sinal para o DJ, que devia estar se sentindo um cantor de churrascaria.
Terminou o set, todos ficaram de pé para ver o Moby chegar. E eu consegui ficar na frente. Atrás de mim, vários carequinhas clones do Moby aguardavam ansiosos o show. E ele entrou. Eu estava tão na frente que dava pra ver os fios de cabelo pra crescer do Moby. E ele chegou tocando guitarra, pulando e correndo de um lado pro outro. Terminou a música, ele agradeceu e pediu desculpas por duas coisas:
1. Ser estadunidense e não falar português;
2. Ter o pior presidente do mundo. Foi aí que a galera brazuca-anti-estadunidense foi ao delírio!
Moby, que tem esse nome por ser tataraneto do autor de "Moby Dick", tocou e cantou mais algumas músicas que eu não conhecia. A voz dele é limitada, mas o nosso carequinha é um músico competentíssimo. Além de tocar guitarra, tocou baixo, teclado e percussão, me surpreendendo, pois eu não dava nada ao sujeito, que antes de músico era DJ.
Aí ele foi conversar com o público, falando antes um "Oubrigadou!" Fez uma versão "bossa-nova" de "Sweet Child O'Mine", do Guns, mostrando que tem senso de humor, apesar de eu conhecer as músicas mais tristes dele: "Porcelain" e "Why does my heart feels so bad?", que foram cantadas pela backing vocal, que simplesmente arrebentou. Alguém atirou uma camiseta no palco. A camiseta mostrava seu Bushinho com bigodinho de Hitler e estava escrito BUSH, cujo S era uma suástica.
Depois de tocar as músicas conhecidas (por mim, diga-se de passagem), ele mais uma vez homenageou o Brasil e o povo que estava na lateral (quem já foi ao Espaço das Américas sabe que tem um espaço péssimo pra shows, que é a lateral), cantando em versão "bossa-nova" "Creep", do Radiohead. Mais um momento solo da backing vocal.
Para terminar, Moby e seu baterista arriscaram fazer 30s de speed metal. E o fizeram com sinceridade! O nosso carequinha sai e volta com mais um cover. "Break on through", dos The Doors, cantado pelo guitarrista deles. Moby apresenta a banda e tira do bolso sua câmera digital. Faz fotos de todos que são apresentados. E quando vai apresentar a tecladista (uma mocinha animada, MULHER NO INSTRUMENTO!!!), pede a ela para tocar música clássica. Comento: "Quer ver tocar a musiquinha do gás?" E a moça toca "Pour Elise", mas eles nem tem idéia que aqui no Brasil esta é a musiquinha do gás.
Depois, Moby tira foto da platéia, e pede para o povo posar mandando um enorme dedo médio ao seu Bushinho. A galera anti-estadunidense mostra seus dedões, Moby faz um repeteco de uma música sua, e assim, termina o show. E de grátis é muito mais gostoso!
PRECISO FALAR DISSO ou MUDANDO DE ASSUNTO...
Hoje vi o Beto Carrero. E ele me comprimentou primeiro!!!
Geralmente, acontece o contrário com celebridades deste nipe...
segunda-feira, 12 de setembro de 2005
AGENDA ORKULTURAL - a tese
Título: A influência do Chiclete com Banana na trilha sonora do jovem brasileiro.
Epígrafe: "Chiclete pra grudar no seu ouvido" (Chiclete com Banana)
Dedicatória: a meus primos e amigos que viraram chicleteiros.
Agradecimentos: a meu primo por ter me convidado.
Resumo: MaFê's Reality Show vai contar sua primeira experiência em micareta com Chiclete com Banana.
Abstracts: Mostra de Realidade de MaFê is going to tell her first experience in micaretas with Bubble Gum with Banana.
Sumário:
1. Introdução
1.1. Problema
1.2. Objetivo
1.3. Justificativa
1.4. Metodologia
2. Histórico do axé em São Paulo
2.1. Chiclete com Banana
3. Carnafacul
4. Considerações finais
Introdução: Quem me conhece sabe que sou a ovelha negra da família. Enquanto meus primos se divertem aos sons de "Voa, voa, vem correndo nos meus braços", eu prefiro shows de tudo quanto é tipo. Bem, quase tudo.
Problema: O que fez meus primos virarem chicleteiros?
Objetivo: ver o que é que o Chiclete com Banana tem.
Justificativa: Saber por que eu sou a única da família que não é chicleteira.
Metodologia: Após uma semana de intensivo treinamento ouvindo Apollo FM (tão intensivo que sei distingüir as vozes de Ivete Sangalo e a mocinha do Babado Novo), a pesquisa de campo foi aplicada no Carnafacul, ocorrido no atentado dia 11 de setembro de 2005.
Histórico do axé em São Paulo
O axé surgiu no gueto da Bahia, com blocos carnavalescos de entidades como Ilê Ayê, Afoxé Filhos de Gandhy, Olodum e Muzenza. Estes blocos influenciaram o carnaval baiano, tomado pelo trio elétrico (invenção de Dodô e Osmar, cujo filho Armandinho toca "O azul de Jezebel no céu de Calcutá"). A divulgação da rádio Itapoan FM foi suficiente para o ritmo fazer sucesso na Bahia.
A descida para São Paulo aconteceu em 1985, devido ao sucesso do cantor Luiz Caldas "Fricote" ("Nêga do cabelo duro, que não gosta de pentear..."). Até então, as rádios brasileiras eram tomadas de sucessos estrangeiros, e o sucesso do axé fez com que as vertentes da música (sertanejo no Centro-Oeste, pagode no Sudeste, forró no Nordeste e tecno-brega no Norte) fizessem maior sucesso.
O sucesso da então denominada axé music foi o suficiente para crescer o turismo de Salvador e de outras cidades, dado a seus carnavais e micaretas.
Chiclete com Banana
O Chiclete com Banana surgiu de uma antiga banda de formatura, a Scorpius. Começou a tocar em trios elétricos em 1980, revolucionando o equipamento de forma que os artistas ficassem em cima do trio, em vez de no lado. O nome "Chiclete com Banana" surgiu em 1982, e apesar deste nome ser de uma música conhecida do Jackson do Pandeiro ("Só ponho be-bop no meu samba quando o Tio Sam pegar no tamborim...") foram criadas diversas lendas para tal.
O grupo lançou três discos, quando o terceiro, em 1984, foi recolhido pela Censura Federal, por haver duas faixas suspeitas de ofender a moral e os bons costumes da época.
Em 1986, dois músicos saíram do grupo, entre eles o principal compositor. Mas foi neste ano com o LP "Gritos de Guerra" ("Eô, eô, aiaiaiaia...") que o grupo passou a fazer sucesso no Brasil, participando diversas vezes do programa do Chacrinha. Bell e Wadinho, compositores remanescentes, escreveram "Festa do Estica e Puxa" para a Xuxa. E continuaram a fazer sucesso até hoje, "sem teorias nem mistérios para ser explicado." (site Chiclete com Banana, 2005)
Carnafacul
A edição do ano passado contou com Ivete Sangalo e Asa de Águia ("Dança da manivela"). A deste ano teria Jeito Moleque (e sua interativa "'Por que você não fica comigo?' 'Eu ficoooo!'"), The Facul (a banda oficial das faculdades), Chiclete com Banana e Jammil e Uma Noites (antes conhecidos como Jheremmias Não Bate Corner, e agora conhecidos por "Sou praieiro, sou guerreiro, tô solteiro, quero mais o quê?")
O Centro de Exposições Imigrantes estava totalmente lotado, tanto que a gente ficou uma hora na estrada pra conseguir entrar. Quando entramos, minha prima me ensinou a arte de montar um abadá. Abadás prontos, seguimos para o show. Quando chegamos, a banda Jeito Moleque já tinha tocado. Entrava agora o trio elétrico do The Facul. Tocando muito axé, mas também tocando Marron 5, CPM 22, Ramúndios, e "I will survive" versão carnaval!
Anoiteceu e ia começar o show do Chiclete com Banana. Segundo minha prima, a energia deles no palco contagiaria a todo mundo. Começou o show. Muitos pulavam, muitos dançavam, alguns "guerreavam"*, e quase todos sabiam as letras das músicas do Chiclete. Suas músicas não tocam nas rádios (a última a tocar na rádio foi "100% você", que eu escutava na rádio do serviço), e a banda vive dos seus shows para divulgação. Bell, o vocalista, era uma simpatia só. Com sua tradicional bandana amarrada, sua tradicional guitarra, sua tradicional barba e seu tradicional sorriso, encerraram um princípio de tumulto que havia na frente do palco: "Gente, na paz, na maciota!"
Pessoas que são iniciadas em micaretas e axé curtiam isso direto. Eu só sabia as mais conhecidas, que além de "100% você", havia "Cabelo raspadinho", "Diga que valeu" "Nana ê" (dos meus tempos de Porto Seguro), e, é óbvio, "Cara-caramba-cara-caraô". Eu já estava ficando é cansada, foi daí que no meio do nada, eu começei a gritar: "TOCA CARA-CARAMBA-CARA-CARAÔ!!!!", causando risada a todos em minha volta. Foi quando Bell e suas maratonas de música (tocando direto só pra fazer o povo pular) começou: "Cara-caramba-cara-caraô". Nossa, gritei muito e pulei muito, acho que era quem estava mais pulando naquela hora. Depois, mais um pot-pourri e eles tocaram "Vambora amar", a primeira música do Chiclete que eu ouvi na minha vida. Só dava eu pulando! Ainda tocaram "Menina do cateretê", também de Porto, e assim, acabou o show, quando eles reprisaram pela décima** vez "Quero Chiclete" ("Chi-cle-te, Oba! Oba!").
Eu já estava com minha missão cumprida quando veio o trio do Jammil e Uma Noites. Os caras estavam com pique de carnaval mesmo. Abriram com "Praieiro", seu principal (e único?!) sucesso (?!). Cantaram a música "Lança lança", que foi polêmica por fazer apologia ao loló. E cantaram uma música que parecia chupinhada do "Lindo Balão azul". O mais interessante, é que quando eles falaram que iam cantar músicas que representassem a história do Jammil, eles sempre tocavam músicas do Netinho ("Milla" e a da novela Corpo Dourado). Apesar de eu não estar agüentando mais: "Se num guenta, por que veio?", achei que o show deles representava o verdadeiro espírito do trio elétrico, pois cantavam músicas dos outros, "Superfantástico", e (Pasmem!) U2. Eles cantaram pela vigésima vez "Quero chiclete", e pela trigésima vez "Praieiro", e finalizaram o show.
Considerações finais, ou "Então, diga que valeu"
Ingresso para o Carnafacul: R$ 80,00
Frete: R$ 10,00
Estacionamento para a busca do abadá: R$ 5,00
Refrigerante: R$ 3,00
Estacionamento do local rachado com meus primos: R$ 5,00
Ouvir Chiclete com Banana cantando "Cara-caramba-cara-caraô" ao vivo, NÃO TEM PREÇO! Mas também no final, o evento deixou a desejar. A única saída que tinha gerou alguns princípios de tumultos, empurra-empurras, encoxa-encoxas, são-paulinos gritando "ê ô, ê ô, Tricolor, tricolor!", pisoteamento. Eu que tinha ido de sandálias***, quase volto sem os pés. Também havia apenas uma saída para veículos, seja ônibus fretado, seja automóveis, o que fez com que a gente ficasse uma hora esperando diminuir o movimento, e uma hora saindo do local.
Quanto ao Chiclete com Banana, muitas pessoas vão para curtir, muitas pessoas vão para dançar, muitas pessoas vão para beijar, e essa mistura causa o sucesso de suas micaretas.
Agora, se eu virei chicleteira ou não, é óbvio que NÃO!
E, com licença, que vou me desintoxicar ouvindo rockzinho do bom!
* Guerrear no sentido de achar uma "presa" para o "ataque". Argue!
** Ok, eu estou exagerando. Para quem gosta, é um prato cheio, mas não me atingiu.
*** Dica de micareteira: sempre vá de tênis a micaretas!
Fontes:
http://carnaval2005.terra.com.br/interna/0,,OI462458-EI4498,00.html
www.axecia.com.br
www.chicletecombanana.com.br
www.rebeca.eca.usp.br
Anexos: Por motivos óbvios, não foram tiradas fotos do show (não podia levar câmera nem nada). Mas eu resgatei uma foto antiga do Chiclete com Banana. Está aqui.
Epígrafe: "Chiclete pra grudar no seu ouvido" (Chiclete com Banana)
Dedicatória: a meus primos e amigos que viraram chicleteiros.
Agradecimentos: a meu primo por ter me convidado.
Resumo: MaFê's Reality Show vai contar sua primeira experiência em micareta com Chiclete com Banana.
Abstracts: Mostra de Realidade de MaFê is going to tell her first experience in micaretas with Bubble Gum with Banana.
Sumário:
1. Introdução
1.1. Problema
1.2. Objetivo
1.3. Justificativa
1.4. Metodologia
2. Histórico do axé em São Paulo
2.1. Chiclete com Banana
3. Carnafacul
4. Considerações finais
Introdução: Quem me conhece sabe que sou a ovelha negra da família. Enquanto meus primos se divertem aos sons de "Voa, voa, vem correndo nos meus braços", eu prefiro shows de tudo quanto é tipo. Bem, quase tudo.
Problema: O que fez meus primos virarem chicleteiros?
Objetivo: ver o que é que o Chiclete com Banana tem.
Justificativa: Saber por que eu sou a única da família que não é chicleteira.
Metodologia: Após uma semana de intensivo treinamento ouvindo Apollo FM (tão intensivo que sei distingüir as vozes de Ivete Sangalo e a mocinha do Babado Novo), a pesquisa de campo foi aplicada no Carnafacul, ocorrido no atentado dia 11 de setembro de 2005.
Histórico do axé em São Paulo
O axé surgiu no gueto da Bahia, com blocos carnavalescos de entidades como Ilê Ayê, Afoxé Filhos de Gandhy, Olodum e Muzenza. Estes blocos influenciaram o carnaval baiano, tomado pelo trio elétrico (invenção de Dodô e Osmar, cujo filho Armandinho toca "O azul de Jezebel no céu de Calcutá"). A divulgação da rádio Itapoan FM foi suficiente para o ritmo fazer sucesso na Bahia.
A descida para São Paulo aconteceu em 1985, devido ao sucesso do cantor Luiz Caldas "Fricote" ("Nêga do cabelo duro, que não gosta de pentear..."). Até então, as rádios brasileiras eram tomadas de sucessos estrangeiros, e o sucesso do axé fez com que as vertentes da música (sertanejo no Centro-Oeste, pagode no Sudeste, forró no Nordeste e tecno-brega no Norte) fizessem maior sucesso.
O sucesso da então denominada axé music foi o suficiente para crescer o turismo de Salvador e de outras cidades, dado a seus carnavais e micaretas.
Chiclete com Banana
O Chiclete com Banana surgiu de uma antiga banda de formatura, a Scorpius. Começou a tocar em trios elétricos em 1980, revolucionando o equipamento de forma que os artistas ficassem em cima do trio, em vez de no lado. O nome "Chiclete com Banana" surgiu em 1982, e apesar deste nome ser de uma música conhecida do Jackson do Pandeiro ("Só ponho be-bop no meu samba quando o Tio Sam pegar no tamborim...") foram criadas diversas lendas para tal.
O grupo lançou três discos, quando o terceiro, em 1984, foi recolhido pela Censura Federal, por haver duas faixas suspeitas de ofender a moral e os bons costumes da época.
Em 1986, dois músicos saíram do grupo, entre eles o principal compositor. Mas foi neste ano com o LP "Gritos de Guerra" ("Eô, eô, aiaiaiaia...") que o grupo passou a fazer sucesso no Brasil, participando diversas vezes do programa do Chacrinha. Bell e Wadinho, compositores remanescentes, escreveram "Festa do Estica e Puxa" para a Xuxa. E continuaram a fazer sucesso até hoje, "sem teorias nem mistérios para ser explicado." (site Chiclete com Banana, 2005)
Carnafacul
A edição do ano passado contou com Ivete Sangalo e Asa de Águia ("Dança da manivela"). A deste ano teria Jeito Moleque (e sua interativa "'Por que você não fica comigo?' 'Eu ficoooo!'"), The Facul (a banda oficial das faculdades), Chiclete com Banana e Jammil e Uma Noites (antes conhecidos como Jheremmias Não Bate Corner, e agora conhecidos por "Sou praieiro, sou guerreiro, tô solteiro, quero mais o quê?")
O Centro de Exposições Imigrantes estava totalmente lotado, tanto que a gente ficou uma hora na estrada pra conseguir entrar. Quando entramos, minha prima me ensinou a arte de montar um abadá. Abadás prontos, seguimos para o show. Quando chegamos, a banda Jeito Moleque já tinha tocado. Entrava agora o trio elétrico do The Facul. Tocando muito axé, mas também tocando Marron 5, CPM 22, Ramúndios, e "I will survive" versão carnaval!
Anoiteceu e ia começar o show do Chiclete com Banana. Segundo minha prima, a energia deles no palco contagiaria a todo mundo. Começou o show. Muitos pulavam, muitos dançavam, alguns "guerreavam"*, e quase todos sabiam as letras das músicas do Chiclete. Suas músicas não tocam nas rádios (a última a tocar na rádio foi "100% você", que eu escutava na rádio do serviço), e a banda vive dos seus shows para divulgação. Bell, o vocalista, era uma simpatia só. Com sua tradicional bandana amarrada, sua tradicional guitarra, sua tradicional barba e seu tradicional sorriso, encerraram um princípio de tumulto que havia na frente do palco: "Gente, na paz, na maciota!"
Pessoas que são iniciadas em micaretas e axé curtiam isso direto. Eu só sabia as mais conhecidas, que além de "100% você", havia "Cabelo raspadinho", "Diga que valeu" "Nana ê" (dos meus tempos de Porto Seguro), e, é óbvio, "Cara-caramba-cara-caraô". Eu já estava ficando é cansada, foi daí que no meio do nada, eu começei a gritar: "TOCA CARA-CARAMBA-CARA-CARAÔ!!!!", causando risada a todos em minha volta. Foi quando Bell e suas maratonas de música (tocando direto só pra fazer o povo pular) começou: "Cara-caramba-cara-caraô". Nossa, gritei muito e pulei muito, acho que era quem estava mais pulando naquela hora. Depois, mais um pot-pourri e eles tocaram "Vambora amar", a primeira música do Chiclete que eu ouvi na minha vida. Só dava eu pulando! Ainda tocaram "Menina do cateretê", também de Porto, e assim, acabou o show, quando eles reprisaram pela décima** vez "Quero Chiclete" ("Chi-cle-te, Oba! Oba!").
Eu já estava com minha missão cumprida quando veio o trio do Jammil e Uma Noites. Os caras estavam com pique de carnaval mesmo. Abriram com "Praieiro", seu principal (e único?!) sucesso (?!). Cantaram a música "Lança lança", que foi polêmica por fazer apologia ao loló. E cantaram uma música que parecia chupinhada do "Lindo Balão azul". O mais interessante, é que quando eles falaram que iam cantar músicas que representassem a história do Jammil, eles sempre tocavam músicas do Netinho ("Milla" e a da novela Corpo Dourado). Apesar de eu não estar agüentando mais: "Se num guenta, por que veio?", achei que o show deles representava o verdadeiro espírito do trio elétrico, pois cantavam músicas dos outros, "Superfantástico", e (Pasmem!) U2. Eles cantaram pela vigésima vez "Quero chiclete", e pela trigésima vez "Praieiro", e finalizaram o show.
Considerações finais, ou "Então, diga que valeu"
Ingresso para o Carnafacul: R$ 80,00
Frete: R$ 10,00
Estacionamento para a busca do abadá: R$ 5,00
Refrigerante: R$ 3,00
Estacionamento do local rachado com meus primos: R$ 5,00
Ouvir Chiclete com Banana cantando "Cara-caramba-cara-caraô" ao vivo, NÃO TEM PREÇO! Mas também no final, o evento deixou a desejar. A única saída que tinha gerou alguns princípios de tumultos, empurra-empurras, encoxa-encoxas, são-paulinos gritando "ê ô, ê ô, Tricolor, tricolor!", pisoteamento. Eu que tinha ido de sandálias***, quase volto sem os pés. Também havia apenas uma saída para veículos, seja ônibus fretado, seja automóveis, o que fez com que a gente ficasse uma hora esperando diminuir o movimento, e uma hora saindo do local.
Quanto ao Chiclete com Banana, muitas pessoas vão para curtir, muitas pessoas vão para dançar, muitas pessoas vão para beijar, e essa mistura causa o sucesso de suas micaretas.
Agora, se eu virei chicleteira ou não, é óbvio que NÃO!
E, com licença, que vou me desintoxicar ouvindo rockzinho do bom!
* Guerrear no sentido de achar uma "presa" para o "ataque". Argue!
** Ok, eu estou exagerando. Para quem gosta, é um prato cheio, mas não me atingiu.
*** Dica de micareteira: sempre vá de tênis a micaretas!
Fontes:
http://carnaval2005.terra.com.br/interna/0,,OI462458-EI4498,00.html
www.axecia.com.br
www.chicletecombanana.com.br
www.rebeca.eca.usp.br
Anexos: Por motivos óbvios, não foram tiradas fotos do show (não podia levar câmera nem nada). Mas eu resgatei uma foto antiga do Chiclete com Banana. Está aqui.
quarta-feira, 7 de setembro de 2005
AGENDA ORKULTURAL (breve em parceria com Camila Sato Productions)
E ontem foi o show 92.5 - A Festa, organizado para comemorar o Jubileu de Prata da Rádio Canção Nova, no Olympia. E é claro que o Ahjaray em caravana estaria lá. E, como era de praxe já entre a gente, todo mundo já chegou gritando: "Tua família! Tua família!".
Como isso começou? Simples. O Marcão gosta muito muito desta música. No Católica Show, quando os Anjos de Resgate se apresentaram, ele começou a pedir: "Tua família! Tua família!" sozinho. A Ellen depois, foi ajudá-lo. E no final, todo mundo daquele lugar estava gritando "Tua família! Tua família!", mas... não tocaram a música.
Ontem trouxemos faixas da nossa caravana e também uma faixa escrita "Tua família! Tua família!"
E vamos ao show. Toda a equipe da Canção Nova presente apresentando como funciona sua rádio. A primeira homenagem mesmo foi a de um rapper (esqueci o nome...) que fez uma música para a rádio. Depois, começou o show própriamente dito. Mas antes disso, uma pequena manifestação nossa: "Tua família! Tua família!"
A primeira apresentação foi do grupo Rosa de Saron. Eles cantaram músicas do seu novo CD e as conhecidas "Muitos choram" e "Do alto da pedra", que marcaram o nosso grupo. Ao final do show, "Tua família! Tua família!"
O show estava sendo televisionado e então apareciam no telão os bastidores e entrevistas com quem ia entrar. Quando apareceu o guitarrista e vocalista do Anjos de Resgate Dalvimar Gallo, a platéia nossa começou: "Tua família! Tua família!"
Depois foi a apresentação do diácono Nelsinho Corrêa. Ele trouxe um convidado chileno para cantar duas músicas bilíngües (em espanhol e português). Uma delas é a conhecida "Libertad", na qual nosso grupo pulava e dançava muito. O diácono também cantou "Já chegou, já chegou", o sambinha "Mãe do meu Salvador", a emocionante "Quem me segurou foi Deus", e no final chamou Ana Lúcia e Dalvimar Gallo ("Tua família! Tua família!") para cantar o "Sacramento da Comunhão".
Aí teve um intervalinho onde o locutor viu nossa faixa e chamou a gente de "AhRaray", mas não chamou a gente de "Ahjarey" como a gente pensava que iam nos chamar. E com isso, tome "Tua família! Tua família!"
Depois teve a discotecagem do DJ Electrocristo. Eles tocaram suas versões dance de "Santo", "Pare de pecar" e chamaram uma vocalista para cantar outras músicas. E antes de despedir, apareceu Dunga para que o DJ fizesse uma surpresa: uma versão techno de "Foi assim".
Terminando isso, um pequeno intervalo para a gente gritar "Tua família! Tua família!", e já começou a apresentação do Dunga. Ele cantou "Foi assim", "Acorda pra vida", "Pare de pecar", "Levanta a cabeça", "Vem, amigo", "Paz inquieta" em um show bastante interativo e forte. E no final, ele cantou "Restauração", a música que deu origem a bandeira PHN.
Bom, já era de esperar que o último show fosse dos Anjos de Resgate. Assim que eles entraram, o nosso coro levantou a faixa e começou: "Tua família! Tua família!", mas fomos encobertos por um coro maior de "Anjos! Anjos!". A cada intervalo de música, a gente começava "Tua família! Tua família!". Eles tocaram "Anjos de Resgate" e a gente "Tua família! Tua família!", "O céu inteiro está rezando por ti" e a gente "Tua família! Tua família!", "Majestosa eucaristia" e a gente "Tua família! Tua família!", "Estou aqui" e a gente "Tua família! Tua família!". E no final, o baixista Eraldo Mattos começou a falar e citou "Tua família". Pra quê.....
ELES CANTARAM "TUA FAMÍLIA"!!!!!!! Foi o momento mais emocionante do show inteiro, nem por causa dos nossos pedidos, e sim porque a música representa muito para o nosso grupo de jovens, que virou uma família mesmo.
Depois disso, eles ainda cantaram "Glórias ao Rei Jesus" e uma homenagem ao papa João Paulo II. E assim, terminou o show.
Aviso ao grupo Anjos de Resgate: Nem sei se vocês lêem este blog (que só tem sete leitores cativos), mas irei falar.
O MaFê's Reality Show aproveita o espaço do Agenda Orkultural que sempre divulgou eventos bons da cidade, para agradecer, em nome do Ahjaray, por terem tocado "Tua família" após incessantes pedidos nossos. Muito obrigada.
P.S: Por motivos óbvios, não foram tiradas fotos do show. Nem levei máquina, mas antes de sairmos a Cacá tirou uma foto nossa que irá para o Foto.com.texto tour e para o fotolog do Ahjaray.
Como isso começou? Simples. O Marcão gosta muito muito desta música. No Católica Show, quando os Anjos de Resgate se apresentaram, ele começou a pedir: "Tua família! Tua família!" sozinho. A Ellen depois, foi ajudá-lo. E no final, todo mundo daquele lugar estava gritando "Tua família! Tua família!", mas... não tocaram a música.
Ontem trouxemos faixas da nossa caravana e também uma faixa escrita "Tua família! Tua família!"
E vamos ao show. Toda a equipe da Canção Nova presente apresentando como funciona sua rádio. A primeira homenagem mesmo foi a de um rapper (esqueci o nome...) que fez uma música para a rádio. Depois, começou o show própriamente dito. Mas antes disso, uma pequena manifestação nossa: "Tua família! Tua família!"
A primeira apresentação foi do grupo Rosa de Saron. Eles cantaram músicas do seu novo CD e as conhecidas "Muitos choram" e "Do alto da pedra", que marcaram o nosso grupo. Ao final do show, "Tua família! Tua família!"
O show estava sendo televisionado e então apareciam no telão os bastidores e entrevistas com quem ia entrar. Quando apareceu o guitarrista e vocalista do Anjos de Resgate Dalvimar Gallo, a platéia nossa começou: "Tua família! Tua família!"
Depois foi a apresentação do diácono Nelsinho Corrêa. Ele trouxe um convidado chileno para cantar duas músicas bilíngües (em espanhol e português). Uma delas é a conhecida "Libertad", na qual nosso grupo pulava e dançava muito. O diácono também cantou "Já chegou, já chegou", o sambinha "Mãe do meu Salvador", a emocionante "Quem me segurou foi Deus", e no final chamou Ana Lúcia e Dalvimar Gallo ("Tua família! Tua família!") para cantar o "Sacramento da Comunhão".
Aí teve um intervalinho onde o locutor viu nossa faixa e chamou a gente de "AhRaray", mas não chamou a gente de "Ahjarey" como a gente pensava que iam nos chamar. E com isso, tome "Tua família! Tua família!"
Depois teve a discotecagem do DJ Electrocristo. Eles tocaram suas versões dance de "Santo", "Pare de pecar" e chamaram uma vocalista para cantar outras músicas. E antes de despedir, apareceu Dunga para que o DJ fizesse uma surpresa: uma versão techno de "Foi assim".
Terminando isso, um pequeno intervalo para a gente gritar "Tua família! Tua família!", e já começou a apresentação do Dunga. Ele cantou "Foi assim", "Acorda pra vida", "Pare de pecar", "Levanta a cabeça", "Vem, amigo", "Paz inquieta" em um show bastante interativo e forte. E no final, ele cantou "Restauração", a música que deu origem a bandeira PHN.
Bom, já era de esperar que o último show fosse dos Anjos de Resgate. Assim que eles entraram, o nosso coro levantou a faixa e começou: "Tua família! Tua família!", mas fomos encobertos por um coro maior de "Anjos! Anjos!". A cada intervalo de música, a gente começava "Tua família! Tua família!". Eles tocaram "Anjos de Resgate" e a gente "Tua família! Tua família!", "O céu inteiro está rezando por ti" e a gente "Tua família! Tua família!", "Majestosa eucaristia" e a gente "Tua família! Tua família!", "Estou aqui" e a gente "Tua família! Tua família!". E no final, o baixista Eraldo Mattos começou a falar e citou "Tua família". Pra quê.....
ELES CANTARAM "TUA FAMÍLIA"!!!!!!! Foi o momento mais emocionante do show inteiro, nem por causa dos nossos pedidos, e sim porque a música representa muito para o nosso grupo de jovens, que virou uma família mesmo.
Depois disso, eles ainda cantaram "Glórias ao Rei Jesus" e uma homenagem ao papa João Paulo II. E assim, terminou o show.
Aviso ao grupo Anjos de Resgate: Nem sei se vocês lêem este blog (que só tem sete leitores cativos), mas irei falar.
O MaFê's Reality Show aproveita o espaço do Agenda Orkultural que sempre divulgou eventos bons da cidade, para agradecer, em nome do Ahjaray, por terem tocado "Tua família" após incessantes pedidos nossos. Muito obrigada.
P.S: Por motivos óbvios, não foram tiradas fotos do show. Nem levei máquina, mas antes de sairmos a Cacá tirou uma foto nossa que irá para o Foto.com.texto tour e para o fotolog do Ahjaray.
sexta-feira, 22 de abril de 2005
CODIMUC - UM SÓ CORAÇÃO
O que falar do show dos 15 anos da Codimuc (Cooperativa de Distribuição da Música Católica? A Bruninha já disse tudo. Cada banda mostrando que se pode louvar ao Senhor em ritmos variados. E uma novidade que mostra para nós que poderemos sim chegar longe, e muito longe.
E por falar em chegar longe, meu TCC está, como diria Wanessa Camargo, "de vento em polpa"! Em breve o blog MaFê's Reality Show voltará ao normal.
E por falar em chegar longe, meu TCC está, como diria Wanessa Camargo, "de vento em polpa"! Em breve o blog MaFê's Reality Show voltará ao normal.
quinta-feira, 4 de setembro de 2003
A SESSÃO MENINA VENENO SERÁ COLOCADA À NOITE
YEEEEEEEAAAAHH, HOW LONG MUST YOU WAIT FOR IT, YEEEEEEEAAAAHH, HOW LONG MUST YOU PAY FOR IT
Ontem foi o grande dia do show do Coldplay, como já comentado pela Cris. Fui com ela e a Mari amiga dela, que fez espanhol comigo em 1996. E eu digo que valeu muito a pena cada centavo gasto dos R$50 que eu usei pra pagar o show (o problema é que agora eu estou sem nenhum esperando receber) e cada andada que eu dava já que quando fui comprar o ingresso o cobrador me deixou a quadras de distância naquele frio do Via Funchal.
Depois de chegarmos e enxergarmos uma fila que dobrava o quarteirão e um monte de vendedores ambulantes com faixas, lenços e camisas do Coldplay (isso me lembrou do show do Netinho "ô Milla" que eu fui aos 14 anos); bebidas, cervejas e pulseirinhas de "neon", conseguimos encontrar a Clau, nossa bixete com o irmão dela pertinho do Via Funchal. Claro que damos uma de João-sem-braço, mas ninguém reclamou. Até porque os outros estavam fazendo o mesmo! Mas o pior veio quando o portão abriu e o segurança chamou os caras na frente pra revistar. Meu vizinho que toca guitarra passou, me cumprimentou e eu não reconheci! Péssimo!
Bem, mas vamos ao show: nunca vi tanta gente alta na minha vida!!! Além dessas pessoas serem altas, elas não eram boazinhas como no show do A-ha (até porque este show estava lotadésimo), e tinha dois caras com os cotovelos na minha direção, ameaçando empurrar a tudo e a todos. Mas antes disso para variar apareceu os roadies da banda, e cada vez que eles entravam para afinar os instrumentos e passar o som, o povo ou aplaudia ou vaiava.
Começou o show. Na hora que tocou "Politik" começa um empurra empurra que nem dava para ver direito o Chris Martin pulando no piano. Nessa hora cada um foi para um canto mas fui para um lugar que pelo menos deu para ver algo. O piano escrito "Make Trade Fair" eu só vi antes do show. Mas vi o Chris Martin de pertinho também. Vi sua testa larga, seu cabelo raspado a máquina 1, seus olhos super azuis, que no pulso direito ele tinha uma munhequeira dessas de tendinite, e que quando ele cantava, as veias da testa saltavam (vai ver que é por isso que é "A Rush of Blood to the Head"). E ele é lindo, todo saltitante! Ele falando em português é a coisa mais fofa que eu vi: "Finalmentchi estamos em São Paulo!" "Spero que vutseis gustaram!" "Por favor, cantem conosco!". E o Chris Martin pula no piano, pula com a guitarra e pula ele mesmo sozinho com o microfone. E a galera pula junto!
Vi também um pouco dos instrumentos, vi em não sei qual música o Chris Martin gritar no ouvido do guitarrista. E que banda! Em "Yellow", "Trouble", "In my place", "The Scientist", "Everything's not lost" (música que eu não conhecia mas amei), "In my place" eles pediam para o povo cantar junto. Mas "Clocks" foi a melhor, até porque é a minha música preferida.
I WAS JUST GUESSING NUMBERS AND FIGURES
Saldo do show: Voltei pra casa sem voz (de tanto gritar cada vez que o Chris pulava, ou falava português), com os pés doendo (fui de salto "confortável" para ver melhor, mas mesmo assim tinha que pular), com o pescoço deslocado (para enxergar), suada de tanta gente que tinha, mas valeu muito a pena!
Moral da história 1: Make trade fair, mas comece pelos preços dos ingressos.
Moral da história 2: Eu quero ser roadie de banda famosa, para cada hora que aparecer para afinar os instrumentos, o pessoal aplaudir (ou não)
Moral da história 3: Agora eu também quero o CD do Coldplay!
P.S.: Cris, a música final é "Amsterdam". Eu também não conhecia, mas achei linda!
YEEEEEEEAAAAHH, HOW LONG MUST YOU WAIT FOR IT, YEEEEEEEAAAAHH, HOW LONG MUST YOU PAY FOR IT
Ontem foi o grande dia do show do Coldplay, como já comentado pela Cris. Fui com ela e a Mari amiga dela, que fez espanhol comigo em 1996. E eu digo que valeu muito a pena cada centavo gasto dos R$50 que eu usei pra pagar o show (o problema é que agora eu estou sem nenhum esperando receber) e cada andada que eu dava já que quando fui comprar o ingresso o cobrador me deixou a quadras de distância naquele frio do Via Funchal.
Depois de chegarmos e enxergarmos uma fila que dobrava o quarteirão e um monte de vendedores ambulantes com faixas, lenços e camisas do Coldplay (isso me lembrou do show do Netinho "ô Milla" que eu fui aos 14 anos); bebidas, cervejas e pulseirinhas de "neon", conseguimos encontrar a Clau, nossa bixete com o irmão dela pertinho do Via Funchal. Claro que damos uma de João-sem-braço, mas ninguém reclamou. Até porque os outros estavam fazendo o mesmo! Mas o pior veio quando o portão abriu e o segurança chamou os caras na frente pra revistar. Meu vizinho que toca guitarra passou, me cumprimentou e eu não reconheci! Péssimo!
Bem, mas vamos ao show: nunca vi tanta gente alta na minha vida!!! Além dessas pessoas serem altas, elas não eram boazinhas como no show do A-ha (até porque este show estava lotadésimo), e tinha dois caras com os cotovelos na minha direção, ameaçando empurrar a tudo e a todos. Mas antes disso para variar apareceu os roadies da banda, e cada vez que eles entravam para afinar os instrumentos e passar o som, o povo ou aplaudia ou vaiava.
Começou o show. Na hora que tocou "Politik" começa um empurra empurra que nem dava para ver direito o Chris Martin pulando no piano. Nessa hora cada um foi para um canto mas fui para um lugar que pelo menos deu para ver algo. O piano escrito "Make Trade Fair" eu só vi antes do show. Mas vi o Chris Martin de pertinho também. Vi sua testa larga, seu cabelo raspado a máquina 1, seus olhos super azuis, que no pulso direito ele tinha uma munhequeira dessas de tendinite, e que quando ele cantava, as veias da testa saltavam (vai ver que é por isso que é "A Rush of Blood to the Head"). E ele é lindo, todo saltitante! Ele falando em português é a coisa mais fofa que eu vi: "Finalmentchi estamos em São Paulo!" "Spero que vutseis gustaram!" "Por favor, cantem conosco!". E o Chris Martin pula no piano, pula com a guitarra e pula ele mesmo sozinho com o microfone. E a galera pula junto!
Vi também um pouco dos instrumentos, vi em não sei qual música o Chris Martin gritar no ouvido do guitarrista. E que banda! Em "Yellow", "Trouble", "In my place", "The Scientist", "Everything's not lost" (música que eu não conhecia mas amei), "In my place" eles pediam para o povo cantar junto. Mas "Clocks" foi a melhor, até porque é a minha música preferida.
I WAS JUST GUESSING NUMBERS AND FIGURES
Saldo do show: Voltei pra casa sem voz (de tanto gritar cada vez que o Chris pulava, ou falava português), com os pés doendo (fui de salto "confortável" para ver melhor, mas mesmo assim tinha que pular), com o pescoço deslocado (para enxergar), suada de tanta gente que tinha, mas valeu muito a pena!
Moral da história 1: Make trade fair, mas comece pelos preços dos ingressos.
Moral da história 2: Eu quero ser roadie de banda famosa, para cada hora que aparecer para afinar os instrumentos, o pessoal aplaudir (ou não)
Moral da história 3: Agora eu também quero o CD do Coldplay!
P.S.: Cris, a música final é "Amsterdam". Eu também não conhecia, mas achei linda!
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