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sábado, 2 de janeiro de 2016

CARACA, MULEKE, QUE DIA, QUE ISSO!

Nada como um programa micado para começar 2016 de maneira diferente!
Ontem estava em Caraguatatuba, e na praia do Centro tinha uma carreta toda animada e brilhosa que passeava pela costa. O passeio se chama "Carreta da Alegria" e saía por dois itinerários: Porto Novo e Martins de Sá. Fomos pegar a carreta para Martins de Sá pelo preço de R$ 8,00 por cabeça. O caminhão que estava lá ia para Porto Novo (onde teria o show do Thiaguinho) e o vendedor disse que a carreta para Martins de Sá chegaria em 10min. Muitos 10min se passaram (na verdade, foram 30 no total), a carreta para Porto Novo passou e o vendedor disse que aquela era a da Martins de Sá. E a carreta seguiu sem virar. Na verdade, aquela era de Porto Novo, e eu tinha marcado por causa dos personagens que iam dentro. Naquela, tinha um Fofão muito louco e o Ben Messi, um boneco do Ben 10 com a cara do Messi. Mais "10min" e passa outra carreta, agora sim a de Martins de Sá. A carreta estacionou e como achávamos que era um passeio PASSEIO, começamos a achar estranho que as pessoas da parte de cima não desciam. O vendedor disse que elas tinham comprado passeio duplo. E as pessoas que estavam esperando para entrar faziam fila na ciclovia. Muitas compravam o "passeio" lá mesmo, quase sendo atropeladas pelas bicicletas por estarem no meio do caminho.
Entramos na carreta, crentes que era um sightseeing, mas começamos a nos surpreender quando vimos que os bancos para sentar ficavam no meio do andar de cima, e não nas laterais, onde as pessoas ficavam de pé. Claro que ficamos de pé, e o caminhãozinho seguiu ao som de "Vai vendo" do Lucas Lucco, uma espécie de Bruno Mars sertanejo, com pinta de bom moço mas que canta músicas de sacanagem às vezes. Agora, vai vendo o que se sucedeu.
O trajeto Centro-Martins de Sá-Centro dura mais ou menos uma meia hora sem trânsito, e uma hora com trânsito. A carretinha saiu às 20:30 e voltou às 23:00. Antes de passar pela Prainha, a carreta parou para pegar gente que dava sinal. Na carreta, tinham outro Fofão muito louco e um Goku, que eram os cobradores. Tinha uma senhora sentada no banco do centro em baixo do altofalante, que despejava pérolas do estatístico Wesley Safadão, Coleguinhas, "É muita luxúria", Gordinho Gostoso, e uns fainque de novinha vomitando sacanagens pedófilas. E a senhora sentada naquele banco já estava com cara de poucos amigos. e em cada lugar, a carreta parava para embarcar e desembarcar gente, até com cadeiras de praia, num verdadeiro pinga-pinga. Até um incauto turista comparou esta carreta com o Metrô de São Paulo. Ou seja, o que a gente achou que seria um passeio, era um transfer de praias circular com direito a muitas paradas. Chegou um momento até que tinha gente na varanda de um apartamento e a gente fazia sinais de que não valeria a pena entrar neste caminhãozinho, e isto foi um bom tempo parados, enquanto o Fofão muito louco e o Goku requebravam seus kamehameha até o chão.
E como já não tinha mais o que piorar, começou a chover. Forte. A gente estava querendo aproveitar o pinga-pinga e o mandato do DJ "Quando o DJ mandar, menina, você desce" para descer de lá correndo, mas a chuva estava tão forte que não tinha a menor condição. Crianças choravam querendo ir embora, pessoas fugiram para a escada para se proteger do aguaceiro e dos galhos de árvore que a carreta insistia em passar.
E quando finalmente o trenzinho voltou ao centro, foi só alegria de ter saído deste tour.

domingo, 13 de outubro de 2013

QUERO SER ESTRELA LÁ NO RIO DE JANEIRO 2 - é tão bom quando tudo dá certo

Ano passado, o Laugi ganhou o concurso de grupos vocais Brasil Vocal no Rio de Janeiro, e como continuação do prêmio, fomos convidados para abrirmos o show de um dos grupos vocais mais conceituados do Brasil, o Boca Livre. E como se deu a preparação para este momento?
Parte 1 - Brasília
Como íamos para o Rio de Janeiro não dava para ir no anonimato, o Laugi fez um senhor show, e para isso precisaríamos de uma divulgação maciça. E no dia do show aparecemos três vezes na televisão: a primeira numa notinha do DFTV hora do almoço, a segunda fechando o DFTV segunda edição e outra na Band no seu jornal local, fazendo-se cumprir a terceira parte da profecia. O show aconteceu no Teatro Oi, cumprindo-se a parte final desta profecia que foi a música de abertura deste show. Num dia chuvoso, conseguimos encher aquele teatro não só de fãs mais de pessoas que ainda não conheciam o nosso trabalho. Neste dia, teve até maquiadora para as meninas, e eu fiquei com cara de capa de revista Nova. O show também tinha contado com divulgações em Taguatinga, ParkShopping e num jazz pub muito legal chamado 10 0 13.
Parte 2 - Rio de Janeiro
Depois do show, tivemos menos de duas semanas para arrumar nossas malas e fazer um desapego de músicas para levar, pois nosso show no Oi teve duas horas e teríamos apenas 40 minutos antes de abrir para o Boca Livre. Fora isso, Paulão operou a apendicite, Giselle teve distensão muscular tão feia que acharam que era trombose. Chegamos no Rio, uns na quarta e outros no dia. Quem chegou na quarta, na hora da descida, fez uma egrégora de mãos dadas para unir energias enquanto o piloto sem noção assustava a gente berrando: "TRIPULAÇÃO... pouso autorizado." Na quarta, fomos até a tenda, inaugurada para uma grande programação cultural até 2014, e com capacidade para 600 pessoas. Foram os primeiros shows do Festival Brasil Vocal, incluindo grupos vocais veteranos e a nova geração. No primeiro dia, tivemos o grupo Ordinarius que conta agora com Marcela Mangabeira, ex-BeBossa. Eles apresentaram seu arranjo mundialmente conhecido de As long as you love me e outras canções de seu repertório. E logo após vieram cantar o Quarteto em Cy, divassas cantando sucessos consagrados em aberturas de novelas. Na quinta, o grande dia do show, cada um se preparou como pôde, ou indo pra praia, ou indo pra piscina, ou indo pro Rio diretamente pra tenda. Na tenda, demoramos para passar o som até conseguirmos regular bonitinho. Feito isso, teríamos apenas uma hora e meia para voltar pro hotel, se arrumar e ir cantar. Isto porque era uma quinta, tinha gente com mala ainda e o evento era na Candelária e estávamos no Catete. Chegamos e fizemos o milagre da multiplicação dos minutos, se arrumando, maquiando, tomando banho, ajeitando o cabelo. Claro que só conseguimos sair sete e meia da noite para pegarmos um metrô e andarmos mais uns 200 metros (o pessoal que estava meio lesionado rachou um táxi) e eu sair andando nos paralelepípedos do centro do Rio de saltão. O primo do Jairo que encontrou a gente no metrô estava desejando um "Quebre a perna" quando eu quase quebrei a minha caindo nos paralelepípedos. Chegamos, nos recompomos e o pessoal do Boca Livre chega no nosso camarim desejando merda pra gente! Subimos pro palco e nunca antes na história destes shows todos entramos tão relaxados num palco tão desconhecido. Aquele lugar era nosso, e muita gente aplaudia. De todos os três dias, o nosso foi o único que não fecharam a tenda pra calçada, então quem passava por lá poderia ver e ouvir a gente. E muita gente parava pra ver, principalmente na hora do hino. A plateia aplaudiu muito a gente, e foi uma das nossas melhores apresentações ever! E depois demos lugar para o Boca Livre, que foi simplesmente lindo. Elogiaram a gente, cantaram lindamente, e todos eles têm a voz do Zé Renato! O Maurício Maestro é uma elegância só tocando o baixo e cantando. No final, eles chamaram a gente para dividir o palco e cantarmos Ponta de Areia, que mesmo que 90% de nós não soubessem a letra inteira, foi muito emocionante. Nós falamos que já cantamos um arranjo de Bicicleta, e eles pediram pra gente cantar, e no final eles estavam cantando junto com a gente! Foi simplesmente um momento surreal! Depois comemoramos juntando David Reis, que tinha acabado de chegar para concorrer ao mesmo concurso que o Paulão ganhou ano passado, o de arranjos vocais. Brindamos ele com as falas da peça que cantamos ano passado. Sexta, depois de dever cumprido, voltamos lá pra ver o show do grupo vocal baiano MP7. Foi simplesmente fantástico, e neste grupo, tem uma moça que faz percussão vocal. E o MPB4 que veio depois foi muito fofo reverenciando o MP7. O show deles foi simplesmente lindo e o cara da iluminação roubou a cena.
E já teremos atividades na quarta e na quinta, depois desta estadia maravilhosa no Rio: show Nosso Jeito no Guará. VEM COMIGO!
P.S.: questão de honra pra mim aprender a Ponta de Areia inteira!

sábado, 15 de setembro de 2012

MENTE INSANA PARA UM CORPO SÃO - especial Tailândia

Depois de uma discussão feicebúquica sobre se poria ou não a história da massagem tailandesa, no qual apenas duas pessoas curtiram a ideia e meu pai ficou ressabiado, decidi mesmo assim escrever a história da massagem tailandesa, aqui conhecida como massagem.
Ok, nem ia fazer estepe-out da viagem, pois vim a trabalho e estudo, mas aproveitando o tempo livre para conhecer melhor a cidade e as coisas que se oferecem nela.
Quando eu disse pela primeira vez que ia pra Tailândia, a primeira piadinha que ouvi foi: "Vai fazer massagem tailandesa???" E fui, e segue meu relato abaixo, escrito exatamente no dia que fiz:
Bangkok, 10 de setembro de 2012
"Acabei de voltar de um passeio inesquecível. Saímos para fazer massagem tailandesa. Fui eu, a Ana e duas georgianas. Chegamos no local e colocamos as roupinhas para massagem. Chegaram três massagistas. E pra mim, nada? Depois chegou a minha e começou a aventura. É legal porque ela usa o polegar (e um polegar ossudo!), o cotovelo, e os joelhos para apertar cada parte do seu corpo, praticamente o muai thai das massagens. Esta massagem dói mais que drenagem linfática. Minha massagista olhou pra mim, olhou para as outras massagistas, disse algo e todas riram. Será que ela me estava trolando? Depois ela não parava de falar. Das três uma: ou ela estava falando com as outras massagistas, ou estava falando comigo, ou estava orando em línguas. Sendo que este procedimento só ocorre em religiões cristãs pentecostais e a probabilidade de encontrar um cristão e ainda pentecostal nesta terra é menor de que encontrar queijo na comida aqui, e sendo que as outras massagistas não respondiam, ela estava falando comigo. Eu não sei falar tailandês, ela não entende uma palavra em inglês. De repente, começo a prestar atenção na música e reparo que está tocando uma versão relaxante de “Amazing Grace”. Mas como? Quando vou fazer estes tipos de terapias no meu Brasil ocidental, geralmente a trilha sonora são músicas de religiões orientais (budismo, hinduísmo, mantras...). Quando eu venho pra Tailândia oriental, a trilha sonora é uma música cristã? Alguma coisa está fora da ordem... E nisso a massagista praticamente se ajoelha sobre minha pessoa. Eu rio, as meninas riem enquanto são todas esticadas ao máximo de suas existências. As véia estrala modo extreme hardcore. Até que uma hora eu adormeci. Sim, consegui adormecer enquanto era submetida à sessão de tortura massagem. E no final foi engraçada a tentativa de me comunicar. Ela disse algo que parecia ser “apoiada, apoiada”, eu me apoiava e ela me corrigia. A sessão durou uma hora e quinze minutos, e foi muito bom porque deu para sentir partes do corpo que eu nunca havia sentido antes. Agora, eu quero entender porque massagem tailandesa no Brasil tem conotação erótica, só se for pra cinquenta tons de cinza."
Quatro dias depois, eu voltei a fazer a massagem, mas em Kanchanaburi. Foi uma hora apenas, sem se ajoelhar em cima de mim, passando um óleo em minhas pernas e sem tanta contorção como a de Bangkok, mas com um ponto positivo porque tinha andado 3 horas no dia anterior e mais umas 4 horas naquele dia.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

QUERO SER ESTRELA LÁ NO RIO DE JANEIRO - a saga

Parte 1 - Brasília
Quero entender que poder que o palco tem de nos entorpecer e nos imergir. Nele, não existe nada que nos atrapalhe, nem brigas com chefe, nem doença na família, preocupações financeiras e trâmites burocráticos. Eu me sinto tão em casa no palco e o mais interessante, é uma experiência que eu posso até não lembrar de momentos físicos, mas de sensações.
E foi isto que aconteceu no dia 31 de maio. Geralmente as apresentações que acontecem em dias de semana tem o fator "ai, estou saindo do trabalho diretamente para minha vocação".
No dia anterior foi a montagem do palco e passagem de luz, som e vídeo, com direito a um toró em pleno mês de maio e esfihas no final. Por causa da chuva, as esfihas demoraram horas para aparecer, o que fez com que a gente comesse com mais entusiasmo.
Quinta-feira foi um dia aparentemente normal, com direito a um tai chi na hora do almoço para me concentrar melhor. Não fosse o apagão que teve no período da tarde, seria normal. Chegando no teatro, já com a luz reestabelecida, tropecei no degrau da porta de entrada do backstage quase derrubando os instrumentos, uma "tradição" meio "sem querer querendo" de tropeçar/cair que vem sendo mantida toscamente desde 1989 (com exceção dos shows da Guarda do Conde). Acertados os microfones, hora de fazer a maquiagem e lanchar um "coffee break" super caprichado com maçãs devidamente embaladas (teve gente que não comeu pensando que era bolo de tão embaladinhas que estavam), bolachinhas, patê de atum e alguns chocolates que foram bem guardados para depois do show. Aquecimento, concentração, relaxamento, e a tradicional prece do teatro (aquela!). Aguardando na coxia, nem percebi que os sinais tocaram. Ex-laugianas na plateia. Entramos. Palmas, emoção, casa cheia, apesar das concorrências de Ivan Lins e Fábio Júnior. Surpresas. Laugi7. Microfones na mão. Aplausos. "Já ganhou!" Intervalo. "Tesão de vaca". Mulheres no palco. Lindas! Homens no palco. Risadas. Emoção a flor da pele. "Quero ser estrela lá no Rio de Janeiro" com toda a convicção do mundo. Risadas e mais risadas. Fim. Bis. Cumprimentos na entrada e votos de boa sorte para o Rio de Janeiro. E na noite que marcou os dez anos da história do cavalo de Guaratinguetá, nada como celebrar a vida cantando e depois brindando o sucesso do show num lugarzinho aconchegante.
Parte 2 - Laugi in Rio
Eu nunca tinha cantado e pernoitado em um estado que não morasse ou tivesse morado (Novo Gama e Luziânia não contam porque voltei no mesmo dia). E ainda mais sendo no Rio de Janeiro, cidade que eu sou apaixonada. Parte do elenco viajou na sexta às 14h, quando marcava 30°C na capital federal, fazendo-se cumprir a primeira parte profecia já cantada pelo grupo.
Já eu e outra parte do grupo embarcamos sábado de manhã. O atraso nos fez ouvir nossos nominhos do homem do aeroporto. Chegamos no Rio de Janeiro (e ainda presenciamos Yamandú Costa tocando em plena sala de embarque), descansamos um pouquinho e fomos fazer o ensaio final em um estúdio nas Laranjeiras. Passados últimos ajustes, iríamos torcer para o primeiro prêmio, que era o concurso de arranjos vocais, no qual Paulo Santos, nosso diretor musical, estava concorrendo com Madalena, cumprindo-se a segunda parte da profecia já cantada pelo grupo. O arranjo foi executado por exímios cantores de grupos vocais do Rio de Janeiro, e foi um sucesso.
O domingo foi de expectativa e relaxamento. Passamos a manhã na praia de Copacabana. Como não amar? Alguns de nós entramos no mar e levamos altos caixotes (e aí eu digo que prefiro mil vezes que meu dia pré-apresentação seja gastando o corpo e poupando a mente do que poupando o corpo e gastando a mente na profissão-estepe). Outros preferiram apreciar a paisagem e se encher de energias com vista pro mar para fazer uma ótima apresentação à noite. À tarde, passamos o som, voltamos pro hotel, nos trocamos, maquiamos e fomos. Eram 5 grupos participantes, sendo que dois do Rio, um de São Paulo, um de Salvador e a gente de Brasília. Nos aquecemos, concentramos, fizemos um pouco de tai chi e esperamos sermos chamados. Cantamos e fomos muito aplaudidos, apesar de no começo o microfone da Giselle não ter saído som. Saímos e fomos para uma sala onde estava passando o telão com os outros grupos. No teatro do CCBB, havia gente ilustre no júri, como o consagrado cantor e compositor do grupo Boca Livre, o Zé Renato. Terminada a apresentação dos grupos, o Coral São Vicente a Capella se apresentou de forma emocionante, pois haviam perdido recentemente a preparadora vocal Malu Cooper. Na penúltima música, somos todos chamados para a plateia do teatro de onde sairiam os resultados. Dedos cruzados, satisfeitos de termos mostrado o nosso trabalho, ouvimos os prêmios. E aí foram falando, terceiro, segundo, e anunciaram o vencedor de arranjos vocais a capella: o nosso Paulo Santos! Aí foi só alegria, todos nós comemorando sua vitória, mas ainda tinha o resultado do concurso de grupos vocais. Anunciou o terceiro, anunciou o segundo. Ficamos todos de mãos dadas fazendo aquela corrente pra frente. Na hora que o apresentador falou "O primeiro lugar é de Brasília", a gente nem esperou ele terminar de falar. Foi muita emoção ganharmos aquele prêmio. E aí, fomos pra galera!!! Nos abraçamos, berramos, choramos, rimos, foi tudo ao mesmo tempo. Ligamos pro mundo inteiro, postamos no Facebook, twitter, mandamos mensagens para todos que torceram pra gente comemorarem junto. Participamos de um coquetel com os outros participantes e depois fomos comemorar em Ipanema, com direito a cantarmos "Pra longe do Paranoá" no calçadão da praia.
Atualização 17:10 - Saímos no Correio Braziliense, com direito a fotinho e tudo: http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/diversao-e-arte/2012/06/04/interna_diversao_arte,305631/laugi7-conquista-premio-de-melhor-grupo-vocal-em-concurso-de-novos-talentos.shtml

segunda-feira, 7 de maio de 2012

A VIZINHA TÁ DE OLHO NO PERU, PEGA O MEU PERU, PEGA O MEU PERU

E depois de um tempinho, agora vou comentar de como foi a viagem para o Peru. A ida (dia 30/04) foi num avião da TAM cheio de brasileiros que queriam porque queriam encontrar o lago Titicaca. Aliás, do avião eu via um monte de lagos Titicaca, e alguns titiquinhas. Pousando em Lima, experimentei o guaraná jesus do Peru, a Inca Kola. Sabe quando você vê faxineiras colocando detergente amarelo na garrafa pet? Esta é a cor do refrigerante, mas ele tem o gosto do Guaraná Jesus. A primeira parada da viagem foi em Cusco, que é uma mistura de Teresópolis, Ouro Preto e Angra dos Reis na parte serrana. O centro histórico é muito bonito. O detalhe é que no hostel que eu estava nada me lembrava Peru. O albergue era irlandês, a festa de segunda era holandesa, o cantor era australiano cantando música americana e bebendo cerveja brasileira. Nesta noite, fui conhecer a Groove, baladinha de Cusco que ensinavam a gringaiada a dançar salsa. Saí antes que pensasse em escutar qualquer Michel Teló. No segundo dia, apesar de ser feriado, eu fui tentar conhecer a pé a cidade de Cusco. Mas antes de mais nada, com uma dor de cabeça do cão, um brasileiro me forneceu folhas de coca para mascar. As folhas têm gosto de carqueja, mas já ajudavam aquela altitude. Tinha um trenzinho de madeira que ia fazer o passeio do tour, mas parecia não estar funcionando. À tarde, fui conhecer as ruínas de Sacsayhuaman, que ficavam no topo da cidade. A guia local explicava tudo em espanhol e em inglês, e quando estava indo comprar meu ingresso, eu escutei a Joelma berrando "CALYPSOOOOOOO!" Não tinha encontrado nenhum brasileiro, e pensei ser algo da minha cabeça. Quando eu perguntei pra guia, e não é que este era o ringtone do celular dela? Lá na região acabei conhecendo o tecido de alpaca, um dos que mais esquenta no mundo, e comido choclo, o milho peruano, que na verdade é um milhão. As ruínas são impressionantes para você ver a dimensão das cidades que existiam no período inca. Mas nada se comparava com o que chegaria: Machu Picchu, que eu fui conhecer no dia 02. Fui de trem, e o trem é bonitinho, possuía teto solar para você enxergar o topo das montanhas andinas que você da janela comum jamais conseguiria enxergar. Foram três horas de viagem e mais uma empacada equivalente à do bonde de Santa Tereza. A paisagem mesclava rios, canyons e montanhas com picos de neve, que chegavam até a 5.000m de altitude. Chegando, ainda teria que tomar um ônibus que fez um caminho todo trabalhado no zigue-zague, que faz uma rodovia como a Tere-Fri parecer a Imigrantes. Subimos, subimos  e subimos e chegamos. Machu Picchu fica a 2.400m de altitude, mais baixo que Cusco, mas é inexplicável de tão grande. Aquelas fotos que você vê na TV ou em qualquer lugar que se refere a Machu Picchu não dão a dimensão exata do tamanho da criança. E no tour você pode subir e descer toda a cidade para conhecer os detalhes da única cidade inca que não foi totalmente destruída. Lá mesmo tomei chicha morada, um refresco feito de milho local. No retorno do trem, os comissários fizeram um desfile de roupas de alpaca. No dia 03, embarco pra Lima e o clima muda, já é mais ameno, e é no nível do mar. Já fico impressionada com os sinais de rota de evacuação em caso de tsunami, pois como é uma região cheia dos terremotos, eles tem que ter este gerenciamento de crise. À tarde, faço o city tour da cidade, mas antes saboreio um ceviche. Pensei que tivesse mais coentro, porque a salada do trem de volta de Machu Picchu era tão puro coentro, que a americana que estava sentada do meu lado deu duas garfadinhas e deixou de lado. E dia 04 foi o dia do retorno para o Brasil, depois de uma bela viagem.

Curiosidades peruanas:
Em qualquer lugar do mundo que você vá, e que tenha uma pracinha, você vai encontrar alguns peruanos, a caráter ou a paisana, com uma flauta na mão, tocando ou canções folclóricas ou ritipareides. O que aconteceu? Não sobrou um no Peru pra contar história, apesar de ter à venda em diversos lugares CDs e flautas. A única exceção foi num restaurante caro em Machu Picchu que tinha um grupo tocando flauta. Nas pracinhas de Lima não achei nada.
Não só o celular da guia tocava Calypso, como no aeroporto de Cusco tinha uma lojinha peruana com o DVD do Calypso. Ou seja, eles desbancaram o Michel Teló.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

IT HAPPENED REALLY REALLY FAST

Quinta-feira finalmente saio de Brasília para cantar em outro estado. Tudo bem que é o meu, mas há sempre algo de mágico em levar aquilo que você gosta e faz bem para outras cidades. E no caso, Ribeirão Preto, no V Encontro de Coros Cênicos. Foi uma viagem longa, cansativa, e chegamos somente de madrugada no destino. Na manhã de sexta-feira tivemos uma palestra com Antônio Pantaneschi da Itália e mais tarde uma de expressão corporal com Celso Branco, do sensacional grupo Os Men The Sá, do Rio de Janeiro. À noite, o Coral Cênico Jovem Mackenzie, com suas belas e graciosas vozes, apresentaram o espetáculo "Adoniran e Noel - 100 anos".
Com tempo livre no sábado, aproveitamos para se preparar para o show, claro que sem perder antes a homenagem a Johann Sebastian Mastropiero do grupo Os Men The Sá, que arrancou risos da plateia ribeirãopretana. Arrumamos cena, velas, guarda-chuvas, concentramos e fomos. Foi muito emocionante se apresentar no Teatro Santarosa para aquela plateia qualificada, e para mim foi mais emocionante ver meus primos na plateia. Mas eu tive a sensação de que passou muito rápido, não sei porquê, acho que porque o palco me puxa de volta sempre.
O festival encerrou no domingo com a apresentação do Bossa Nossa que foi muito legal e deu o gás para que voltássemos felizes a Brasília.
P.S.: Agora canta como um elefante!!!

terça-feira, 2 de novembro de 2010

ONLY A DREAM IN RIO

Às vezes acho que o Rio de Janeiro não existe, é Matrix, fruto da nossa imaginação.
Porque na minha sexta visita a Cidade Maravilhosa, tenho notado como a atmosfera da cidade permite que aconteçam coisas surreais que jamais aconteceriam em outro lugar do mundo. Ou até aconteceriam, mas sem a mesma mágica e leveza que acontece no Rio.
Por já ter feito diversas vezes o pacote turistão (Pão de Açúcar + Cristo Redentor), fiquei focando nos pequenos prazeres do dia-a-dia, algo que num pacote turistão você não tem acesso.
São fatos surreais, como a praia de Ipanema ensolarada no final da tarde quando todas as pessoas decidem jogar vôlei ao mesmo tempo. Você olha de longe e só vê as bolas saltando de um lado e do outro.
O pôr-do-sol nas pedras do Arpoador, quando as pessoas sentam nas pedras vendo o sol baixando atrás da pedra da Gávea (ou perto dela) mudando de cor até sumir no horizonte. O povo aplaude, e a natureza agradece.
Uma alemã que fala português melhor do que eu falo alemão vem frequentemente ao Brasil e carrega no seu Ipod músicas de Victor e Léo e até o melô da Jaboticaba.
A noite nos Arcos da Lapa é democrática, não precisa entrar nos inúmeros bares e boates e pagar altas consumações para se divertir. O som se espalha no bairro e a festa acontece do lado de fora. Não se surpreenda se vir mais gente andando pelas ruas da Lapa com caipirinhas na mão do que dentro dos prédios antigos e conservados da Lapa.
Só no Rio que no dia do aniversário de Carlos Drummond de Andrade, um grupo de teatro resolve declamar "E agora, José?" do lado da estátua do poeta. Estátua que num dia de chuva escutava pacientemente um solitário mendigo que estava lá sentado. No mesmo dia de chuva em que quatrocentas pessoas da Tupperware francesa andavam de bicicleta no calçadão da praia de Copacabana. No mesmo calçadão que no outro dia, uma menininha dançava break e roubava a cena dos dois marmanjos que por mais que dançavam, não conseguiam superá-la.
À noite na praia de Ipanema você poderia até avistar dois luaus diferentes acontecendo a menos de metros de distância, um de um grupo de teatro desafinando o Gonzaguinha, e outro de um grupo evangélico, convivendo de maneira harmoniosa. Ou até mesmo enxergar de longe uma pessoa fazendo tai chi chuan, ou dança ou kati de kung fu sobre as pedras do Arpoador. Entre as quais um mendigo dormia escondido tentando sonhar por entre amassos vorazes de casaisinhos que frequentavam o local.
É você ouvir pagodim numa van da Gávea e achar até engraçado, por se lembrar dos tempos da van de Itaquera.
Apesar de ser dia de eleições, a cidade não transpirava dever, e sim prazer. Niterói com a sua vista privilegiada e as famosas barcas que serão melhoradas com o King Size das terras do Rio de Janeiro.
É você ver moças se beijando com intensidade sem se preocupar com quem vê ou quem deixou de ver.
É tocar violão no calçadão com um grupo de canadenses que falavam um pouquinho de português.
É andar na rua, avenida Atlântica que fica fechada no feriado para caminhadas, patinadas.
E será que foi apenas um sonho mesmo? Quando a comissária disse "Bem-vindos à Brasília", eu senti como se o despertador tivesse tocado, me acordando e trazendo de volta à realidade. Mas com uma sensação de que viajei no meu sonho ou sonhei na minha viagem.

domingo, 19 de setembro de 2010

NO LLORES POR MI ARGENTINA

Parece que nestas férias eu não saí de casa. Porque a viagem que eu fiz foi da capital do Brasil para a capital do Brasil. A viagem durou cinco dias, o suficiente para eu me apaixonar. Foi um tour de paseos e boliches (balada na Argentina). Confira:
O primeiro dia (dia 13) cheguei com chuva, depois de passar meses na secura brasiliense, saio do avião e respiro umidade. De cara conheço os brasileiros que vão estar no albergue e chego lá. Vou dar um rolé pelo centro conhecendo a Casa Rosada (que só abre para visitação aos sábados) e a Plaza de Mayo famosa pelas suas manifestações. Só para ter uma ideia, na segunda tinha uma manifestação dizendo algo como "As Malvinas são nossas". Volto para o albergue porque mais tarde sairia de balada. Na segunda fomos ao Club Severino, que disseram, ficava perto do hostel. Andamos, andamos, andamos, e a cada quadra que a gente perguntava, eram mais duas quadras para andar. Na chuva. Mas chegamos e a balada me lembrou os tempos da ECA, com muito hip hop e música das antigas.
No dia 14 fui fazer um city tour por la Boca e por San Telmo. La Boca é a região dos boêmios do tango, mas que agora virou boca de fumo. Na verdade, a rua do Caminito está em bom estado e com os cortiços coloridos e os restaurantes com gente tocando, cantando e dançando tango. Lá tem até uns Maradonas de cera para você tirar fotos com ele. Infelizmente não fui no estádio da Bombonera, que ficava a três quadras de lá mas teria que passar por uma bocada da boca. Depois, fui pra San Telmo, onde tem o famoso mercado de San Telmo onde vendem de tudo, principalmente miúdos para a parrillada. E aí minha ideia de experimentar todos os pratos locais cai por terra, porque descobri que a parrillada é feita de miúdos de boi, até mesmo sangue. Almoço num restaurante de praça chamado Café nel Arbol cujas mesas ficam debaixo de árvores e você almoça ao ar livre vendo dançarinos de tango e se esquivando dos pombos. A tia do restaurante deixa migalhas bem longe das mesas que é para eles evitarem de voar perto da comida, mas sempre tem um gaiato que almoça e joga o pão para os pombos se aproximarem. Na volta de San Telmo passo pela Plaza de Mayo onde havia uma manifestação do movimento dos trabalhadores rurais. À noite, jantamos a famosa empanada do La Continental, uma das empanadas mais famosas e hypadas de Buenos Aires e seguimos rumo a Jannoy, uma baladinha numa rua agitada de Palermo que de terça-feira toca reggaeton. Para quem não sabe, o reggaeton é uma dança que faz o funk carioca parecer bailinho de colégio. Mas fomos lá aprender o tal do reggaeton. Mas não tocou só isso: tocou salsa, tocou cumbia e tocou... axé e música brasileira. Exatamente, na balada latina tocaram o já internacional "Rap das Armas", "Dança do vampiro", "Dança da mãozinha", "Olha a onda" e para encerrar com chave de ouro a sessão Brasil, "Chora me liga" na original e em espanhol versão cumbia.
O dia 15 foi o dia para conhecer a parte de compras de Palermo. Justo quem, a pessoa menos familiarizada com turismo de compras. Lá tem bastante outlets de marcas normais e esportivas. Acabei comprando um tênis pra corrida e só. Fui de metrô, e o metrô de lá é meio feinho e ruinzinho. Em uma escala de transportes públicos: Munique > Madrid > Nova Iorque > Lisboa > São Paulo > Rio de Janeiro > Roma > Buenos Aires >>>>>> Brasília. À tarde fui ao Malba que merece uma visita. Lá tem importantes obras latinoamericanas do século XX, como o Abaporu da Tarsila do Amaral e um dos autorretratos da Frida Kahlo. Paro para tomar o famoso sorvete de doce de leite argentino da Freddo. Fiz tudo de ônibus. Ele funciona somente com moedas e não tem catraca nem cobrador. À noite, iriamos ao Museum mas este já tinha fechado as portas. Chegamos na rua Honduras onde fomos tomar uma cerveja Brahma (sim, a Quilmes aqui é a Brahma de lá e vice-versa) na Brujas onde vimos e ouvimos um pouco mais de reggaeton e música brasileira como pérolas do Terra Samba (Nada mal...), Netinho-ô-Milla (Foi sem querer que eu beijei a sua boca...) e Skank (Garota Nacional em espanhol). Depois deste esquenta rápido, fomos ao Kika onde tinha duas pistas: uma eletrônica e reggaeton onde tinha uma pista que os pibes se jogavam.
Voltei pro hostel às quatro e pouco para acordar dia 16 às seis e ir pegar o ferry-boat para Colonia del Sacramento, uma cidadezinha do Uruguai na orla do Rio da Prata, que fica a uma hora de Buenos Aires. De lá, você pode alugar um carrinho destes tipo Projac para passear pela cidade, que é toda bonitinha e pitoresca, marcada pela colonização portuguesa e espanhola. Depois de conhecer a cidade, mais um boliche portenho: O Niceto Club, onde às quintas-feiras rola a festa Club 69, com performances burlescas a Moulin Rouge com uma pitada de... er... entrem no site. E a balada é regada a muita música eletrônica.
Dia 17 foi o dia para conhecer a Recoleta, um bairro bonitinho com um cemitério onde está enterrada a Evita Perón. No túmulo dela tem até flores. Almoçamos e tomamos um bom vinho argentino (um Terraza Argentina malbec o qual fui encarregada de experimentar como um legítimo sommelier) e andamos pelas ruas verdes do bairro. Pessoas faziam a divulgação do projeto Un Techo para Argentina, que soube que também tem aqui. Visitamos o Museu de Bellas Artes, maior, de grátis e mais tradicional que o Malba. Segui para Puerto Madero para ver os predinhos bonitinhos à beira do canal e assim encerrei a viagem, pois fiquei acordada no albergue esperando a hora de ir para o aeroporto. Sorte que tinham alguns caras com violão e percussão cantando música argentina e olha só: Legião Urbana, Cazuza, Paralamas, Djavan e até Mamonas Assassinas (aquellos que cayeron el avión en Brasil).
Curiosidades da Argentina:
- A tomada é chanfradinha e diagonal, mas eles vendem adaptador.
- Os brasileiros já estão falando português com os hermanos, que tiveram que se virar para aprender o idioma. E como tem brasileiro... mais até que Nova Iorque.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

AT THE COPA, COPA BAFANA

Um apanhado dos jogos enquanto eu estava fora do mundo (mas perto do jogo do Brasil), mais os jogos de hoje. Nem todos os jogos serão comentados.

Holanda 2 x 0 Dinamarca - Queimando tudo até a última ponta
Estava vendo o começo do que foi um jogo bonito, não só pela beleza dos jogadores (Vai, me dá um desconto, sou mulher!) Mas nada bonito foi o primeiro gol contra da Copa. O dinamarquês Poulsen deu uma cabeçada esdrúxula e ficou com cara de banana durante a comemoração holandesa. Luiz Roberto narrando, coloquei na Band para ouvir o Luciano do Valle esbanjando seu dinamarquês, chamando o Gronkjaer (pronuncia-se algo como Gronquiar) de Grondkjaér. Kjaer (Pronuncia-se quiar) virou Cajaér.

Japão 1 x 0 Camarões - Ebi no niguiri
Placar bastante significativo, mas pena que eu quase não vi nada deste jogo. No aeroporto não passa Copa do Mundo.

Itália 1 x 1 Paraguai - C'e Cannavaro, c'e capitano
Quando cheguei, estava passando o comecinho deste jogo, que começou com um gol paraguaio, mas a Itália deu a bota.

BRASIL 2 X 1 Coreia do Norte - Míssil de longa distância
Este jogo foi exibido no telão. Todo mundo vestido de verde e amarelo para torcer para a seleção de Dunga. Músicos deixavam o pagode rolar solto (para que o Galvão não pense que Olodum é o ritmo da Copa). Os músicos até tocaram o hino do Brasil (mas deviam ter tocado também o da Coreia do Norte, direitos iguais). O Kaká não estava se mexendo, ao contrário do que o Galvão falava, o primeiro tempo foi fraco. E o Galvão falou que alguém pôs a mão na cabeça. Como estava na Bahia, é porque ia começar o rebolation. Mas o Brasil meteu dois gols no segundo tempo, um deles à Jabulani. O gol norte-coreano marcado em um ataque surpresa no final do jogo murchou o pessoal.

Espanha 0 x 1 Suíça - Quem ri por último
A primeira zebra da Copa. Todo mundo apostando na favorita Espanha, que acabou perdendo. Os espanhóis ficaram zoando os brasileiros que íamos perder e etc, mas no final, foi hora de zoar com os espanhóis. Vou perguntar para uma "E a Suíça?". Eis que ela me responde: "Ótima, ótima, dia 28 iremos jogar com o Brasil, que é o que nós queremos!"

África do Sul 0 x 3 Uruguai - Silêncio maracanânico
Soube do resultado do jogo. Falaram que neste jogo até as vuvuzelas se calaram.

Honduras 0 x 1 Chile - Set point
Soube do resultado do jogo porque estava jogando vôlei e um dos jogadores era chileno. Tinha também alemães e argentinos jogando com a gente.

Argentina 4 x 1 Coreia do Sul - Território inimigo
Argentinos estes que eu acabei perguntando do resultado do jogo. Um deles me respondeu "4 a 1". Perguntei de volta: "Para a Argentina?" E ele com aquela tradicional postura argentina: "¿Como no?" Os gols foram marcados por Higuain, o genro de Maradona. Não faz nada além de gols e comer a filha dele.

Grécia 2 x 1 Nigéria - presente de grego
A Grécia nunca havia feito um golzinho sequer em Copas. O time de Obinna teve até jogador expulso. E pelo jeito, lá vou eu ficar em último no bolão de novo...

França 0 x 2 México - Volta o cão arrependido...
O melhor jogo da Copa. Galvão Bueno já havia falado que domingo o Brasil pega a Costa Rica. Disse que o juiz deu 3 minutos como pediu Arnaldo Cézar Coelho. Mas o melhor de tudo é ver a seleção francesa sifudè.

Alemanha 0 x 1 Sérvia - Circo Stankovic
Acordei e a Sérvia já tinha marcado. A Alemanha estava nervosa. Cacau já tinha derretido em campo. Klose foi fechado e expulso de campo. O sérvio mais brasileiro do Brasil Petkovic estava assistindo o jogo com Cléber Machado e ainda teve que ouvir a perguntinha do expectador: "A Sérvia é a grande zebra da Copa do Mundo?" Decerto o expectador é anti-flamengo.

Eslovênia 2 x 2 EEUU - Já coloquei um Altidore em todos os jornais
Assisti em High Definition. Os meninos dos Balcãs começaram com dois gols e uma coreografia animada para comemorar. Os estadunidenses começaram a avançar e marcaram gols. Com a ajuda de um Altidore, o que fez o prefeito de São Paulo pirar, Bradley (o filho do técnico, numa espécie de Bernardinho-Bruninho do futebol) marca o segundo gol e comemora com um montinho. O lance polêmico da partida foi um gol legítimo feito pelo Edu, que foi anulado erroneamente. E na grande área, alguns jogadores estadunidenses estavam sendo encoxados pelos meninos dos Balcãs. Uma pena.

Inglaterra 0 x 0 Argélia - Jogo Roo-im
Galvão narrando, porque ele é apaixonado pelo gigante Crouch. Beckham assistindo em campo. Eu tive a impressão de pelo fato de Beckham estar machucado e fora do jogo, o jogo inglês ficou mais feio. Não só porque Beckham é um gato, mas a seleção inglesa estava apática em campo. Os argelinos por sua vez, estavam escorregadios demais. Tanto que o fato mais inusitado do jogo foi no primeiro tempo, quando um singelo pombo estava assentado em cima do gol argelino assistindo o jogo.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

NÃO VÁ PARA NOVA IORQUE, AMOR, NÃO VÁ...

Mas fui. Ignorei o Lulu Santos (que não me respondeu um e-mail que mandei em 1996) e fui me embrenhar numa cidade que não dorme, mesmo.
Cheguei dia 16 quando a cidade estava em alerta laranja de terrorismo, mas ninguém sabia o porquê. Mesmo assim, subimos no topo do Empire State Building, o maior arranha-céu de Nova Iorque desde 2001 onde vimos a cidade por cima. Dava para enxergar a estátua e a bola do reveillon da Times Square (que mais tarde descobri que é uma maçã). À noite, chegamos na Times Square e vimos todo o burburinho daquela metrópole. É um jogo de luzes impressionante e indescritível. Jantamos na Sbarro, uma Pizza-Hut mais gigantesca que só existe em Nova Iorque (ou nos EEUU)
No dia 17 saltamos até Nova Jersey onde está situado o outlet Woodbury, a muvuca das compras. Até eu cometi algumas extravagâncias (como diria Dado Dolabela, eu "traí o movimento"). Como não ia comprar mais nada depois, circulei pelas quiosques mais 1406 do local e conheci algumas peças raras, como um italiano que afima ter vendido chapinha para Vanessa da Mata. Para ficar mais real, ele diz que ganhou o CD e cantarolou um pedacinho de "Boa sorte/Good Luck". À noite, outra loja de departamentos, a Macy's, a maior do mundo, com 10 andares só de roupas, perfumes, sapatos, bijus (as da Feira da Lua são melhores, mais bonitas e mais baratas) e maquiagem. Jantamos no KFC, com aqueles trecos de "frango com tudo dentro". A vendedora até achou que eu fosse grega, mas sabendo que eu era do Brasil, disparou: "Do you know Ronaldo?" E brilha muito no Curíntia!
Mas para quem pensou que só fui para comprar, dia 18 realizei o city tour passando pelos diversos pontos de Nova Iorque, como o SoHo, a Chinatown (uma espécie de 25 de março dos novaiorquinos), a Stonewall (na Gay Street), passamos na Strawberry Fields, um campo dentro do Central Park que foi criado para homenagear John Lennon, morto no edifício Dakota em frente. Também descemos em um mirante que dava para ver a Estátua da Liberdade (que estava com a tocha acesa) e o Marco Zero, onde eram as duas torres do World Trade Center. Aproveitei depois para circular pelo metrô novaiorquino, que está meio caindo aos pedaços apesar de ser um bom transporte. Só para ter ideia, os vagões do metrô de São Paulo são mais bonitos. Até ajudei um estadunidense de Wisconsin a chegar na Times Square. À noite, fomos até lá de novo para conhecer a loja da Sephora, loja de cosméticos e maquiagem que você pode experimentar tudo. Me joguei lá.
No dia 19 fomos pegar a balsa para Staten Island, uma espécie de balsa Rio-Niterói que passa perto da Estátua da Liberdade, e é de grátis. Dá para tirar fotos boas da estátua. Passamos em frente ao Marco Zero e descobrimos que algumas lojas não estariam funcionando por conta do ano novo judaico. Depois, fomos conhecer a ONU (só a fachada, porque dentro é só salas de reuniões), o MoMA (onde tem as famosas sopas Campbells do Andy Warhol), e a loja FAO Schwartz, onde tem o famoso piano do filme "Quero ser grande". Passamos pelo Rockefeller Center, que também tem um mirante, mas como já tínhamos ido no mais alto de Nova Iorque, não subimos. À noite saímos na noite novaiorquina, mais precisamente no bairro Hell's Kitchen onde tem as baladinhas mais alternativas da cidade.
E no dia 20 que iríamos embarcar de volta ao Brasil, fomos passar pelo Central Park e pelo Metropolitan e no Museu de História Natural onde foi filmado o "Uma Noite no Museu".

Curiosidades de Nova Iorque:
Tomada de pininho não entra. Tem que ser a outra. Eles vendem adaptador por lá.
Você se sente em casa lá porque tem um monte de brasileiros.

terça-feira, 21 de abril de 2009

ARAXÁ, ARAXÁ, OBÁ, OBÁ

Acabei de voltar de Araxá. Cidade pequena, voltada totalmente para o seu termas de banhos inacessíveis (a sauna mais barata era de R$ 21,00). Tudo retratava a Dona Beja, até algumas pinturas mais atuais que retratavam-na como a Maitê Proença.
Mas nem tudo era água e Beja em Araxá neste feriado. É que estava bem perto de mim a 35a ExpoAraxá, feira pecuária voltada para o girolando. Para quem não sabe, é uma raça de gado bovino híbrida de Gir com Holandês. De manhã, havia as exposições e um "desfile" de gado, no qual eles avaliavam sua estrutura, porte leiteiro, abertura de pernas, enfim, um concurso de miss bovino. As crianças poderiam brincar com as mulas e os pôneis da região.
À noite, era a festa de rodeio. Antes da abertura oficial do rodeio profissional, as criancinhas na arena brincavam de montar em cima de ovelhinhas. Depois, o locutor Ocimar Custódio animava a plateia e chamava a comissão organizadora, os peões, as rainhas e princesas do rodeio, e Zé Trovão, um tocador de berrante down que tinha mais dicção que muito locutor de rodeio com 46 cromossomos. Chamaram os cavalos com as bandeiras da cidade, do Brasil e dos patrocinadores para tocar o hino nacional. Vi muita gente que não tinha tirado o chapéu, mas até a peã que estava montada num cavalo segurando ao mesmo tempo a rédea, a bandeira e o chapéu conseguiu. Depois do hino, o locutor apagou as luzes, soltaram fogos e mostraram as imagens de Jesus e de São Sebastião, protetor dos boiadeiros, e uma superprodução com a imagem de Nossa Senhora Aparecida. Mais fogos e começou o rodeio. Um peão no sábado não conseguiu soltar seu braço da corda e foi pisoteado pelo touro. Foi levado de maca até a ambulância. Graças a Deus só quebrou 11 costelas, nenhum órgão foi perfurado. E poucos peões conseguiram ficar os 8 segundos.
Bem, vamos aos shows. Sábado teve Milionário e José Rico. A primeira dupla que eu vejo a cantar invertida. O Milionário está a direita e o Zé Rico, em carne, osso, óculos escuros, anéis e mão na orelha, à direita. Sim, ele continua pondo a mão na orelha apesar dos avanços tecnológicos do retorno, que ele abomina. Zé Rico nos intervalos das músicas repetia "Enquanto descansa, agradecemos... e agora, enquanto descansam, cantaremos uma do nosso repertório" Só não entendi quem estaria descansando, se a banda, ou nós.
E domingo foi o dia do show de César Menotti & Fabiano. Cesinha emagreceu um bocado. O show deles foi animado, e eles tocavam de tudo, até "Segura na mão de Deus" e "Erguei as mãos" em ritmo sertanejo. O parque de exposições estava lotado de gente assistindo o show. Eles cantaram "Leilão", "Como um anjo", "Sem medo de ser feliz" e, claro, "Ciumenta", animando uma plateia que aguardou 10 minutos de locutor agradecendo à prefeitura e ao deputado.
O importante de tudo isso é que foi um verdadeiro curso intensivo de imersão para eu conhecer a cultura sertaneja e entrar no clima para cantar dia 25. Seguuuuuura peão!

sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

CÁ ENTRE NÓS - UM AGASALHO BRASILEIRO NA EUROPA

Estou em um cyber café em Lisboa. Lisboa é lindo, e Fátima também. Este é o post da chegada, pois amanhã pego meu vôo de volta para o Brasil. Não dá pra escrever tudo o que passou por aqui, só mesmo através do meu diário de bordo. O que eu vou fazer é escrever no diário de bordo de volta no Brasil.
Beijos a todos.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

PARARATIMBUM BUM BUM = UM AGASALHO BRASILEIRO NA EUROPA

Hola personas.
Estou aqui na internet publica de Madrid para avisar que fui a Monaco e fiz o caminho do Ayrton Senna. Agora tentarei conhecer a cidade, sem touradas.

domingo, 24 de fevereiro de 2008

A ITALIA DEU-LHE A BOTA - UM AGASALHO BRASILEIRO NA EUROPA

Buon giorno a tutti!
Estou aqui numa casa de lan em Roma, para dizer a todos voces que fui a Roma e vi o Papa! é sério! Ontem fiz um tour pelo Vaticano, e como estava tendo uma audiencia com professores e alunos daqui, o Papa iria falar para estas pessoas. E ele apareceu com seu papamovel dando sua bençao (sim, pessoas, aqui na Italia tem cedilha e voces nao pensarao que irei para Franca em vez de ir pra França!)
Hoje fui conhecer todo o centro, que é facinho de ir a pé. Como estava com meu agasalho brasileiro, ouvi alguns "Brasile, Ronaldo!" no meio do caminho, até tocaram "Garota de Ipanema" na Piazza Navona. O Coliseu é uma coisa de louco de enorme de grande! E tinha muito peruano. Alias, eles "invadiram" a Europa toda.
Ah, me virei bem com meu "italiano", entendi e fui entendida, e isso é o mais importante. Hoje à noite parto para França (com cedilha!) e amanha começarei meu tour em Nice. Quero ver como é gostoso o meu frances.
E acompanhe também a saga de duas amigas que nao precisam tanto ter este problema com a tecla SAP, pois elas falarao somente um idioma: http://vemnaminhabrasil.blogger.com.br

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

UM AGASALHO BRASILEIRO NA EUROPA - AUF WIEDERSEHEN MÜNCHEN!

Pátria amada, idolatrada, salve-salve!

Munique, cidade de um frio tamanho
Que dos narizes toda hora sai ranho

Hoje aqui na escola será o dia do buffet de comidas nacionais, ou seja, cada um terá que fazer um prato típico do seu país (e barato, porque as coisas brasileiras aqui sao carésimas: um quilo de mamao papaia por EUR 8.95!)
E música também. Tem um brasileiro que falou que ia trazer o violao (eba, minha crise de abstinência sem tocar violao vai embora!), só que tem um detalhe...
Eu nao sei tocar "Garota de Ipanema"! Até o Alexandre Pires tocou para o seu Bushinho.
Daí fui numa loja de artigos musicais perto da Isartor e encontrei até uma partitura. Fiz uma pequena gambiarra, anotei em um papelzinho (está toda errada!) e vamos ver no que dá.
Esta será praticamente a última postagem do Agasalho Brasileiro na Europa aqui em Munique. Sexta-feira irei para Roma e a partir daí será uma correria só. Arrivedeci!

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

MAFÊ ABAIXO DE ZERO - UM AGASALHO BRASILEIRO NA EUROPA

Gruß Gott!
Passei um fim de semana inteiro com temperaturas abaixo de zero. Impressionante!
Na sexta tivemos o que eles chamam de "Blitz-Eis". Choveu e como a temperatura estava abaixo de zero, formou uma fina camada. Resultado: todo mundo escorregou, patinou, etc. Eu até tinha ido trocar de tênis, achando que a bota comprada na Rede Galinha Morta me fez escorregar.
Na sexta mesmo fui a Dachau. A gente vê daí como foi trash a 2a Guerra Mundial para os alemaes, como eles sofreram e muito. Falando com a Gastmutter (Host mother em alemao), percebi como o nazismo é uma ferida aberta ainda.
Sábado, para refrescar a cuca um pouco, fui conhecer o castelo da Cinderela, o de Neuschwanstein. Antes, também tem outro, o Hochschwangau. Tava tao frio mas tao frio que o Alpsee, lago próximo aos castelos, tinha congelado e formado uma fina camada de neve. Resultado: danca do gelo! E tinha muita neve (ok, nao muita como nossas amigas nos EUA estao vendo)!! Até rolou uma guerra de neve (quem comecou foi o carinha da Islândia, para ver que os brasileiros nao sao as únicas criancas felizes com neve). No nosso grupo do castelo estava mais uma brasileira, duas espanholas, duas estadunidenses, uma romena, o islandês e um cara da Tunísia! É gente do mundo inteiro passando por aqui. E lá tinha muito brasileiro.
Bem, meu tempo aqui acabou. Vou voltar pra aula.
Tschüß!

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

LIEBE IST, SO WIE DU BIST - UM AGASALHO BRASILEIRO NA EUROPA

Servus! (e patronus também...)
Frohes Valentinstag!
Hoje, aqui na Alemanha, é o Dia dos Namorados. O dia de Sao Valentim diferentemente dos EUA e do México aqui se comemora os namorados, apaixonados e etc. Acho que é só no Brasil que se comemora dia 12 de Junho.
Aqui hoje o frio está tanto que as árvores estao branquinhas, as ruas estao branquinhas, os carros estao branquinhos, até o ranho que sai do nariz devido ao frio vira bigodinho de Leonardo di Caprio no Titanic.
Já me falaram umas 4x que eu sou italiana e/ou que tenho cara de italiana. Va bene. Quero ver se na Itália sou confundida com brasileira mesmo. Io no sono italiana!
Bem, é isso, o computador aqui da escola pirou e está pedindo para reiniciar ou reiniciar. Como nao tenho opcao, vou deixando esta mensagem de feliz dia dos namorados, ou feliz dia de Sao Valentim!
Tschau!

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

UM AGASALHO BRASILEIRO NA EUROPA - MUNIQUE

Brasileiros e brasileiras.
Ontem vi os Alpes. Na verdade tive que ir até uma cidade chamada Bad Tölz para poder ver melhor. Achei que fossem mais branquinhos, mas é o aquecimento global.
Sexta fui no Allianz Arena, onde ontem foi o jogo do Bayern contra o Weder Bremen do Diego. Eles tem geral que nem no Pacaembu!
Coloquei algumas fotinhos no iogurte para os chegados.
E vao na delas Brasil!

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

PLANTAO AGASALHO BRASILEIRO NA EUROPA INFORMA

Hoje vi neve! Ao contrário de Canela, que a neve caia e nem ficava no chao, hoje a neve estava cobrindo carros, mato, casas, janelas e etc. Perdi o ônibus por ser uma crianca feliz brincando com a neve. E parabéns Thiago Pereira Gonzalez por ter passado na Fuvest! Thi-thi-thi-Thiago!
E acompanhe também a saga de nossas meninas que viram muito mais neve do que eu: http://vemnaminhabrasil.blogger.com.br

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

MAFÊ EM MUNIQUE - UM AGASALHO BRASILEIRO NA EUROPA

Pátria amada, idolatrada, salve-salve!
Mando notícias da gélida Munique. Apesar de eu ter parte dos acentos comigo, nao terei nem til nem cedilha. Portanto, se eu escrever que irei para Franca, nao é no interior de SP!!!
Domingo cheguei em Lisboa com meu vôo atrasado, corri atrás da conexao e já estava partindo. Conseguiram pelo menos retirar a minha mala. Moral da história: Foi para Portugal, perdeu o lugar. Fiz um pequeno tour nas redondezas e peguei à noite meu vôo para Munique. Uma turbulência das grandes que até amarelei. Ao chegar lá, cadê minha mala?
Passei segunda feira sem a mala comprando coisinhas de necessidade até a minha mala chegar, pois o cara da Lufthansa disse que minha mala estava em Lisboa. À noite, minha mala chegou! Ufa...
Ontem tivemos o carnaval aqui, também conhecido como Fasching. Me diverti, porque os alemaes sao criativos em preparar fantasias para circular nas ruas a 0°C. As barracas vendiam os gorós locais, mas vendiam também a nossa caipirinha! Tinha até alguns alemaes se atrevendo a tocar samba e axé dos moldes do Olodum!
Na minha casa, estou com mais um suico e um venezuelano e sua namorada alema. Engracado é que quando junta os quatro para conversar, é uma verdadeira Torre de Babel!
Na minha turma da escola, tem um português, dois suícos, uma romena e eu. Nós junto com uma eslovaca e um moco de Camaroes estávamos pulando o carnaval de Munique.
Hoje provavelmente irei ao BMW Welt. Estou vendo que terei tempo livre de sobra.
Portanto, pessoas do meu Brasil, divirtam-se, cuidem-se, que eu daqui mando Grüße para voces.
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