Conheci eles num coral. Essa frase pode parecer lírica se você imaginar alguém cantando Hallelujah de Haendel, de Mozart ou mesmo do Leonard Cohen. Mas o coral em questão se apresentava fazendo percussão corporal e estavam lá. Dançando. Nunca vou me esquecer: a música em questão era um medley patriótico do Ary Barroso.
Quando as pessoas batiam palmas no tempo, eles batiam no contratempo. Quando cantavam a segunda voz, ninguém queria cantar a primeira. Foi paixão à primeira vista. Pelo menos pra mim, acho.
Passamos alguns ensaios ao som de Seal e Flávio Venturini e conversávamos via Yahoo Grupos. De lá migramos para o Google Grupos. Do Google Grupos para o Voxer (que "remixava" minhas mensagens de voz). Do Voxer, para o Whatsapp.
Fiz parte do grupo quando ele tinha 6 anos e eu 3 de Brasília, mas parecia que a vida começava ali. Fizemos apresentações em horários de almoço para empresas, casamentos, livrarias, casas de show, barzinhos, peças de teatro, programas de TV. Viajamos o Brasil dividindo medos de avião. Escrevemos projetos, arranjos, métodos de trabalho. Das músicas que eu gosto, várias foram cantadas. Aprendi o que é ser artista, ter presença de palco, e até como me vestir sem parecer um hominho e muito menos uma periguete.
Um dia, o grupo acabou. E não foi fácil. Choramos nos ombros de nossos respectivos maridos. Se ao menos a gente tivesse gravado um CD, eu penso, levaria sempre eles comigo.
Esta semana, pela primeira vez, vi o grupo que fizemos juntos uns remanescentes. Eu saí para morar em outra cidade, mas deixei alguns arranjos para eles se divertirem. E o que me deu foi uma felicidade profunda de ter criado legado na vida. Escutem aqui em baixo o arranjo que eu fiz para o grupo Supertronica, "Puro Êxtase/Garota Nacional". Originalmente para cinco vozes, mas eu fico cantando a segunda voz em cima.
O que faz Maria Barrillari? Na realidade, eu não sei, mas entre aqui que te conto!
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segunda-feira, 19 de setembro de 2016
domingo, 13 de outubro de 2013
QUERO SER ESTRELA LÁ NO RIO DE JANEIRO 2 - é tão bom quando tudo dá certo
Ano passado, o Laugi ganhou o concurso de grupos vocais Brasil Vocal no Rio de Janeiro, e como continuação do prêmio, fomos convidados para abrirmos o show de um dos grupos vocais mais conceituados do Brasil, o Boca Livre. E como se deu a preparação para este momento?
Parte 1 - Brasília
Como íamos para o Rio de Janeiro não dava para ir no anonimato, o Laugi fez um senhor show, e para isso precisaríamos de uma divulgação maciça. E no dia do show aparecemos três vezes na televisão: a primeira numa notinha do DFTV hora do almoço, a segunda fechando o DFTV segunda edição e outra na Band no seu jornal local, fazendo-se cumprir a terceira parte da profecia. O show aconteceu no Teatro Oi, cumprindo-se a parte final desta profecia que foi a música de abertura deste show. Num dia chuvoso, conseguimos encher aquele teatro não só de fãs mais de pessoas que ainda não conheciam o nosso trabalho. Neste dia, teve até maquiadora para as meninas, e eu fiquei com cara de capa de revista Nova. O show também tinha contado com divulgações em Taguatinga, ParkShopping e num jazz pub muito legal chamado 10 0 13.
Parte 2 - Rio de Janeiro
Depois do show, tivemos menos de duas semanas para arrumar nossas malas e fazer um desapego de músicas para levar, pois nosso show no Oi teve duas horas e teríamos apenas 40 minutos antes de abrir para o Boca Livre. Fora isso, Paulão operou a apendicite, Giselle teve distensão muscular tão feia que acharam que era trombose. Chegamos no Rio, uns na quarta e outros no dia. Quem chegou na quarta, na hora da descida, fez uma egrégora de mãos dadas para unir energias enquanto o piloto sem noção assustava a gente berrando: "TRIPULAÇÃO... pouso autorizado." Na quarta, fomos até a tenda, inaugurada para uma grande programação cultural até 2014, e com capacidade para 600 pessoas. Foram os primeiros shows do Festival Brasil Vocal, incluindo grupos vocais veteranos e a nova geração. No primeiro dia, tivemos o grupo Ordinarius que conta agora com Marcela Mangabeira, ex-BeBossa. Eles apresentaram seu arranjo mundialmente conhecido de As long as you love me e outras canções de seu repertório. E logo após vieram cantar o Quarteto em Cy, divassas cantando sucessos consagrados em aberturas de novelas. Na quinta, o grande dia do show, cada um se preparou como pôde, ou indo pra praia, ou indo pra piscina, ou indo pro Rio diretamente pra tenda. Na tenda, demoramos para passar o som até conseguirmos regular bonitinho. Feito isso, teríamos apenas uma hora e meia para voltar pro hotel, se arrumar e ir cantar. Isto porque era uma quinta, tinha gente com mala ainda e o evento era na Candelária e estávamos no Catete. Chegamos e fizemos o milagre da multiplicação dos minutos, se arrumando, maquiando, tomando banho, ajeitando o cabelo. Claro que só conseguimos sair sete e meia da noite para pegarmos um metrô e andarmos mais uns 200 metros (o pessoal que estava meio lesionado rachou um táxi) e eu sair andando nos paralelepípedos do centro do Rio de saltão. O primo do Jairo que encontrou a gente no metrô estava desejando um "Quebre a perna" quando eu quase quebrei a minha caindo nos paralelepípedos. Chegamos, nos recompomos e o pessoal do Boca Livre chega no nosso camarim desejando merda pra gente! Subimos pro palco e nunca antes na história destes shows todos entramos tão relaxados num palco tão desconhecido. Aquele lugar era nosso, e muita gente aplaudia. De todos os três dias, o nosso foi o único que não fecharam a tenda pra calçada, então quem passava por lá poderia ver e ouvir a gente. E muita gente parava pra ver, principalmente na hora do hino. A plateia aplaudiu muito a gente, e foi uma das nossas melhores apresentações ever! E depois demos lugar para o Boca Livre, que foi simplesmente lindo. Elogiaram a gente, cantaram lindamente, e todos eles têm a voz do Zé Renato! O Maurício Maestro é uma elegância só tocando o baixo e cantando. No final, eles chamaram a gente para dividir o palco e cantarmos Ponta de Areia, que mesmo que 90% de nós não soubessem a letra inteira, foi muito emocionante. Nós falamos que já cantamos um arranjo de Bicicleta, e eles pediram pra gente cantar, e no final eles estavam cantando junto com a gente! Foi simplesmente um momento surreal! Depois comemoramos juntando David Reis, que tinha acabado de chegar para concorrer ao mesmo concurso que o Paulão ganhou ano passado, o de arranjos vocais. Brindamos ele com as falas da peça que cantamos ano passado. Sexta, depois de dever cumprido, voltamos lá pra ver o show do grupo vocal baiano MP7. Foi simplesmente fantástico, e neste grupo, tem uma moça que faz percussão vocal. E o MPB4 que veio depois foi muito fofo reverenciando o MP7. O show deles foi simplesmente lindo e o cara da iluminação roubou a cena.
E já teremos atividades na quarta e na quinta, depois desta estadia maravilhosa no Rio: show Nosso Jeito no Guará. VEM COMIGO!
P.S.: questão de honra pra mim aprender a Ponta de Areia inteira!
Parte 1 - Brasília
Como íamos para o Rio de Janeiro não dava para ir no anonimato, o Laugi fez um senhor show, e para isso precisaríamos de uma divulgação maciça. E no dia do show aparecemos três vezes na televisão: a primeira numa notinha do DFTV hora do almoço, a segunda fechando o DFTV segunda edição e outra na Band no seu jornal local, fazendo-se cumprir a terceira parte da profecia. O show aconteceu no Teatro Oi, cumprindo-se a parte final desta profecia que foi a música de abertura deste show. Num dia chuvoso, conseguimos encher aquele teatro não só de fãs mais de pessoas que ainda não conheciam o nosso trabalho. Neste dia, teve até maquiadora para as meninas, e eu fiquei com cara de capa de revista Nova. O show também tinha contado com divulgações em Taguatinga, ParkShopping e num jazz pub muito legal chamado 10 0 13.
Parte 2 - Rio de Janeiro
Depois do show, tivemos menos de duas semanas para arrumar nossas malas e fazer um desapego de músicas para levar, pois nosso show no Oi teve duas horas e teríamos apenas 40 minutos antes de abrir para o Boca Livre. Fora isso, Paulão operou a apendicite, Giselle teve distensão muscular tão feia que acharam que era trombose. Chegamos no Rio, uns na quarta e outros no dia. Quem chegou na quarta, na hora da descida, fez uma egrégora de mãos dadas para unir energias enquanto o piloto sem noção assustava a gente berrando: "TRIPULAÇÃO... pouso autorizado." Na quarta, fomos até a tenda, inaugurada para uma grande programação cultural até 2014, e com capacidade para 600 pessoas. Foram os primeiros shows do Festival Brasil Vocal, incluindo grupos vocais veteranos e a nova geração. No primeiro dia, tivemos o grupo Ordinarius que conta agora com Marcela Mangabeira, ex-BeBossa. Eles apresentaram seu arranjo mundialmente conhecido de As long as you love me e outras canções de seu repertório. E logo após vieram cantar o Quarteto em Cy, divassas cantando sucessos consagrados em aberturas de novelas. Na quinta, o grande dia do show, cada um se preparou como pôde, ou indo pra praia, ou indo pra piscina, ou indo pro Rio diretamente pra tenda. Na tenda, demoramos para passar o som até conseguirmos regular bonitinho. Feito isso, teríamos apenas uma hora e meia para voltar pro hotel, se arrumar e ir cantar. Isto porque era uma quinta, tinha gente com mala ainda e o evento era na Candelária e estávamos no Catete. Chegamos e fizemos o milagre da multiplicação dos minutos, se arrumando, maquiando, tomando banho, ajeitando o cabelo. Claro que só conseguimos sair sete e meia da noite para pegarmos um metrô e andarmos mais uns 200 metros (o pessoal que estava meio lesionado rachou um táxi) e eu sair andando nos paralelepípedos do centro do Rio de saltão. O primo do Jairo que encontrou a gente no metrô estava desejando um "Quebre a perna" quando eu quase quebrei a minha caindo nos paralelepípedos. Chegamos, nos recompomos e o pessoal do Boca Livre chega no nosso camarim desejando merda pra gente! Subimos pro palco e nunca antes na história destes shows todos entramos tão relaxados num palco tão desconhecido. Aquele lugar era nosso, e muita gente aplaudia. De todos os três dias, o nosso foi o único que não fecharam a tenda pra calçada, então quem passava por lá poderia ver e ouvir a gente. E muita gente parava pra ver, principalmente na hora do hino. A plateia aplaudiu muito a gente, e foi uma das nossas melhores apresentações ever! E depois demos lugar para o Boca Livre, que foi simplesmente lindo. Elogiaram a gente, cantaram lindamente, e todos eles têm a voz do Zé Renato! O Maurício Maestro é uma elegância só tocando o baixo e cantando. No final, eles chamaram a gente para dividir o palco e cantarmos Ponta de Areia, que mesmo que 90% de nós não soubessem a letra inteira, foi muito emocionante. Nós falamos que já cantamos um arranjo de Bicicleta, e eles pediram pra gente cantar, e no final eles estavam cantando junto com a gente! Foi simplesmente um momento surreal! Depois comemoramos juntando David Reis, que tinha acabado de chegar para concorrer ao mesmo concurso que o Paulão ganhou ano passado, o de arranjos vocais. Brindamos ele com as falas da peça que cantamos ano passado. Sexta, depois de dever cumprido, voltamos lá pra ver o show do grupo vocal baiano MP7. Foi simplesmente fantástico, e neste grupo, tem uma moça que faz percussão vocal. E o MPB4 que veio depois foi muito fofo reverenciando o MP7. O show deles foi simplesmente lindo e o cara da iluminação roubou a cena.
E já teremos atividades na quarta e na quinta, depois desta estadia maravilhosa no Rio: show Nosso Jeito no Guará. VEM COMIGO!
P.S.: questão de honra pra mim aprender a Ponta de Areia inteira!
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segunda-feira, 15 de julho de 2013
O NOSSO NOVO JEITO, DO MEU JEITO, DE NOVO
Semana de recesso. Volta com encontros e despedidas. Tia, me dá um autógrafo? Sinusite. Ensaios musicais. Gravações. O Brasil acordou. Gravação do hino. Videoclipe na Esplanada. Divulgação no Facebook e no youtube. 1000 compartilhamentos. Responsabilidade aumentando. Exigência aumentando. Novas cenas. Foco, concentração e disciplina. Correr atrás do prejuízo. Semana final. Últimos detalhes. Espaço reduzido. Cortes. Desapego. Passada no teatro. Uma sem voz, outra com dores na lombar, eu com bursite no quadril. Flashmob no Terraço Shopping. Everyone must stand... opa, agora não. Luz e som. Entravada. Wololo. Aprendendo a andar de salto. Pussycat Dolls. Pose da Xuxa. Gravação de making of. Velas. Artificiais, claro. Cadeiras e bancos. Chegar em casa meia-noite.
Sábado. Relaxamento, divulgação, nail art e arrumação do cabelo para evento duplo. Arruma a mochila dupla. E o iPad? Chega no teatro. Arruma um balde pra pia. Lanchinho bem organizado. Limão e nada? Tem que arrumar o projetor. Não vai dar tempo de passar geral. Não vai dar tempo de se maquiar. Passagem rápida. Passa som e luz. A vela não apaga. Quase caí da cadeira. Maquiagem. Faz a sobrancelha. O pessoal já vai entrar. Apaga as luzes. Deixa a do banheiro. Meninas se maquiando com a lanterna dos celulares. Arruma as cadeiras e as jaquetas. Segura sua mão na minha. Energização e concentração. Tem gente do musical na plateia. Apagam-se as luzes. Projetor. Entrando com o hino. Caras novas. Palmas. Subiu um tom. Diversidade. Boa noite, Cruzeiro! Espirro. Muito amor. Sensualizando. Risadas. Festa. Ex-laugiana na plateia. Duelo de percussão vocal. Sangue nos zoio. Risadas. Velas artificiais. Sensualizando com as cadeiras. Meu filho. Remember 1986. Minha voz engasgou. Aplausos. Mais um! Voltou!!! Bis. Sofá. Alex Kidd. Tosse. Fim. Aniversário do Jairo. Cumprimentos na recepção. Saída rápida, porque teve um casamento em Vicente Pires. Vodka ou água de coco?
Domingo. O cara do Glee morreu. Almoço. Ensaio de outro musical. 34 graus sendo que ontem estava 9. Secura. Chegada ao teatro. Tira o sapato. Cadê a jaqueta? Cadê o Filipe? Leseira. Reunião para acertar o que não acertou ontem. Dor de cabeça. Neusa. Do-in. Toalha molhada. Ida ao banheiro. Tenho que estar boa logo. Desespero. Recuperação. Maquiagem. Concentração. Eu sou o que sou e todas desfrutam disso. Dar o máximo. Frio na barriga. Entrada do vídeo. Tá vendo aquela lua? Entrada do hino. Palmas. Água entre cada música. Ovação. Torcida organizada Baccile. Risadas com a percussão. Sangue nozoio. Plateia ensandecida. Gelo seco na cara. Sensualizando. O poder dos quadris. Lorem ipsum. Aplausos. Mais um! Rápido! Bis. Risadas e mais risadas. Fim. Cumprimentar o povo do palco mesmo. Tirar fotos. Receber os parabéns de gente da Escócia e de Portugal. Vamos sair por aqui mesmo. Não, vamos na creperia tal. E assim no dia da queda da bastilha, 12 anos depois do "memorável" show do Beto Júnior, eu consegui me entregar no palco de uma maneira muito bacana, com liberdade, e fraternidade. E o show tem que continuar, sempre!
Sábado. Relaxamento, divulgação, nail art e arrumação do cabelo para evento duplo. Arruma a mochila dupla. E o iPad? Chega no teatro. Arruma um balde pra pia. Lanchinho bem organizado. Limão e nada? Tem que arrumar o projetor. Não vai dar tempo de passar geral. Não vai dar tempo de se maquiar. Passagem rápida. Passa som e luz. A vela não apaga. Quase caí da cadeira. Maquiagem. Faz a sobrancelha. O pessoal já vai entrar. Apaga as luzes. Deixa a do banheiro. Meninas se maquiando com a lanterna dos celulares. Arruma as cadeiras e as jaquetas. Segura sua mão na minha. Energização e concentração. Tem gente do musical na plateia. Apagam-se as luzes. Projetor. Entrando com o hino. Caras novas. Palmas. Subiu um tom. Diversidade. Boa noite, Cruzeiro! Espirro. Muito amor. Sensualizando. Risadas. Festa. Ex-laugiana na plateia. Duelo de percussão vocal. Sangue nos zoio. Risadas. Velas artificiais. Sensualizando com as cadeiras. Meu filho. Remember 1986. Minha voz engasgou. Aplausos. Mais um! Voltou!!! Bis. Sofá. Alex Kidd. Tosse. Fim. Aniversário do Jairo. Cumprimentos na recepção. Saída rápida, porque teve um casamento em Vicente Pires. Vodka ou água de coco?
Domingo. O cara do Glee morreu. Almoço. Ensaio de outro musical. 34 graus sendo que ontem estava 9. Secura. Chegada ao teatro. Tira o sapato. Cadê a jaqueta? Cadê o Filipe? Leseira. Reunião para acertar o que não acertou ontem. Dor de cabeça. Neusa. Do-in. Toalha molhada. Ida ao banheiro. Tenho que estar boa logo. Desespero. Recuperação. Maquiagem. Concentração. Eu sou o que sou e todas desfrutam disso. Dar o máximo. Frio na barriga. Entrada do vídeo. Tá vendo aquela lua? Entrada do hino. Palmas. Água entre cada música. Ovação. Torcida organizada Baccile. Risadas com a percussão. Sangue nozoio. Plateia ensandecida. Gelo seco na cara. Sensualizando. O poder dos quadris. Lorem ipsum. Aplausos. Mais um! Rápido! Bis. Risadas e mais risadas. Fim. Cumprimentar o povo do palco mesmo. Tirar fotos. Receber os parabéns de gente da Escócia e de Portugal. Vamos sair por aqui mesmo. Não, vamos na creperia tal. E assim no dia da queda da bastilha, 12 anos depois do "memorável" show do Beto Júnior, eu consegui me entregar no palco de uma maneira muito bacana, com liberdade, e fraternidade. E o show tem que continuar, sempre!
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segunda-feira, 6 de maio de 2013
YOU'RE A SUPERSTAR, YES, THAT'S WHAT YOU ARE
O ano de 2013 começou com pressa, aquela pressa de ser tudo o que eu queria e ter mais tempo pra me exercer, porque eu já tenho quase 30 mas eu gosto de Bon Jovi... Comecei a escrever em um projeto new age para quem não gosta de new age. Convidei algumas pessoas pra gravar, mas ninguém quis gravar comigo. Enquanto isto, o Laugi começava uma nova fase e eu estava inserida nela. Muitos direcionamentos depois, acabamos por consolidar tudo isto em um show. Muita coisa aconteceu, muita coisa quase aconteceu, muita coisa simplesmente não aconteceu, mas o show estava lá. E na semana final de ensaios, também teríamos um evento pra cantar, os 45 anos da UniCEUB. Foi mais ou menos assim: segunda, ensaio geral, e um bolinho porque eu estava fazendo 30 anos. Terça, alguns estavam gripando, então foi em casa somente. Na quarta, dia do trabalho, trabalhamos para acertar mais ajustes do show e do evento. Na quinta, o evento. Chegamos lá e preenchemos um crachá com nome, curso e hobby. Boiei, porque música não é mais hobby, e sim, profissão, e hobby, bem, é aquele ex-menudo que canta Michael Row se esborrachou. Eu senti um frio na barriga tão grande no começo, e olha que não tinha nem 1000 pessoas. Mas emocionamos quem estava presente de manhã. À tarde, fomos pra galera, e era muito legal você encarar o público, ver a reação das pessoas, provocar, ninguém poderia ficar alheio. E à noite, a tenda estava formada com 5 mil pessoas querendo assistir as palavras do número 2 da Apple Steve Wozniak (Que é tão "bazinga" quanto a caninha 51) e a gente entrou arrasando, com uma introdução do locutor famoso em Brasília Toninho Pop, chamando a gente de "a banda que está fazendo o maior sucesso..." (Me senti entrando no palco do Domingão do Faustão!). E um dos meus filhos do projeto new age estava lá, devidamente adaptado para o contexto da cena, e fazendo a galera de comunicação social pirar. Para variar só um pouquinho, eu tropecei na Cinthya enquanto estava no palco.
Mas quem descreveu com exatidão nossa sensação de estar lá foi a laugiana Carina Calheiros em sua página no Facebook. Ela disse assim: "Eu já deveria ter ido dormir há algum tempo... A maquiagem escorrendo no canto dos olhos, as pernas cansadas, as pálpebras cerradas! Mas estou a processar algo em mim, algo bastante mágico, sincero e pleno! Hoje subi algumas vezes ao palco pra cantar. Hoje eu também desci do palco pra cantar. E o que mais soa estranho agora é tentar entender os momentos em que tive dúvida se era isso que eu queria pra minha vida. Sabe o que é você estar nu diante de aproximadamente 5 mil pessoas? Eu falo da nudez da alma, aquela que é tão rara nas relações humanas! E quando eu olhei nos olhos do público, eu estava toda ali, inteira, vulnerável e feliz.
Não é fácil lidar com as pequenas frustrações de uma nota desafinada, de um tom menos apurado, porque quero a excelência, junto aos que estão comigo, porque quero dar o meu melhor, porque quero que você receba a energia transformadora do canto de forma cuidadosa. Mas imagino que deva ser ainda mais difícil lidar com a frustração de uma vida inteira a dar satisfação sobre você não ter seguido seu coração nas tuas escolhas!
É preciso coragem pra subir num palco e se entregar... Mas é preciso muito mais coragem pra uma vida cheia de desculpas! Eu não tenho conselho pra dar, mas tenho um testemunho a fazer: Cantar é meu grande prazer, minha subversão, minha ocitocina!" (CALHEIROS, Carina)
Na sexta-feira chegamos ao teatro do SESC para passar a luz e o som e as posições. Não podia muita coisa a ser feita, já que os instrumentos para o pessoal que iria cantar no Clube da Bossa sábado de manhã já estavam previamente montados. Mas mesmo assim fizemos o que conseguimos. O show de sábado já estava quase lotado, e um cara que tinha assistido ao fórum do UniCEUB na quinta tinha trazido a esposa junto para acompanhar. Ela é manicure e tem um site inclusive, o que me fez dobrar a responsabilidade da nail art que eu iria fazer nas unhas (Ah, de longe funcionou, vai!)
No sábado, eu fui de manhã ao workshop do Marconi Araújo. Dentre outras façanhas do mundo da música e do teatro musical, ele fez a Xuxa cantar. O clima estava tão seco e ardido e aquele teatro escuro, eu anotando o que o homem falava, e comecei a ficar com uma dor de cabeça brava. Saí para almoçar naquele sol ardido e forte, e comprei ibuprofeno. Tomei, fiquei mais um pouco no escuro do teatro, fui fazer o ensaio geral. A secura absoluta do ar me impedia até de pensar. Terminou o ensaio geral, tomei mais um ibuprofeno, e se existisse anti-doping pra entrar no palco, eu seria altamente barrada. Agora entendo uma Amy Winehouse. Maquiamos, arrumamos o figurino, passamos som e luz, e o povo começou a entrar. A casa ficou cheia. Entramos no palco, eu ainda meio dopada de ibuprofeno, mas feliz de estar lá em cima de novo. Foram várias trocas de figurino, idas e vindas no palco, e uma das meninas que assistiu a gente até perguntou como fizeram para me encolher. Fácil.
No domingo, chegamos mais cedo para gravarmos um vídeo. Vários takes depois, nos arrumamos para o show, nos aquecemos, passamos algumas coisas que não tinham ficado boas no dia anterior. Neste dia, uma responsabilidade maior, pois muitos ex-laugianos estariam na plateia. Domingo também lotou, e eu nunca vi uma plateia tão ensandecida desde os tempos do thundercats. Todo mundo cheio de energia, tanto do lado da plateia, quanto do lado do palco. A troca foi intensa. Tanto que quando terminou o Sessão Desenho, eu estava em estado de êxtase, que durou horas e horas.
Só a arte para poder ampliar o que é belo e barrar os sentimentos negativos das pessoas. A arte nos torna melhores, mais humanos, mais sensíveis e mais receptíveis ao belo.
Este show foi simplesmente antológico. Moral da história: "Que coisa louca, eu já sabia, enquanto eu me arrumava, algo me dizia: você vai encontrar alguém que vai mudar a sua vida inteira da noite pro dia."
Só a arte para poder ampliar o que é belo e barrar os sentimentos negativos das pessoas. A arte nos torna melhores, mais humanos, mais sensíveis e mais receptíveis ao belo.
Este show foi simplesmente antológico. Moral da história: "Que coisa louca, eu já sabia, enquanto eu me arrumava, algo me dizia: você vai encontrar alguém que vai mudar a sua vida inteira da noite pro dia."
terça-feira, 4 de dezembro de 2012
E TUDO POR CAUSA DO REI CAPITÃO
Para quem vem acompanhando a minha saga de volta aos palcos, na semana passada o grupo Laugi foi convidado para ser pit singer (ou coro fixo) de um musical do aclamado diretor Hugo Rodas, chamado "Rei David". Tudo começou quando recebemos as músicas para ensaiar, eu coloquei no celular e ele sumiu. Que beleza! Mas depois consegui ouvir as músicas e escutar bonitinho durante as férias. Os ensaios de coro começaram na semana anterior, numa segunda-feira extremamente chuvosa, que me fez provar que no fim do mundo, vou me salvar porque dirijo igual a protagonista de filme-catástrofe. Naquele dia conhecemos um pouco da peça que só tínhamos ideia pelo áudio do ensaio. Os ensaios nos foram familiarizando com o tema. Mas a semana decisiva foi do dia 26 em diante, quando passamos as noites inteiras de segunda a domingo dentro da UnB para ensaiar e apresentar. A nossa função era ficar sentado escondido do lado esquerdo do palco (direito para quem assiste) numa plataforma de madeira (nada para quem subia e descia aquela plataforma do RENT umas 45 vezes), cantando o nosso melhor. A bunda doía nos primeiros dias, e aí era engraçado porque às vezes os atores de tanto trabalho corporal queriam estar sentados, e a gente queria estar se mexendo no palco. A cada marcação, a cada repetição, a cada erro, a cada acerto, a cada "bronca" do diretor, íamos aprendendo e absorvendo. Alguns atores nos chamavam a atenção pela sua presença, tensão e tônus muscular. E o que me chamou a atenção foi a atriz e cantora Aida Kellen, solista de duas músicas, e cantava mais do que muita menina de musicais à Broadway de Brasília. Mas para mim foi uma experiência interessante: não houve o frisson de entrar em cena justamente por eu estar escondida. Outra coisa foi que tínhamos pastinhas para colocar as músicas e usaríamos pequenas lanternas para nos acompanhar. No primeiro dia eu usei a do celular e ele me caiu na segunda sessão, aí desisti. Mas aos poucos a gente foi decorando quase todas as músicas, isso porque decoramos praticamente a peça inteira, lembrando sempre das frases mais marcantes durante o dia.
O bom de estar sentado escondido numa posição estratégica atrás do palco é que a gente via as cenas de um ponto onde ninguém teria ideia. As entradas e saídas de palco, a mão do regente da Brasília Big Band Ademir Júnior, alguns "satz" de alguns atores que da plateia ninguém jamais imaginaria ver, e alguns segredos de peça que não serão contados, mas que a gente via a reação da plateia e achava muito interessante. Todas as sessões eram praticamente cheias, e foi muito gratificante ver meus colegas de trabalho (em todos os sentidos) nos assistindo, ou melhor, assistindo a peça e nos ouvindo. A hora de concentração do palco muitas vezes contava com o aquecimento da orquestra, que tocava de Cartola até Araketu, passando por É o Tchan e Dire Straits. E no último dia, o elenco, o grupo e o regente da orquestra se uniram em roda para transmitir aquela energia e gritar: "Vocês são meus, vocês são os homens de David!". No domingo, eu estava sem voz, fiz um aquecimento lascado e ainda consegui dar 40% do que eu geralmente dou. Mas foram dez sessões intensas, corridas, cantadas, improvisadas, com toda a atenção e energia necessária para o palco. E entre uma sessão e outra no domingo, apresentamos Kid Cavaquinho para o elenco de atores que aplaudiu forte a gente. É, estamos todos juntos neste barco, querendo levar arte às pessoas.
Há três anos, eu, Maria Barrillari, abandonei uma porta que se fechou de repente e resolvi procurar cantar e atuar desesperadamente por Brasília. Hoje, as portas se abrem e eu posso dizer que sou feliz no que eu faço.
O bom de estar sentado escondido numa posição estratégica atrás do palco é que a gente via as cenas de um ponto onde ninguém teria ideia. As entradas e saídas de palco, a mão do regente da Brasília Big Band Ademir Júnior, alguns "satz" de alguns atores que da plateia ninguém jamais imaginaria ver, e alguns segredos de peça que não serão contados, mas que a gente via a reação da plateia e achava muito interessante. Todas as sessões eram praticamente cheias, e foi muito gratificante ver meus colegas de trabalho (em todos os sentidos) nos assistindo, ou melhor, assistindo a peça e nos ouvindo. A hora de concentração do palco muitas vezes contava com o aquecimento da orquestra, que tocava de Cartola até Araketu, passando por É o Tchan e Dire Straits. E no último dia, o elenco, o grupo e o regente da orquestra se uniram em roda para transmitir aquela energia e gritar: "Vocês são meus, vocês são os homens de David!". No domingo, eu estava sem voz, fiz um aquecimento lascado e ainda consegui dar 40% do que eu geralmente dou. Mas foram dez sessões intensas, corridas, cantadas, improvisadas, com toda a atenção e energia necessária para o palco. E entre uma sessão e outra no domingo, apresentamos Kid Cavaquinho para o elenco de atores que aplaudiu forte a gente. É, estamos todos juntos neste barco, querendo levar arte às pessoas.
Há três anos, eu, Maria Barrillari, abandonei uma porta que se fechou de repente e resolvi procurar cantar e atuar desesperadamente por Brasília. Hoje, as portas se abrem e eu posso dizer que sou feliz no que eu faço.
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segunda-feira, 4 de junho de 2012
QUERO SER ESTRELA LÁ NO RIO DE JANEIRO - a saga
Parte 1 - Brasília
Quero entender que poder que o palco tem de nos entorpecer e nos imergir. Nele, não existe nada que nos atrapalhe, nem brigas com chefe, nem doença na família, preocupações financeiras e trâmites burocráticos. Eu me sinto tão em casa no palco e o mais interessante, é uma experiência que eu posso até não lembrar de momentos físicos, mas de sensações.
E foi isto que aconteceu no dia 31 de maio. Geralmente as apresentações que acontecem em dias de semana tem o fator "ai, estou saindo do trabalho diretamente para minha vocação".
No dia anterior foi a montagem do palco e passagem de luz, som e vídeo, com direito a um toró em pleno mês de maio e esfihas no final. Por causa da chuva, as esfihas demoraram horas para aparecer, o que fez com que a gente comesse com mais entusiasmo.
Quinta-feira foi um dia aparentemente normal, com direito a um tai chi na hora do almoço para me concentrar melhor. Não fosse o apagão que teve no período da tarde, seria normal. Chegando no teatro, já com a luz reestabelecida, tropecei no degrau da porta de entrada do backstage quase derrubando os instrumentos, uma "tradição" meio "sem querer querendo" de tropeçar/cair que vem sendo mantida toscamente desde 1989 (com exceção dos shows da Guarda do Conde). Acertados os microfones, hora de fazer a maquiagem e lanchar um "coffee break" super caprichado com maçãs devidamente embaladas (teve gente que não comeu pensando que era bolo de tão embaladinhas que estavam), bolachinhas, patê de atum e alguns chocolates que foram bem guardados para depois do show. Aquecimento, concentração, relaxamento, e a tradicional prece do teatro (aquela!). Aguardando na coxia, nem percebi que os sinais tocaram. Ex-laugianas na plateia. Entramos. Palmas, emoção, casa cheia, apesar das concorrências de Ivan Lins e Fábio Júnior. Surpresas. Laugi7. Microfones na mão. Aplausos. "Já ganhou!" Intervalo. "Tesão de vaca". Mulheres no palco. Lindas! Homens no palco. Risadas. Emoção a flor da pele. "Quero ser estrela lá no Rio de Janeiro" com toda a convicção do mundo. Risadas e mais risadas. Fim. Bis. Cumprimentos na entrada e votos de boa sorte para o Rio de Janeiro. E na noite que marcou os dez anos da história do cavalo de Guaratinguetá, nada como celebrar a vida cantando e depois brindando o sucesso do show num lugarzinho aconchegante.
Parte 2 - Laugi in Rio
Eu nunca tinha cantado e pernoitado em um estado que não morasse ou tivesse morado (Novo Gama e Luziânia não contam porque voltei no mesmo dia). E ainda mais sendo no Rio de Janeiro, cidade que eu sou apaixonada. Parte do elenco viajou na sexta às 14h, quando marcava 30°C na capital federal, fazendo-se cumprir a primeira parte profecia já cantada pelo grupo.
Já eu e outra parte do grupo embarcamos sábado de manhã. O atraso nos fez ouvir nossos nominhos do homem do aeroporto. Chegamos no Rio de Janeiro (e ainda presenciamos Yamandú Costa tocando em plena sala de embarque), descansamos um pouquinho e fomos fazer o ensaio final em um estúdio nas Laranjeiras. Passados últimos ajustes, iríamos torcer para o primeiro prêmio, que era o concurso de arranjos vocais, no qual Paulo Santos, nosso diretor musical, estava concorrendo com Madalena, cumprindo-se a segunda parte da profecia já cantada pelo grupo. O arranjo foi executado por exímios cantores de grupos vocais do Rio de Janeiro, e foi um sucesso.
O domingo foi de expectativa e relaxamento. Passamos a manhã na praia de Copacabana. Como não amar? Alguns de nós entramos no mar e levamos altos caixotes (e aí eu digo que prefiro mil vezes que meu dia pré-apresentação seja gastando o corpo e poupando a mente do que poupando o corpo e gastando a mente na profissão-estepe). Outros preferiram apreciar a paisagem e se encher de energias com vista pro mar para fazer uma ótima apresentação à noite. À tarde, passamos o som, voltamos pro hotel, nos trocamos, maquiamos e fomos. Eram 5 grupos participantes, sendo que dois do Rio, um de São Paulo, um de Salvador e a gente de Brasília. Nos aquecemos, concentramos, fizemos um pouco de tai chi e esperamos sermos chamados. Cantamos e fomos muito aplaudidos, apesar de no começo o microfone da Giselle não ter saído som. Saímos e fomos para uma sala onde estava passando o telão com os outros grupos. No teatro do CCBB, havia gente ilustre no júri, como o consagrado cantor e compositor do grupo Boca Livre, o Zé Renato. Terminada a apresentação dos grupos, o Coral São Vicente a Capella se apresentou de forma emocionante, pois haviam perdido recentemente a preparadora vocal Malu Cooper. Na penúltima música, somos todos chamados para a plateia do teatro de onde sairiam os resultados. Dedos cruzados, satisfeitos de termos mostrado o nosso trabalho, ouvimos os prêmios. E aí foram falando, terceiro, segundo, e anunciaram o vencedor de arranjos vocais a capella: o nosso Paulo Santos! Aí foi só alegria, todos nós comemorando sua vitória, mas ainda tinha o resultado do concurso de grupos vocais. Anunciou o terceiro, anunciou o segundo. Ficamos todos de mãos dadas fazendo aquela corrente pra frente. Na hora que o apresentador falou "O primeiro lugar é de Brasília", a gente nem esperou ele terminar de falar. Foi muita emoção ganharmos aquele prêmio. E aí, fomos pra galera!!! Nos abraçamos, berramos, choramos, rimos, foi tudo ao mesmo tempo. Ligamos pro mundo inteiro, postamos no Facebook, twitter, mandamos mensagens para todos que torceram pra gente comemorarem junto. Participamos de um coquetel com os outros participantes e depois fomos comemorar em Ipanema, com direito a cantarmos "Pra longe do Paranoá" no calçadão da praia.
Atualização 17:10 - Saímos no Correio Braziliense, com direito a fotinho e tudo: http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/diversao-e-arte/2012/06/04/interna_diversao_arte,305631/laugi7-conquista-premio-de-melhor-grupo-vocal-em-concurso-de-novos-talentos.shtml
Quero entender que poder que o palco tem de nos entorpecer e nos imergir. Nele, não existe nada que nos atrapalhe, nem brigas com chefe, nem doença na família, preocupações financeiras e trâmites burocráticos. Eu me sinto tão em casa no palco e o mais interessante, é uma experiência que eu posso até não lembrar de momentos físicos, mas de sensações.
E foi isto que aconteceu no dia 31 de maio. Geralmente as apresentações que acontecem em dias de semana tem o fator "ai, estou saindo do trabalho diretamente para minha vocação".
No dia anterior foi a montagem do palco e passagem de luz, som e vídeo, com direito a um toró em pleno mês de maio e esfihas no final. Por causa da chuva, as esfihas demoraram horas para aparecer, o que fez com que a gente comesse com mais entusiasmo.
Quinta-feira foi um dia aparentemente normal, com direito a um tai chi na hora do almoço para me concentrar melhor. Não fosse o apagão que teve no período da tarde, seria normal. Chegando no teatro, já com a luz reestabelecida, tropecei no degrau da porta de entrada do backstage quase derrubando os instrumentos, uma "tradição" meio "sem querer querendo" de tropeçar/cair que vem sendo mantida toscamente desde 1989 (com exceção dos shows da Guarda do Conde). Acertados os microfones, hora de fazer a maquiagem e lanchar um "coffee break" super caprichado com maçãs devidamente embaladas (teve gente que não comeu pensando que era bolo de tão embaladinhas que estavam), bolachinhas, patê de atum e alguns chocolates que foram bem guardados para depois do show. Aquecimento, concentração, relaxamento, e a tradicional prece do teatro (aquela!). Aguardando na coxia, nem percebi que os sinais tocaram. Ex-laugianas na plateia. Entramos. Palmas, emoção, casa cheia, apesar das concorrências de Ivan Lins e Fábio Júnior. Surpresas. Laugi7. Microfones na mão. Aplausos. "Já ganhou!" Intervalo. "Tesão de vaca". Mulheres no palco. Lindas! Homens no palco. Risadas. Emoção a flor da pele. "Quero ser estrela lá no Rio de Janeiro" com toda a convicção do mundo. Risadas e mais risadas. Fim. Bis. Cumprimentos na entrada e votos de boa sorte para o Rio de Janeiro. E na noite que marcou os dez anos da história do cavalo de Guaratinguetá, nada como celebrar a vida cantando e depois brindando o sucesso do show num lugarzinho aconchegante.
Parte 2 - Laugi in Rio
Eu nunca tinha cantado e pernoitado em um estado que não morasse ou tivesse morado (Novo Gama e Luziânia não contam porque voltei no mesmo dia). E ainda mais sendo no Rio de Janeiro, cidade que eu sou apaixonada. Parte do elenco viajou na sexta às 14h, quando marcava 30°C na capital federal, fazendo-se cumprir a primeira parte profecia já cantada pelo grupo.
Já eu e outra parte do grupo embarcamos sábado de manhã. O atraso nos fez ouvir nossos nominhos do homem do aeroporto. Chegamos no Rio de Janeiro (e ainda presenciamos Yamandú Costa tocando em plena sala de embarque), descansamos um pouquinho e fomos fazer o ensaio final em um estúdio nas Laranjeiras. Passados últimos ajustes, iríamos torcer para o primeiro prêmio, que era o concurso de arranjos vocais, no qual Paulo Santos, nosso diretor musical, estava concorrendo com Madalena, cumprindo-se a segunda parte da profecia já cantada pelo grupo. O arranjo foi executado por exímios cantores de grupos vocais do Rio de Janeiro, e foi um sucesso.
O domingo foi de expectativa e relaxamento. Passamos a manhã na praia de Copacabana. Como não amar? Alguns de nós entramos no mar e levamos altos caixotes (e aí eu digo que prefiro mil vezes que meu dia pré-apresentação seja gastando o corpo e poupando a mente do que poupando o corpo e gastando a mente na profissão-estepe). Outros preferiram apreciar a paisagem e se encher de energias com vista pro mar para fazer uma ótima apresentação à noite. À tarde, passamos o som, voltamos pro hotel, nos trocamos, maquiamos e fomos. Eram 5 grupos participantes, sendo que dois do Rio, um de São Paulo, um de Salvador e a gente de Brasília. Nos aquecemos, concentramos, fizemos um pouco de tai chi e esperamos sermos chamados. Cantamos e fomos muito aplaudidos, apesar de no começo o microfone da Giselle não ter saído som. Saímos e fomos para uma sala onde estava passando o telão com os outros grupos. No teatro do CCBB, havia gente ilustre no júri, como o consagrado cantor e compositor do grupo Boca Livre, o Zé Renato. Terminada a apresentação dos grupos, o Coral São Vicente a Capella se apresentou de forma emocionante, pois haviam perdido recentemente a preparadora vocal Malu Cooper. Na penúltima música, somos todos chamados para a plateia do teatro de onde sairiam os resultados. Dedos cruzados, satisfeitos de termos mostrado o nosso trabalho, ouvimos os prêmios. E aí foram falando, terceiro, segundo, e anunciaram o vencedor de arranjos vocais a capella: o nosso Paulo Santos! Aí foi só alegria, todos nós comemorando sua vitória, mas ainda tinha o resultado do concurso de grupos vocais. Anunciou o terceiro, anunciou o segundo. Ficamos todos de mãos dadas fazendo aquela corrente pra frente. Na hora que o apresentador falou "O primeiro lugar é de Brasília", a gente nem esperou ele terminar de falar. Foi muita emoção ganharmos aquele prêmio. E aí, fomos pra galera!!! Nos abraçamos, berramos, choramos, rimos, foi tudo ao mesmo tempo. Ligamos pro mundo inteiro, postamos no Facebook, twitter, mandamos mensagens para todos que torceram pra gente comemorarem junto. Participamos de um coquetel com os outros participantes e depois fomos comemorar em Ipanema, com direito a cantarmos "Pra longe do Paranoá" no calçadão da praia.
Atualização 17:10 - Saímos no Correio Braziliense, com direito a fotinho e tudo: http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/diversao-e-arte/2012/06/04/interna_diversao_arte,305631/laugi7-conquista-premio-de-melhor-grupo-vocal-em-concurso-de-novos-talentos.shtml
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quinta-feira, 17 de maio de 2012
BACK IN BLACK
Esta semana está sendo especial por se comemorarem vários fatos:
1. Está fazendo um ano do meu primeiro Jogo de Cena, aquele dos Thundercats.
2. Está fazendo um ano do show Nosso Jeito, na Martins Pena.
3. E por último, não menos importante, eu estou voltando aos palcos depois de quase dois meses parada por causa de uma fenda nas pregas (*UI!*) vocais. Agora eu entendo uma Adele.
E por isto ontem foi um dia especial. Começou murcho, porque como todo jogador que volta de uma lesão (agora eu entendo um Adriano) fica meio ansioso achando que não vai dar conta, que a perna vai falsear a qualquer corrida mais hardcore, por mais meses e meses de fisioterapia que ele tinha feito. Mas fui. E o Jogo de Cena desta vez foi na Martins Pena, o que juntou todas as comemorações de cima. Quanto mais eu me aproximava da Martins, mais o meu coração se enchia de alegria para a minha tão esperada volta. Ainda estou com um pouco de tosse, porque tinha pego uma gripe no Peru. E quando eu entrei no teatro, meu coração estava cheio de alegria e meu nariz cheio de alergia. Ô cheiro de ácaro que tem aquele lugar! Mas quando eu pisei lá esperando o resto do povo para ensaiarmos tudo aquilo voltou. Me lembrei das brincadeiras na coxia, eu tropeçando durante o ensaio geral, dos camarins que a própria faxineira falava "cuidado com as baratas" e do chuveiro com garrafa pet que tinha escondido. Passamos a luz e o som e aquilo me dava uma expectativa muito feliz do retorno. Terminado o ensaio, hora de se arrumar, lanchar e se aquecer. Enquanto as mulheres se maquiavam, os rapazes arrumavam os DVDs cantando Single Ladies como se tivessem inalado gás hélio. Estava muito frio, mas nada que se compare à noite mais fria do ano passado, quando fizemos o show. Nisso vimos o pessoal do projeto I'll be there, com nosso Michael Jackson, o ex-laugiano David Reis, sempre trocando energia boa entre a gente. Quando chegou nossa hora, nos aquecemos, nos concentramos e ficamos prontos pro palco. Aguardando na coxia, o pessoal da produção do evento colocava como música de fundo uns rocks pois o tema era Jogo de Cena Radical, e tinha até parede de escalada. Como Cesar Cielo antes de entrar na piscina, aquilo exaltou nossos ânimos e nossa vontade de dar o melhor, e para mim mais especial ainda porque um dos rocks tocados foi Back in Black, do AC/DC, cuja letra fala de alguém que está de volta depois de um período negro. Entramos no palco e demos o nosso melhor. O pessoal aplaudiu muito, a gente ouviu uns "Bravo!" "Caralho!" "Melhor da noite!" e eu estava ali, imersa e mergulhada no palco como alguém que volta a nadar seus 100m rasos, de volta e feliz. Saímos do palco felizes com o reconhecimento da plateia, e fomos vender DVDs passando pela passagem secreta (uma escadinha nada acessível) para chegarmos ao público.
E em homenagem a este dia tão bem sucedido, a Rádio Estéreo Estepe FM dedica esta música para você que passou por períodos negros, com as pessoas achando que não ia dar certo, que não podia, mas que passou por cima de todo mundo e agora está de volta com grande estilo!
BACK IN BLACK (AC/DC, que não significa Antes de Cristo/Depois de Cristo)
Back in black, I hit the sack
I've been too long, I'm glad to be back
Yes I'm let loose from the noose
That's kept me hangin' about
I've been livin' like a star 'cause it's gettin' me high
Forget the hearse, 'cause I never die
I got nine lives, cat's eyes
Abusing every one of them and running wild
'Cause I'm back! Yes, I'm back!
Well, I'm back! Yes, I'm back!
Well, I'm back, back
Well, I'm back in black
Yes, I'm back in black!
Back in a band, I got a Cadillac
Number one with a bullet, I'm a power pack
Yes I'm in a band with a gang
They gotta catch me if they want me to hang
'Cause I'm back on the track and I'm beatin' the flack
Nobody's gonna get me on another trap
So look at me now, I'm just a makin' my pay
Don't try to push your luck, just get outta my way
'Cause I'm back! Yes, I'm back!
Well, I'm back! Yeah, I'm back!
Well, I'm back, back
Well, I'm back in black
Yes, I'm back in black!
1. Está fazendo um ano do meu primeiro Jogo de Cena, aquele dos Thundercats.
2. Está fazendo um ano do show Nosso Jeito, na Martins Pena.
3. E por último, não menos importante, eu estou voltando aos palcos depois de quase dois meses parada por causa de uma fenda nas pregas (*UI!*) vocais. Agora eu entendo uma Adele.
E por isto ontem foi um dia especial. Começou murcho, porque como todo jogador que volta de uma lesão (agora eu entendo um Adriano) fica meio ansioso achando que não vai dar conta, que a perna vai falsear a qualquer corrida mais hardcore, por mais meses e meses de fisioterapia que ele tinha feito. Mas fui. E o Jogo de Cena desta vez foi na Martins Pena, o que juntou todas as comemorações de cima. Quanto mais eu me aproximava da Martins, mais o meu coração se enchia de alegria para a minha tão esperada volta. Ainda estou com um pouco de tosse, porque tinha pego uma gripe no Peru. E quando eu entrei no teatro, meu coração estava cheio de alegria e meu nariz cheio de alergia. Ô cheiro de ácaro que tem aquele lugar! Mas quando eu pisei lá esperando o resto do povo para ensaiarmos tudo aquilo voltou. Me lembrei das brincadeiras na coxia, eu tropeçando durante o ensaio geral, dos camarins que a própria faxineira falava "cuidado com as baratas" e do chuveiro com garrafa pet que tinha escondido. Passamos a luz e o som e aquilo me dava uma expectativa muito feliz do retorno. Terminado o ensaio, hora de se arrumar, lanchar e se aquecer. Enquanto as mulheres se maquiavam, os rapazes arrumavam os DVDs cantando Single Ladies como se tivessem inalado gás hélio. Estava muito frio, mas nada que se compare à noite mais fria do ano passado, quando fizemos o show. Nisso vimos o pessoal do projeto I'll be there, com nosso Michael Jackson, o ex-laugiano David Reis, sempre trocando energia boa entre a gente. Quando chegou nossa hora, nos aquecemos, nos concentramos e ficamos prontos pro palco. Aguardando na coxia, o pessoal da produção do evento colocava como música de fundo uns rocks pois o tema era Jogo de Cena Radical, e tinha até parede de escalada. Como Cesar Cielo antes de entrar na piscina, aquilo exaltou nossos ânimos e nossa vontade de dar o melhor, e para mim mais especial ainda porque um dos rocks tocados foi Back in Black, do AC/DC, cuja letra fala de alguém que está de volta depois de um período negro. Entramos no palco e demos o nosso melhor. O pessoal aplaudiu muito, a gente ouviu uns "Bravo!" "Caralho!" "Melhor da noite!" e eu estava ali, imersa e mergulhada no palco como alguém que volta a nadar seus 100m rasos, de volta e feliz. Saímos do palco felizes com o reconhecimento da plateia, e fomos vender DVDs passando pela passagem secreta (uma escadinha nada acessível) para chegarmos ao público.
E em homenagem a este dia tão bem sucedido, a Rádio Estéreo Estepe FM dedica esta música para você que passou por períodos negros, com as pessoas achando que não ia dar certo, que não podia, mas que passou por cima de todo mundo e agora está de volta com grande estilo!
BACK IN BLACK (AC/DC, que não significa Antes de Cristo/Depois de Cristo)
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I've been too long, I'm glad to be back
Yes I'm let loose from the noose
That's kept me hangin' about
I've been livin' like a star 'cause it's gettin' me high
Forget the hearse, 'cause I never die
I got nine lives, cat's eyes
Abusing every one of them and running wild
'Cause I'm back! Yes, I'm back!
Well, I'm back! Yes, I'm back!
Well, I'm back, back
Well, I'm back in black
Yes, I'm back in black!
Back in a band, I got a Cadillac
Number one with a bullet, I'm a power pack
Yes I'm in a band with a gang
They gotta catch me if they want me to hang
'Cause I'm back on the track and I'm beatin' the flack
Nobody's gonna get me on another trap
So look at me now, I'm just a makin' my pay
Don't try to push your luck, just get outta my way
'Cause I'm back! Yes, I'm back!
Well, I'm back! Yeah, I'm back!
Well, I'm back, back
Well, I'm back in black
Yes, I'm back in black!
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segunda-feira, 10 de outubro de 2011
IT HAPPENED REALLY REALLY FAST
Quinta-feira finalmente saio de Brasília para cantar em outro estado. Tudo bem que é o meu, mas há sempre algo de mágico em levar aquilo que você gosta e faz bem para outras cidades. E no caso, Ribeirão Preto, no V Encontro de Coros Cênicos. Foi uma viagem longa, cansativa, e chegamos somente de madrugada no destino. Na manhã de sexta-feira tivemos uma palestra com Antônio Pantaneschi da Itália e mais tarde uma de expressão corporal com Celso Branco, do sensacional grupo Os Men The Sá, do Rio de Janeiro. À noite, o Coral Cênico Jovem Mackenzie, com suas belas e graciosas vozes, apresentaram o espetáculo "Adoniran e Noel - 100 anos".
Com tempo livre no sábado, aproveitamos para se preparar para o show, claro que sem perder antes a homenagem a Johann Sebastian Mastropiero do grupo Os Men The Sá, que arrancou risos da plateia ribeirãopretana. Arrumamos cena, velas, guarda-chuvas, concentramos e fomos. Foi muito emocionante se apresentar no Teatro Santarosa para aquela plateia qualificada, e para mim foi mais emocionante ver meus primos na plateia. Mas eu tive a sensação de que passou muito rápido, não sei porquê, acho que porque o palco me puxa de volta sempre.
O festival encerrou no domingo com a apresentação do Bossa Nossa que foi muito legal e deu o gás para que voltássemos felizes a Brasília.
P.S.: Agora canta como um elefante!!!
Com tempo livre no sábado, aproveitamos para se preparar para o show, claro que sem perder antes a homenagem a Johann Sebastian Mastropiero do grupo Os Men The Sá, que arrancou risos da plateia ribeirãopretana. Arrumamos cena, velas, guarda-chuvas, concentramos e fomos. Foi muito emocionante se apresentar no Teatro Santarosa para aquela plateia qualificada, e para mim foi mais emocionante ver meus primos na plateia. Mas eu tive a sensação de que passou muito rápido, não sei porquê, acho que porque o palco me puxa de volta sempre.
O festival encerrou no domingo com a apresentação do Bossa Nossa que foi muito legal e deu o gás para que voltássemos felizes a Brasília.
P.S.: Agora canta como um elefante!!!
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domingo, 25 de setembro de 2011
CHEGA DE SAUDADE!
Ontem foi mais um dia de secura brasiliense, mas antes que as nuvens começassem a aparecer, fui até o Setor Comercial Sul até chegar no SESC Sílvio Barbato. Cheguei lá e estávamos nos aquecendo para fazer mais uma apresentação. Me perdi no subir e descer de escadas até conseguirmos ensaiar perto do refeitório. Fomos nos arrumar, passar o som, passar as cadeiras, tudo pronto. Iríamos abrir para o BeBossa, um grupo vocal show de bola lá do Rio de Janeiro. Se esconde nas coxias, apresentação geral, uma palma de salvas para o pessoal. Entramos no palco, a cada dia eu me sinto mais íntima do palco, como se é exatamente isto que eu quero pra vida. Depois foi a vez do BeBossa preencher o ambiente com suas harmonias, suas vozes, seus beatbox. Encerrado, o BeBossa convidou a o grupo Laugi pro palco e cantamos juntos Chega de saudade. Recebemos elogios de gente tarimbada e tiramos várias fotos.
domingo, 12 de junho de 2011
LÁ E AQUI
Parecia São Paulo: frio, chuvoso e com trânsito, e eu com um inexplicável aperto no coração. E uma sensação de alívio, pois depois de meses de árduo trabalho eu iria tirar férias. Mas estava em Brasília, mais precisamente em direção ao Guará, onde tudo aconteceu. Uma maravilhosa notícia de vidas a caminho animou aquela noite. Entre sanduíches, batatas fritas e crianças birrentas, íamos nos preparando. Mas eu não sei andar no Guará, e este troço apitando aí é o sensor de... (carro morre) caralho! Voltamos correndo para nos trocarmos. E a blusinha do Barba? E a sapatilha? E a maquiagem? E o cabelo? E como vamos montar as cadeiras? Descemos e eu nem tinha colocado meu rímel. Arrumamos o espaço e subimos de novo. Terminando de fazer a maquiagem, todos nós nos reunimos em roda, e naquele momento eu percebi que o show tem que continuar. Não importa como você está fora do palco, aquilo fica fora do palco quando você entra. E com uma plateia maior do que esperávamos, descemos para a apresentação. A plateia já aplaudia antes mesmo da gente entrar. Entramos. A plateia aplaudia e acompanhava a cada música que a gente cantava. A sensação é de que o Guará era nosso. Uhul! Um "De novo!" exaltado subiu o ânimo das mulheres no palco e a gritaria histérica e as risadas animaram os homens no palco. E a plateia ia ao delírio de novo. Escrevendo assim nem parece, mas quando volta a sensação é emocionante. E o povo gritava nossos nomes entre comentários como "Viva Bob!". Ouvi até um "Maria, sua linda!" e aquele dia de fog brasiliense elevou nossas almas e espíritos.
segunda-feira, 23 de maio de 2011
O NOSSO JEITO, DO MEU JEITO
2011 chegou. Temporada de ensaios começa. Duas idas a SP marcadas. Janeiro com as últimas músicas novas. Hiperatividade. Primeira ida a SP ok. Primeiro ensaio da "maratona". Cisto. Engole seco e vai. Fevereiro. Ensaios de domingo. Ensaios de segunda. Nem toda a segunda. Ufa. Programa o carnaval. Estou fazendo o projeto, não posso ir ao karaokê. Reuniões em restaurantes chineses. Março. Ensaios de cena. Hei-hai-ho. Segunda ida a SP ok, mas não prevista previamente. Mudança de foco. Quase mudança de gestão. Meu joelho não aguenta. Abril. Pedra na vesícula. Operar de emergência? Não. Ufa. Terceira ida a SP ok. Correr atrás do prejuízo. Cadeiras. Cortes. Gravações. "Baixe a bola." Páscoa regada a lasanha de micro-ondas. Ensaios de sexta. Vou passar o aniversário ensaiando. Não vou mais. Ufa. Maio. Ensaios até às 23h. Tô veia pra sair de balada. Mais cortes. Silfos. Divulgação. Ensaios gerais. Idas ao Teatro. Trair o movimento e quase passar mal por isto. G7. "Vontade de chorar, vontade de morrer". Pontão. Pra longe perto do Paranoá. Semana final. Prova de figurino. Ensaio todos os dias. Medinho. Empolgação. Divulgação na UnB. Jogo de Cena. "Salma de palmas". Emoção a flor da pele. Divulgação no Coro Sinfônico. Prova final de figurino. Ir ao Teatro com chuva e frio. Chuva? Em maio? Ensaio até meia-noite.
Sábado. Busca os pais... e a tia. Multa? Ensaio no Teatro. Passa luz. Volta pra casa pra tomar banho e almoçar. Volta pro Teatro. Cadê todo mundo? Passa microfones. 18h maqueia. Não vai dar tempo. Esgotaram os ingressos. Cadê a sacola dos acessórios? Achou. Ufa. Concentração, relaxamento. Primeiro sinal. Corrente pra frente. Segundo sinal. Se arruma pra coxia. Frio na barriga. Cinge os rins. Terceiro sinal. Paulão fala os oferecimentos. Abriu a cortina. Palmas. Entramos. Surpresas. Palmas. Risadas. Dani Baggio. Bravo! "coreografia do foguinho". Fim do primeiro ato. Show do intervalo. Se arruma rápido. Como assim já é a nossa hora? Mulheres no palco. Fiu-fiu! Homens no palco. Risadas. Se arruma rápido na coxia. Tosse. Bravo! Risadas e mais risadas. Fim. Bis. Acabou o primeiro dia. Passagem secreta. Cumprimentos no foyer. Recadinhos. Amanhã tem mais. Cadê a camiseta do Barba?
Domingo. Vou bater em alguém. Chega no Teatro. Passa som. Passa microfones e instrumentos. "Caí da bicicleta". Se arruma mais cedo. Cadê minha saia? Organização da maquiagem. Concentração, relaxamento e aquecimento. Minha voz não está saindo. Mais aquecimento. Pelamordedeus. Ufa. Primeiro sinal. Concentra energia. Kundalini. Segundo sinal. "Você está mais calma hoje". Terceiro sinal. Entramos. O show é o mesmo, mas não é o mesmo show. Gravação. Plateia empolgada. Dani Baggio quebra o protocolo. Adoro! Fim do primeiro ato. Show do intervalo. Brincadeiras na coxia. Segundo ato, mas já estamos a postos. Mulheres no palco. Gostosas! Homens no palco. Gostosa! Saíram as notas, ufa! Risadas e mais risadas. Fim. Bis. Emoção à tona. Uhul! Passagem pro foyer. Vamos pra pizzaria 1. Não, vamos pra pizzaria 2. E na noite mais fria do ano, recebemos uma plateia calorosa e comemoramos do nosso jeito o sucesso do Nosso Jeito, e o começo de uma longa história. E o show <b>tem</b> que continuar!
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quarta-feira, 18 de maio de 2011
SUBO NESTE PALCO...
O momento de entrar no palco é um ritual sagrado que flui do espírito do artista para a plateia. Parece que toda a mente fica parada num plano de tempo e espaço onde nenhum homem jamais alcançou.
Ao por os pés no palco, eu não sou mais eu. Eu sou passista, cantora, atriz, boneca, marionete, o que eu quiser. A gente se transforma e a plateia mergulha na mesma sensação. Acreditem, uma salva de palmas tem o poder de elevar o palco, os artistas e os sentidos aos céus. E quando você está lá e sente uma vibração nunca antes sentida, não é porque o palco te dominou, mas é porque você dominou o palco.
Quando estou no palco, nem parece que foram necessárias horas em demasia de ensaios, dormindo tarde e acordando cedo. O poder que o palco te dá transforma tudo isto em algo natural, orgânico, que vem de você e passa pela plateia. É inebriante, é um prazer prolongado que nenhuma pessoa, objeto ou lugar pode te oferecer. É a minha escolha, é o meu lugar.
Ao por os pés no palco, eu não sou mais eu. Eu sou passista, cantora, atriz, boneca, marionete, o que eu quiser. A gente se transforma e a plateia mergulha na mesma sensação. Acreditem, uma salva de palmas tem o poder de elevar o palco, os artistas e os sentidos aos céus. E quando você está lá e sente uma vibração nunca antes sentida, não é porque o palco te dominou, mas é porque você dominou o palco.
Quando estou no palco, nem parece que foram necessárias horas em demasia de ensaios, dormindo tarde e acordando cedo. O poder que o palco te dá transforma tudo isto em algo natural, orgânico, que vem de você e passa pela plateia. É inebriante, é um prazer prolongado que nenhuma pessoa, objeto ou lugar pode te oferecer. É a minha escolha, é o meu lugar.
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segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
LAUGI DE BOLSO

Olá pessoas!
É com prazer que informo para todos vocês, senhoras e senhores, crianças em geral, o pocket-show do Laugi, o Laugi de bolso.
O Laugi vai apresentar no próximo dia 18, sábado, o show Laugi de Bolso. A apresentação será na Livraria Cultura do Casa Park e começa às 18h.
O Laugi de Bolso tem o objetivo de apresentar ao público uma amostra do que será o espetáculo Nosso Jeito, marcado para maio de 2011. O repertório conta com alguns arranjos inéditos do maestro Paulo Santos, além de canções que já emocionaram plateias com o jeito Laugi de fazer música.
Para mais informações, acesse http://laugi.com.br/beta/?p=168.
E... VEM COMIGO!!!
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